Futebol Premier League

Manchester City tem 2° tempo cinematográfico e faz 3 a 0 no Chelsea, em Londres

Chelsea e Manchester City foram ao Stamford Bridge com objetivos distintos, mas com a necessidade comum de vitória. Os Citizens estavam animados com a derrota do Arsenal para o Bournemouth, no sábado, que faria o time entrar de vez na briga pelo título da Premier League em caso de um triunfo, enquanto o Chelsea queria vencer para se manter na briga por vaga na próxima Champions League.

A partida desde o início mostrava um modelo claro. O Manchester City queria ter a bola e ser construtor na base do toque de bola, enquanto o Chelsea estava bem postado na marcação e pronto para contragolpear. Desta forma, nesse choque de estilos, ambos tiveram dificuldades de criação e não saíram do zero na etapa inicial.

Já no segundo tempo, o Manchester City resolveu exercer uma pressão maior, atacou com duplas pelas pontas e sufocou o Chelsea desde o início. O primeiro tento saiu rápido, mas o time seguiu pressionando e empurrando a equipe da casa para atrás, criando mais chances e marcando gols em sequência. E assim, fazendo uma etapa complementar avassaladora, o City marcou 3 a 0.

Com a vitória, o Manchester City se coloca de vez na disputa pelo título e, já na próxima semana, recebe o Arsenal em casa,  numa final antecipada e com a moral muito maior que a do rival, que passa pelo pior momento na temporada.

Já o Chelsea, vê a vaga na próxima Champions League bem mais distante e, se não corrigir seus problemas, poderá colocar em risco a presença na próxima Europa League.

Confira em detalhes como foi a partida e a vitória acachapante do Manchester City, que mostrou o alto nível da equipe neste momento da temporada.

Equilíbrio e poucas chances

Mesmo jogando fora de casa, o Manchester City começou com mais posse de bola e rondando a área do Chelsea, enquanto os Blues, claramente atuavam na base dos contragolpes.

Com duas propostas bem claras, a partida era equilibrada, o Chelsea tentava apertar a saída de bola do Manchester City e dificultava a vida do time de Pep Guardiola. Desta forma, o jogo ficava nervoso e impossibilitava qualquer margem para erros. Aos 15’, Cucurella chegou a colocar a bola na rede, mas estava impedido, mostrando que os contragolpes dos Blues poderiam ser letais.

A primeira grande chance da partida foi do Chelsea. Pedro Neto, que atormentava Matheus Nunes o tempo todo, fez grande jogada em cima do lateral compatriota, cortou para o meio e finalizou forte e por baixo, obrigando Donnarumma a fazer uma defesaça.

O tempo passava e o jogo seguia parelho, brigado e de poucas chances. As equipes eram intensas, o City seguia tentando construir na base dos passes em progressão, enquanto o Chelsea estava bem postado e pronto para explorar os contra-ataques, na mesma postura desde o início.

Aos 33 minutos, com uma boa jogada de O’Reilly na esquerda, o lateral cruzou por baixo e encontrou Bernardo Silva no meio da área, o português tentou fazer o gol, só que desviou em cima de Sánchez. Haaland ainda tentou aproveita o rebote, mas não alcançou a bola. Essa foi a primeira chance mais clara do Manchester City na partida.

Cinco minutos depois, numa das raras vezes que o Manchester City se aproveitou de uma defesa mais aberta, O’Reilly roubou a bola de Estevão, colocou velocidade e acionou Cherki, o francês bateu e Sánchez defendeu sem muita dificuldade. Os visitantes vivam seu melhor momento no primeiro tempo.

O Manchester City continuou apertando o Chelsea até os últimos minutos da primeira etapa. Aos 44’, os visitantes novamente estiveram perto da meta de Sanchez, Semenyo foi avançando, cortou para o meio e bateu no canto, a bola desviou e por pouco não entrou, no último lance de perigo do primeiro tempo.

E assim, o Manchester City criou para abrir o placar, principalmente na reta final da etapa inicial, mas teve que ir para o intervalo com um zero a zero no placar, deixando a partida totalmente aberta para a segunda metade.

Massacre do Manchester City

O segundo tempo começou com o Manchester City pressionando muito, atuando em cima do Chelsea com um senso de urgência maior. Logo aos dois minutos, Cherki teve uma ótima oportunidade, chutando uma bola que foi desviada para escanteio.

A pressão era enorme e, aos cinco minutos, finalmente o gol saiu. Cherki trocou passes com Doku na direita e cruzou na cabeça de O’Reilly, que apareceu como elemento surpresa na área para cabecear sem chances para Sánchez, abrindo o placar em Stamford Bridge.

Quem esperava que o gol deixaria o Manchester City mais reativo, se enganou. O time de Pep Guardiola continuou jogando como se estivesse zero a zero. E a pressão surtiu efeito. Após um escanteio, Cherki cobrou para Doku, recebeu de volta, conduziu com categoria e inteligência e encontrou um passe mágico para Guéhi, que sozinho na área, bateu cruzado para marcar 2 a 0, um placar merecido pelo atropelamento dos Citizens no segundo tempo.

Guéhi marcou o segundo gol na vitória do Manchester City sobre o Chelsea por 3 a 0
Guéhi marcou o segundo gol na vitória do Manchester City sobre o Chelsea por 3 a 0 (Imagem: Reprodução Chelsea)

Depois do segundo gol, o Manchester City ficou um pouco mais reativo, tentando atrair mais o Chelsea, para construir ofensivamente com mais tranquilidade. Os Blues, aos 20 minutos, tiveram sua primeira finalização frontal no segundo tempo. Cole Palmer teve um chute desviado para escanteio.

Entretanto, dois minutos depois, Sánchez ligou Caicedo na fogueira, o volante tentou sair jogando, mas foi pressionado por dois jogadores e teve a bola roubada por Doku, que avançou e tocou no canto, marcando 3 a 0, fora o baile. Um segundo tempo primoroso do Manchester City.

Com um 3 a 0 contrário, o Chelsea tentou pressionar para encontrar seu gol, mas não conseguia finalizar com qualidade, deixando espaço sem ser objetivo. Aos 29 minutos, Khusanov, com espaço, arriscou um chute perigoso, que passou perto do gol de Sánchez.

O tempo foi passando e, com o resultado definido, os times seguiam intensos, mas criando menos oportunidades. O Manchester City, não se furtava de atacar, no entanto, não tinha o mesmo senso de urgência, enquanto o Chelsea, desanimado, chegava poucas vezes. Numa delas, aos 39’, Cole Palmer cobrou falta por baixo e viu Donnarumma fazer uma ótima defesa.

Mesmo com o jogo definido, o árbitro deu oito minutos de acréscimos. Contudo, apesar do tempo a mais, ninguém se empenhou em buscar mais gols, exceto Haaland, que quer se consolidar na artilharia da Premier League e tentou uma cabeçada como último lance de perigo da partida.

Final: Chelsea 0x3 Manchester City

(Imagem de capa: Reprodução)