O grito vindo das arquibancadas de Old Trafford foi em tom de reverência e despedida: “One more year, Casemiro”. Apesar do apelo da torcida após a vitória por 2 a 1 sobre o Brentford, o destino do volante brasileiro de 34 anos parece selado. O técnico Michael Carrick confirmou, em tom de clareza mútua, que a trajetória do multicampeão brasileiro no Manchester United terminará no próximo mês. Com o interesse massivo da MLS, Casemiro deixa o clube como o símbolo de uma transição necessária.
Em campo, a vitória deixou os Red Devils a apenas dois pontos da classificação matemática para a Champions League, após dois anos de ausência. O objetivo traçado pelo diretor técnico Jason Wilcox (após a demissão de Ruben Amorim em janeiro) deve ser alcançado com antecedência. Contudo, o sucesso dentro das quatro linhas abre caminho para dilemas complexos fora delas: quem substituirá o líder do meio-campo e quem será o treinador definitivo para o ciclo 2026/27?
Casemiro abre lacuna no elenco do Manchester United
Para preencher a lacuna deixada por Casemiro, o United definiu Elliott Anderson, destaque do Nottingham Forest, como sua prioridade absoluta. Entretanto, a nova gestão deixou claro que não haverá “loucuras financeiras”. Se o valor atingir a marca de £120 milhões, o clube se retirará da disputa, que também envolve o Manchester City. A ideia é evitar o erro cometido na era Erik ten Hag, quando o clube perseguiu Frenkie de Jong por meses até acabar com uma solução de emergência.
A diretoria usa as contratações de Bryan Mbeumo e Matheus Cunha (feitas no ano passado) como o novo padrão: jogadores de alto rendimento, adaptados à Premier League e com salários sustentáveis, com a missão de expandir o elenco para suportar um calendário que terá 50% mais jogos na próxima temporada, sem inflar a folha com contratos “impagáveis” como os de legados anteriores, mas mantendo o nível da defesa com uma reposição à altura de Casemiro.
Com a provável saída de Casemiro e as dúvidas sobre a condição física de veteranos como Harry Maguire e Luke Shaw, o jovem Ayden Heaven surge como a grande promessa para a zaga titular ao lado de Matthijs de Ligt. No ataque, a busca por um ponta-esquerda continua, com Antoine Semenyo (alvo de janeiro) ainda no radar para dar suporte a nomes como Marcus Rashford e André Onana, que ainda tentam se consolidar sob a nova filosofia.
Manchester United deve seguir com Michael Carrick em 2026/27?
Michael Carrick transformou um time que estava fadado ao meio da tabela em um semifinalista europeu e garantido no G-5, criando dúvidas sobre sua permanência à longo prazo. Manter a lenda do Manchester United no cargo por “gratidão”, correndo o risco de repetir o modelo de Ole Gunnar Solskjaer, um ídolo que entrega resultados imediatos, mas oscila no longo prazo.
Por outro lado, trazer um técnico de renome que pode não se adaptar também é visto como um enorme risco, algo que poderá comprometer uma temporada 2026/27 que se desenha fundamental para a história do clube à médio prazo.
Luis Enrique é o favorito na pré-lista dos Red Devils mas o PSG está confiante em sua renovação e os valores salariais são astronômicos, enquanto Julian Nagelsmann é visto como inviável devido ao seu compromisso com a seleção alemã até a Copa de 2026. Outros técnicos ainda não foram cogitados, mas o mercado certamente ficará atento para os próximos passos do United.
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