Guto Miguel foi convidado para disputar o quali do Miami Open 2026. Jovem promissor de 17 anos, essa foi a primeira participação do brasileiro em um torneio do nível. No circuito da ATP, jogando na chave principal, disputou o Rio Open, também eliminado na estreia.
Benjamin Bonzi foi o adversário em Miami, eliminando Gutão por 2 a 0, 6/2 e 7/6 (6). No entanto, apesar da derrota, o goiano pode tirar grandes aprendizados da competição. Além disso, mesmo com a falta de experiência, mostrou que tem muito talento e buscou boa reação no segundo set.

Guto Miguel fez ótimo segundo set
A partida não foi fácil para Guto Miguel, como já era esperado por pegar um tenista tão experiente. Com 29 anos, o francês já foi top 50 do ranking da ATP e vinha como o favorito para o confronto. Ao conquistar uma quebra logo no primeiro game, Benjamin Bonzi quebrou de novo no quinto e fechou com tranquilidade.
Mas Gutão lutou até o fim e fez uma segunda parcial de alto nível. Mais firme no saque, a confiança também crescia em quadra e a disputa ficou equilibrada. O goiano ia se soltando cada vez mais e o adversário via ele crescer no jogo. Só que foi nesse momento que Bonzi usou a sua experiência.
No 11º game, Guto fez 15-0 e não pontuou mais. O francês cresceu e impediu que a reação do jovem tenista fosse ainda maior, buscando a quebra. Entretanto, quando teve a chance de sacar para a vitória, não conseguiu. O talento do brasileiro voltou a aparecer e, sob pressão com 15-40 atrás, salvou dois match points.
A partida precisou do tie break para ser definida e, mais uma vez, Gutão salvou um mp. Contudo, o goiano voltou a sofrer nos momentos decisivos. De novo, usando sua experiência, Benjamin ‘segurou’ o goiano e conquistou uma mini quebra. No ponto seguinte, fechou a partida e ficou com a vitória.
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Experiência importante em Masters 1000
Apesar da derrota, Guto Miguel deu passe importante na carreira. Já fazendo a sua transição para o profissional, o jovem tenista faz 18 anos no começo de 2027. Passar por torneios pro antes de ‘ser forçado’ a deixar o juvenil é de extrema importância, já se acostumando com o ambiente e a pressão vivida nesses momentos.
Mesmo com o resultado negativo, o brasileiro passa por isso antes mesmo de se ver com a necessidade de ganhar pontos. Como no Brasil há apenas o Rio Open no circuito da ATP, cada convite de qualquer competição profissional precisa ser aproveitada.
Ainda que seja muito jovem e tenha toda uma carreira pela frente, as participações e, principalmente, as derrotas ajudam a criar ‘casca’. A expectativa para Gutão é uma briga entre os melhores do mundo. Para isso, o caminho não será fácil e haverá mais jogos perdidos do que ganhos até lá.
Além disso, a entrada em torneios de alto nível mostram para o jovem brasileiro onde ele realmente está. Seu talento é grande, mas sempre há o que melhorar. A falta de experiência é um fator decisivo e que ainda o atrapalha, especialmente em alguns momentos decisivos. Mas isso só será corrigido mantendo a evolução atual.
Foto: Fotojump