O Leicester encantou o mundo do futebol mundial quando conquistou a Premier League e revelou nomes como Jamie Vardy, Riyad Mahrez e N’Golo Kanté, com o desfecho da temporada 2015/16 sendo a mais especial do século por conta deste título tão improvável e conquistado com antecedência. No entanto, o clube vive apenas à sombra daquele momento glorioso e agora enfrenta uma agonia terrível que coloca em dúvida a capacidade do time em ser competitivo novamente.
Sem contar com nenhum remanescente daquele elenco de ouro e após uma queda dolorosa para a segunda divisão (Championship) na temporada anterior, o Leicester simplesmente não conseguiu se estabilizar. Sob a gestão de técnicos como Steve Cooper, Ruud van Nistelrooy e, mais recentemente, o espanhol Martí Cifuentes (demitido em janeiro de 2026) o desempenho simplesmente pífio deixa a torcida dos Foxes muito preocupada.
Leicester não possui motivos para comemorar aniversário de título
Na temporada 2025/26, justamente quando se celebra o décimo aniversário da sua histórica e improvável conquista da Premier League, a realidade do Leicester é dramática: em vez de lutar pelo retorno à elite, a equipe está precisando lidar com o fantasma do rebaixamento para a terceira divisão (League One).
Atualmente, o Leicester ocupa a 19ª posição na tabela da Championship, seriamente ameaçado pela queda. A crise esportiva é agravada por problemas extracampo, pois o clube sofreu uma punição com a perda de seis pontos devido a violações das regras de sustentabilidade financeira da liga. Para a associação de torcedores Foxes Trust, este cenário é o resultado amargo de anos de gestão temerária e decisões equivocadas.
Após o título de 2016, o Leicester ainda viveu bons momentos, vencendo a Copa da Inglaterra (FA Cup) em 2021. No entanto, a morte do proprietário Vichai Srivaddhanaprabha em um acidente de helicóptero em 2018 mudou o rumo institucional do clube, e a transição para a gestão de seu filho foi marcada por desafios financeiros crescentes.
O que aconteceu com o Leicester?
O futebol inglês endureceu as regras de Lucratividade e Sustentabilidade (PSR) nos últimos anos, e mesmo assim, o Leicester gastou acima de suas capacidades para tentar se manter no “Big Six” (os seis maiores clubes), mas sem o retorno técnico esperado, as contas não fecharam. A dedução de seis pontos em 2026 foi o golpe de misericórdia em uma moral já abalada.
Jamie Vardy, o último grande símbolo da era vitoriosa, viu seu rendimento cair com a idade antes de ser o último membro daquele elenco histórico, e a ausência de lideranças técnicas e carismáticas deixou o elenco sem identidade em momentos de crise.
Cair para a terceira divisão inglesa seria um desastre financeiro e de prestígio, e para um clube que há pouco tempo disputava as quartas de final da Champions League (2017), jogar a League One significa uma redução drástica em receitas de televisão e patrocínios, podendo levar anos para uma reconstrução completa.
Para os torcedores mais românticos do futebol inglês, existe a esperança de que algum investidor capacitado possa transformar o Leicester novamente em uma potência (segundo os passos do Wrexham), mas os Foxes definitivamente não são a “bola da vez” na Inglaterra.
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