Na noite de quinta-feira (30), o Fluminense foi batido pelo Bolívar, na altitude de La Paz, em jogo válido pela 3ª rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América. Com a derrota por 2 a 0, o time se complicou na competição da Conmebol.
O Tricolor ocupa a última posição do Grupo C, com apenas um ponto conquistado. Até aqui, o time tem duas derrotas e um empate na competição. Desta forma, o Fluminense corre grande risco de uma eliminação precoce no maior torneio da América do Sul.
Altitude pesou na derrota do Fluminense
Ao falarmos sobre a derrota do Fluminense no Estádio Hernando Siles, obviamente não podemos esquecer da altitude. Afinal, jogar em La Paz é uma tarefa extremamente complicada para qualquer equipe. A altitude é um fator que costuma ser decisivo a favor dos mandantes.
Neste cenário, o Tricolor sentiu muito as dificuldades físicas de jogar em La Paz. Sofrendo um gol logo aos seis minutos, assinado por Robson Matheus, a situação ficou ainda pior. Se jogar na altitude já é complicado, ter que correr atrás do resultado desde o início do jogo é um verdadeiro pesadelo.
As coisas se complicaram ainda mais com a expulsão de Facundo Bernal, logo aos três minutos do segundo tempo. Neste momento, o Time de Guerreiros sabia que a partida estava praticamente perdida. Deu a lógica, e os mandantes chegaram ao segundo gol, novamente com Robson Matheus.
O Fluminense abriu mão do seu estilo de jogo mais intenso, de marcação alta. Permitindo que o Bolívar ficasse com a bola, a equipe comandada por Luis Zubeldía tentou contornar as dificuldades físicas desta maneira. No entanto, a ideia não surtiu o efeito esperado. O Tricolor terminou o jogo com apenas seis finalizações, enquanto os bolivianos tiveram 14.
Ao longo da partida, Zubeldía tirou do banco Soteldo, John Kennedy, Alisson e Guilherme Arana, na tentativa de renovar o fôlego do time. Porém, a atuação do Fluminense foi fraca. Nenhuma alternativa fez com que o clube encontrasse um resultado melhor como visitante.
Apesar da altitude, Fluminense mostra que não está “pronto”
Embora a altitude tenha sido um fator crucial na derrota do Fluminense, isso também não esconde o fato de que o time ainda não está em um patamar elevado, mesmo com o investimento recente. Afinal, não foi um resultado ruim isolado na Libertadores.
Perdendo para o Bolívar, o time do Rio de Janeiro chegou à segunda derrota na competição da Conmebol, sem nenhuma vitória até aqui.
Com um ponto, o Tricolor é o quarto colocado do Grupo C, o que sequer levaria a equipe para os playoffs da Sul-Americana. O Independiente Rivadavia lidera a chave com nove pontos, enquanto o Bolívar é o segundo colocado, com quatro. Desta forma, o Tricolor vê a eliminação ainda na fase de grupos muito próxima. A equipe de Zubeldía basicamente não pode mais tropeçar nos próximos três compromissos que tem na competição continental, e mesmo assim poderá ser eliminada.
O resultado negativo na altitude contra o Bolívar pesa ainda mais quando o juntamos com a derrota para o Independiente Rivadavia, por 2 a 1, no Maracanã, e o empate com o Deportivo La Guaira, por 0 a 0, fora de casa.
Na terceira rodada do torneio, o Fluminense não demonstrou o necessário para superar adversidades, como a altitude, na base da qualidade, mesmo encarando um adversário que, no papel, supostamente é mais fraco. Assim como nas outras duas partidas da Libertadores, o Tricolor provou que não consegue se impor em um grupo no qual é o clube de maior expressão.
Isso é um alerta e deve ser levado a sério. O Fluminense atualmente ocupa a terceira posição do Campeonato Brasileiro, com 26 pontos, seis a menos que o Palmeiras, líder da competição. No entanto, existem motivos para afirmar que o clube ainda não está no patamar sonhado pela torcida.
Neste caso, talvez seja necessário definir prioridades. Afinal, o grupo não tem tanto recurso. A Libertadores passa a se tornar mais “descartável”, enquanto a classificação já parece mais improvável. Zubeldía talvez tenha que optar pelo Brasileirão, caso queira manter a campanha sólida que foi apresentada até a 13ª rodada.
Créditos da foto de capa: Lucas Merçon/ Fluminense.