O São Paulo melhorou o desempenho nos últimos jogos e entrou com maior confiança na disputa do jogo único das semifinais do Campeonato Paulista diante do Palmeiras. Com o regulamento prevendo apenas a disputa de um jogo antes da série decisiva, Hernán Crespo poupou jogadores no Brasileirão e optou por força máxima no estadual. No entanto, suas escolhas para o duelo da Arena Barueri acabaram se mostrando ineficazes e erradas, com o placar de 2 a 1 tendo revertido em vantagem considerável para o alviverde durante boa parte do jogo.
São Paulo não conseguiu incomodar Palmeiras na semifinal
Abel Ferreira surpreendeu ao não esperar o São Paulo com um bloco altíssimo, sufocando a saída de bola tricolor: Vitor Roque e Flaco López deram muito trabalho para o São Paulo ao fechar as linhas de passe para os volantes Bobadilla e Marcos Antônio. A pressão inicial surtiu muito efeito e após uma roubada de bola no campo de ataque iniciada por Vitor Roque, Maurício recebeu dentro da área e, com um leve desvio, abriu o placar. Taticamente, isso desmontou o plano inicial do São Paulo de controlar o ritmo.
O Verdão também utilizou Marlon Freitas como o âncora solitário, liberando Andreas Pereira e Maurício para flutuarem. Andreas foi o motor criativo, buscando sempre o passe vertical para quebrar as linhas de Sabino e Alan Franco, enquanto o São Paulo buscou a saída sustentada característica de Crespo, mantendo a posse (terminou com cerca de 60% no primeiro tempo), mas o time acabou ficando encaixotado no meio-campo, sem conseguir acionar Lucas Moura com liberdade.
Piquerez também foi uma arma ofensiva constante do Verdão, e o segundo gol nasceu justamente de um cruzamento preciso do lateral uruguaio, encontrando Flaco López para cabecear e ampliar aos 12 minutos do segundo tempo. A movimentação de Flaco saindo da área para atrair os zagueiros abriu espaços para as infiltrações de Allan Elias e Maurício, confundindo o sistema de marcação por zona do São Paulo.
Hernán Crespo tentou mudar o panorama com as entradas de Cauly e Ferreira, buscando mais dribles nos duelos individuais. os 24 minutos do 2º tempo, o São Paulo conseguiu descontar com Calleri em cobrança de pênalti.
O lance gerou muita reclamação palmeirense, mas taticamente serviu para empurrar o Palmeiras para o seu campo de defesa. Nos minutos finais, o Palmeiras de Abel recuou para um 5-4-1 improvisado, com os pontas recuando para fechar os corredores, impedindo o empate ao São Paulo, que abusou de bolas alçadas sem sucesso contra a sólida dupla Murilo e Gustavo Gómez.
A culpa de Crespo na eliminação do São Paulo
Muitos questionamentos da torcida vieram através da arbitragem, mas parte da eliminação do São Paulo também teve haver com o fato de Danielzinho não ter sido utilizado pelo técnico Hernán Crespo. O meio-campista é um dos principais destaques da temporada e foi preservado diante do Coritiba, mas inexplicavelmente acabou ficando no banco diante do Palmeiras, em uma decisão estranha que priorizou a presença de Luan em um clássico decisivo, jogador com apenas 22 minutos na atual temporada. Não deu para entender.
Imagem: Gazeta Press



