Na noite deste sábado (11), o Santos recebeu o Atlético-MG na Vila Belmiro em duelo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na volta de Neymar, o Peixe buscava os três pontos após uma dura derrota para o Flamengo fora de casa e uma estreia com o “pé esquerdo” na Sul-americana, contra um Galo que ainda busca consistência sob o comando de Eduardo Domínguez, acumulando cinco vitórias e cinco derrotas desde a chegada do argentino.
E com Moisés saindo do banco para marcar, o Peixe aproveitou uma atuação bastante morna do time mineiro para sair da Vila com a vitória. O Peixe sobe para a 14ª colocação e atinge a marca de 13 pontos, enquanto o Galo segue na 8ª posição com 14 pontos.
Santos inicia bem com meio-campo mais criativo
O primeiro tempo foi dominado pela equipe do Santos. Em uma escalação que destaca a capacidade criativa da equipe, Cuca fez bem ao escalar Gustavo Henrique, Arão e Bontempo juntos, mesmo que isso significasse mais liberdade para o meio-campo do Atlético. Nos primeiros 25 minutos, destaque para a conexão entre Neymar e Gabigol. Tendo mais espaço do que o normal, apesar de receber marcação individual do zagueiro Ruan, o camisa 10 do Peixe conseguia abrir o jogo pelos lados com facilidade, já que havia muito espaço deixado pelos laterais Natanael e Renan Lodi.
Gabigol, saindo um pouco mais da área, participou bastante das ações ofensivas da equipe na primeira etapa – aos 20 minutos, o camisa 9 chegou a marcar um gol, desviando a bola após finalização de Igor Vinícius. No entanto, após checagem no VAR, o lance foi anulado pelo fato da bola ter batido no cotovelo do atacante antes de morrer no fundo da rede. Apesar da regra não ser interpretativa, a jogada gerou bastante confusão, paralisando o confronto por 5 minutos. No meio da bagunça, Cuca acabou sendo expulso por reclamação.
Apesar dos ânimos alterados, o Peixe não esfriou o jogo e continuou com uma boa atuação. A equipe mandante sempre teve muito espaço para prosseguir no ataque, principalmente pelos lados. O Galo tinha dificuldade na recomposição e não conseguia ficar com a posse por muito tempo. A equipe escalada por Eduardo Dominguez atuava até mesmo de maneiro um pouco assimétrica na fase ofensiva: Cuello atuava como um ponta esquerda, enquanto Hulk, Reinier e Vitor Hugo se posicionavam na faixa central do campo – na direita, Natanael chegava com frequência para compo o ataque.
Faltou bastante proximidade entre os meias mais criativos do time mineiro – Reinier e Vitor Hugo se livravam rapidamente da bola na procura de Hulk ou Cuello, e estes dois últimos atacantes tiveram bastante dificuldade em dar continuidade nas jogadas.
Atlético volta bem do segundo tempo, mas Santos é letal no contra-ataque
O Atlético Mineiro voltou melhor do segundo tempo, pressionando a saída de bola do Santos e tentando aproveitar mais o setor do meio-campo de pouco combate do time adversário. No entanto, a agressividade do time de Dominguez ainda era baixa. O Santos encontrou mais ânimo para atacar após as saídas de GH (lesionado) e Rony para as entradas de Oliva e Moisés, respectivamente. Agora com mais qualidade para definição pela esquerda, o Peixe trazia mais opções para chegar ao ataque, já que, enquanto Igor Vinícius conseguiu auxiliar bem pela direita, Escobar não exerceu o mesmo papel ofensivo do outro lado.
A primeira grande jogada da partida surgiu com Neymar, que encontrou Escobar em boas condições na linha de fundo. Novamente com bastante liberdade, o lateral cruzou rasteiro e encontrou Bontempo na grande área – o jovem meio-campista teve a frieza para dominar e tirar da marcação, mas na hora de finalizar, optou por bater colocado e acabou mandando a bola pelo lado da trave direita de Everson.
E quando o Galo parecia ficar cada vez mais confortável em subir suas linhas de pressão e tomar uma postura bem mais ofensiva, o Santos foi letal. Justamente após uma recuperação de bola do time mineiro do ataque, mas que não resultou em nada após um passe errado de Hulk, o Peixe armou o contra-ataque e Gabigol encontrou um ótimo passe para Moisés, que disparou no campo adversário.
Em uma falha absurda de posicionamento do zagueiro Ruan, que simplesmente “esqueceu” da movimentação do atacante santista nas suas costas, Moisés saiu em boas condições para chegar na marca do pênalti e balançar as redes. O jogo ficou bastante truncado após o tento do Peixe, com o Galo tendo mais a posse da bola – em falha na saída de bola, Renan Lodi quase empatou, mas Brazão apareceu para realizar a defesa.
As mudanças acabaram não surtindo efeito para o time mineiro (Alexsander, Dudu, Bernard e Cassierra), e a melhor chance da equipe de Domínguez surgiu apenas nos minutos finais do confronto, com Cuello, que recebeu um bom cruzamento de Lodi, mas acabou finalizando para fora.
Resultado: Santos 1 – 0 Atlético-MG
Foto principal: Marcello Zambrana/AGIF