O Flamengo segue mostrando suas “credenciais” sob o comando de Leonardo Jardim, um técnico que está conseguindo explorar mais os potenciais individuais de um elenco já estrelado. Em duelo válido pela 12ª rodada do Brasileirão, o rubro-negro conseguiu um desempenho afirmativo diante do Bahia por 2 a 0, mostrando que o trabalho da atual comissão técnica está engrenando cada vez mais, com solidez defensiva e ataques cada vez mais fatais.
Flamengo mostra força com variações táticas de Leonardo Jardim
Desde o início, o Flamengo se organizou em um 4-2-3-1 bastante móvel, com Paquetá atuando em função híbrida: ora como segundo volante na base da jogada, ora avançando para ocupar o espaço entre linhas. Essa versatilidade foi determinante para dar fluidez à circulação rubro-negra, permitindo à equipe escapar da marcação inicial do Bahia e construir superioridade numérica no setor central. O Bahia, por sua vez, montado em um 4-3-3, tentou encaixar a pressão com seus meio-campistas, mas encontrou dificuldades para controlar a mobilidade adversária.
Com mais posse e ocupando o campo ofensivo, o Flamengo passou a empurrar o Bahia para trás, explorando especialmente os corredores laterais para abrir a defesa e, na sequência, infiltrar pelo centro. O primeiro gol, marcado por De Arrascaeta surgiu através da crculação paciente, atração da marcação e ataque ao espaço com chegada de um meia na área, evidenciando a boa ocupação dos cinco corredores ofensivos.
A partir daí, o jogo ganhou um roteiro mais previsível: o Flamengo com a bola e o Bahia tentando responder em transições. No entanto, a equipe de Rogério Ceni esbarrou na consistência defensiva do time carioca, que apresentou bom controle de profundidade e proteção da entrada da área, um ponto já destacado como força do Mengão na competição, especialmente atuando no Maracanã.
No segundo tempo, o cenário se manteve, mas com nuances importantes. O Bahia até tentou adiantar suas linhas e aumentar a agressividade na pressão, porém deixou espaços às costas do meio-campo.
Foi nesse contexto que Paquetá passou a ser ainda mais decisivo: encontrando espaços entre os volantes e a defesa, o meia acelerou a circulação e qualificou o último passe. Ou seja, sua atuação simbolizou a maturidade do Flamengo no controle do jogo, não apenas com intensidade, mas com leitura dos momentos. O segundo gol, já na reta final, coroou essa superioridade com participação direta de Paquetá, e a jogada expôs a desorganização defensiva do Bahia diante de um adversário que atacava com muitos jogadores e boa coordenação de movimentos.
Lucas Paquetá se destaca no Flamengo de Leonardo Jardim
Individualmente, o destaque absoluto foi Paquetá, não apenas pelo gol, mas pela capacidade de conectar os setores e ditar o ritmo da equipe, algo que vem se consolidando ao longo da temporada, com o jogador cada vez mais influente no modelo rubro-negro. Caso a lesão sofrida no final da partida não tenha graves implicações, o jogador se candidata para a convocação final de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo.
No balanço final, o Flamengo venceu menos pela intensidade e mais pela inteligência coletiva: controlou o espaço, variou o ritmo e soube acelerar nos momentos certos. Um triunfo que reforça a ideia de um time cada vez mais confortável em assumir o protagonismo, e que encontra em Paquetá a sua principal referência tática.
Imagem: AGIF