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São Paulo sofre crise ofensiva com Roger e vê preocupações aumentarem para restante do Brasileirão

O torcedor do São Paulo ficou extremamente incomodado com a decisão da diretoria em fechar o ciclo de Hernán Crespo para a contratação de Roger Machado, sendo este um movimento que foi diretamente conduzido por Rafinha e o diretor Rui Costa, com o objetivo de substituir um profissional estrangeiro que estava entrando em rota de colisão com a diretoria para a chegada de um técnico que possui amizade com os atuais responsáveis pelas tomadas de decisões.

Depois de um início pautado em bons resultados (apesar do desempenho inferior), o São Paulo começa a dar sinais de que está tendo problemas em se adaptar às tomadas de decisão de seu novo técnico. A derrota para o Palmeiras no clássico válido pela 8ª rodada do Brasileirão no Morumbis já deixou um escopo maior em rleação aos problemas que Roger está enfrentando neste início de trabalho, com uma assustadora falta de criatividade/soluções.

São Paulo não causou incômodos no Palmeiras

O gol precoce, marcado por John Arias logo no início, foi determinante para o desenho da partida. A partir da vantagem com apenas seis minutos de jogo, o Palmeiras recuou suas linhas de forma estratégica, compactando o espaço central e bloqueando os principais mecanismos ofensivos do São Paulo. A equipe alviverde congestionou o campo defensivo e reduziu drasticamente as opções de progressão do rival.

Sem conseguir acionar com qualidade seus homens de frente, especialmente no jogo de pivô, o São Paulo esbarrou na forte atuação da dupla de zaga palmeirense, que anulou referências ofensivas e impediu a construção por dentro. O resultado foi um domínio territorial estéril dos mandantes, com posse de bola pouco convertida em chances reais.

Se defensivamente o Palmeiras foi sólido, ofensivamente mostrou sua principal característica sob o comando de Abel Ferreira: a transição rápida. Ao recuperar a bola, a equipe acelerava de forma vertical, explorando os espaços deixados pelo Tricolor, frequentemente desorganizado após perder a posse, uma característica que não estava aparecendo nos últimos jogos de Crespo.

A inversão rápida de jogo e a movimentação coordenada dos atacantes criaram situações de superioridade numérica. Em diversas ocasiões, o Palmeiras conseguiu chegar com mais jogadores ao ataque do que a linha defensiva adversária conseguia recompor, um padrão recorrente da equipe.

Por outro lado, a equipe tricolor teve mais iniciativa ao longo da partida, especialmente na segunda etapa, mas encontrou dificuldades estruturais para transformar posse em perigo. A circulação de bola foi lenta e previsível, facilitando a recomposição palmeirense. Mesmo quando conseguiu avançar, o São Paulo esbarrou na falta de infiltração e na pouca agressividade entrelinhas.

São Paulo vai decair com Roger Machado?

O time de Roger Machado não conseguiu explorar o espaço às costas do meio-campo adversário, nem gerar situações de finalização limpa, tanto que o goleiro palmeirense praticamente não foi exigido durante o clássico. A pressão final teve mais relação com o desgaste físico do Palmeiras do que com um ajuste tático efetivo do São Paulo.

Diante desse cenário, a Data Fifa chega num momento positivo para Roger Machado entender melhor seu elenco e assimilar melhor suas ideias para evitar um cenário no qual o São Paulo deixe a parte de cima da tabela do Brasileirão.

Imagem: Divulgação