Rodrygo Real madrid
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O verdadeiro algoz do Real Madrid: como as lesões marcaram a temporada dos merengues

O Real Madrid vive mais uma temporada refém das lesões. Desde os problemas físicos sérios de Éder Militão, Dani Carvajal e Rodrygo, o clube acumula números alarmantes: 47 lesões, 1.173 dias de ausência e 214 jogos perdidos. Um retrato claro do caos físico que impacta diretamente o desempenho da equipe.

Ao todo, 20 jogadores já passaram pelo departamento médico, que praticamente não ficou vazio em nenhum momento. Um cenário que impactou diretamente as escalações — primeiro com Xabi Alonso e, agora, com Álvaro Arbeloa.

Internamente, o clube entende que encontrou a raiz do problema: uma preparação física mal conduzida no início da temporada. A avaliação é de que o quadro começa a melhorar com ajustes na comissão e, principalmente, com o retorno de Antonio Pintus ao comando da preparação física.

Mesmo assim, o time segue vivo: está nas quartas de final da Champions League e na briga por La Liga. A expectativa interna é de recuperação dentro e fora de campo.

O Real Madrid é um time que não consegue repetir escalações

Éder Militão sai de campo com auxílio dos médicos do Real Madrid. Foto: Maria Gracia Jimenez/Soccrates/Getty Images
Éder Militão sai de campo com auxílio dos médicos do Real Madrid. Foto: Maria Gracia Jimenez/Soccrates/Getty Images

 

A instabilidade virou regra. Foram 45 jogos, com 43 escalações diferentes. Uma estatística que deixa claro que o elenco nunca conseguiu ter continuidade. Dentro dessa circunstância, o setor mais afetado foi a defesa. Sozinhos, os defensores somam 776 dos 1.173 dias de ausência — quase dois terços do total.

O caso mais crítico é o de Ferland Mendy. O lateral disputou apenas 18 dos 45 jogos e já acumula 229 dias fora.

Outros pilares também sofreram: Éder Militão e Antonio Rüdiger passaram dos 100 dias de ausência; e Trent Alexander-Arnold está próximo disso, com 99 dias

Pelo lado positivo, a exceção é Fran García. O jovem está praticamente ileso, com apenas um jogo perdido. Foi neste momento em que o garoto formado nas divisões de base dos Merengues se destacou. Só que, para a frustração dele, seus mentores estão entregues ao departamento médico, o que traz um peso nas costas do camisa 20.

A realidade de um Real Madrid esfacelado e com dificuldades de estabilizar-se

Álvaro Arbeloa, técnico do Real Madrid. Foto: Getty Images
Álvaro Arbeloa, técnico do Real Madrid. Foto: Getty Images

 

Com tantas baixas, improvisar virou necessidade. Jogadores como Federico Valverde, Aurélien Tchouaméni e Eduardo Camavinga foram deslocados para a defesa, além da utilização constante de jovens da base. O resultado dessa prática são 29 formações defensivas diferentes e 13 duplas distintas de zaga — a mais utilizada foi Militão–Huijsen (10 jogos), mas que não atua junta desde novembro.

A preocupação aumenta ainda mais quando a principal virtude de Arbeloa, a consistência, deu lugar a instabilidade. Em 17 partidas, o treinador utilizou 16 escalações diferentes. Só repetiu o time uma vez: contra Monaco, pela Champions League, e Rayo Vallecano, por La Liga.

Nem quando parecia possível houve continuidade. No dérbi contra o Atlético de Madrid, por exemplo, perdeu Thibaut Courtois e ainda lidou com questões disciplinares envolvendo Alexander-Arnold. Nesse sentido, é difícil cravar alguém que seja permanência garantida no próximo jogo dos Merengues, seja por contusão ou suspensão.

Desfalques como rotina do Real Madrid

Conviver com ausências virou padrão. Nos últimos sete jogos, o time teve pelo menos seis desfalques por partida. Em alguns casos, chegou a 10 — como contra Celta de Vigo e Elche.

Após enfrentar o Manchester City, Arbeloa resumiu o momento do Real Madrid e do seu plantel:

Estou muito feliz pelos meus jogadores. Eles merecem reconhecimento pelo esforço em uma situação tão difícil. Foram aqueles quem escaparam e sofreram mais. — analisou o técnico.

Poucos passaram ilesos pela temporada: Arda Güler (presente em todos os jogos), Vinícius Júnior (apenas uma ausência, por suspensão), Brahim Díaz e Gonzalo García (base)

Já no meio e ataque, o principal impacto foi em Jude Bellingham, que perdeu 14 jogos (89 dias), entre cirurgia no ombro e lesões musculares.

Rodrygo ficou fora de 13 partidas, enquanto nenhum outro jogador ofensivo ultrapassou a marca de 10 ausências.

Créditos da foto de capa: Violeta Santos Moura/Reuters