A ausência de Kevin Viveros foi sentida pelo Athletico Paranaense na derrota por 1 a 0 ao Vasco, no último domingo (10). Suspenso pelo terceiro cartão amarelo no jogo contra o Grêmio, Renan Peixoto entrou no lugar e não conseguiu corresponder a um nível semelhante ao do atacante colombiano.
Artilheiro do Campeonato Brasileiro com oito gols ao lado de Pedro do Flamengo, Viveros é a principal referência ofensiva no time de Odair Hellmann. Conhecido pela força física e presença de área, o atacante tem sido fundamental para que o Furacão esteja posicionado na quinta posição, com 23 pontos em 15 jogos.
Contudo, o Athletico demonstra uma dependência quando Viveros não está presente em campo. Caso deseje lutar por uma vaga para a Libertadores de 2027, o clube paranaense deve resolver essa situação.
A apática atuação ofensiva do Athletico Paranaense no último jogo
Nos minutos iniciais do primeiro tempo, já dava para notar a fraca postura do sistema ofensivo athleticano. Devido ao jogo adiantado do Vasco, o ataque se postou no campo defensivo, preocupado mais com a marcação do que com a criação de jogadas.
Após o gol sofrido, o Athletico tentou ensaiar uma reação, mas encontrou dificuldades para realizar finalizações perigosas ao goleiro Léo Jardim. O arqueiro vascaíno precisou trabalhar em alguns lances, fazendo defesas seguras, e saiu bem nos cruzamentos arriscados.
Contudo, o Athletico sentiu a falta do artilheiro Viveros e produziu pouco na etapa. No segundo tempo, a maneira de jogo do time paranaense foi parecida.
Administrando o resultado, o Vasco se fechou conforme a reta final da partida se mostrava presente. O clube carioca abaixou as linhas e deixou poucos espaços para que o Athletico buscasse o empate.
Mesmo com o placar adverso, o time comandado pelo substituto Fábio Moreno demorou para mostrar uma postura mais corajosa, mantendo aquele modo de jogo que marca a trajetória dos times de Odair Hellmann.
A falta de eficiência nas jogadas criadas foi citada por Moreno na entrevista coletiva ao término do confronto. “A gente criou, a gente tentou, a gente teve as oportunidades, infelizmente, a gente não concluiu da melhor forma possível. A gente teve as chances de empatar o jogo, teve a última bola que poderia ter entrado a nosso favor.”
O auxiliar ainda comentou a fraca campanha do Athletico Paranaense fora de casa neste Campeonato Brasileiro, que detém uma vitória, um empate e quatro derrotas, com 26,6% de aproveitamento. “Precisamos melhorar fora de casa, principalmente neste último terço, para termos o mesmo desempenho que temos na Arena da Baixada.“ Ainda que precise melhorar o rendimento fora da Ligga Arena, o clube precisa achar um plano para terminar com a dependência de Kevin Viveros.
A importância de Viveros na atual temporada do Athletico

Anunciada em junho de 2025 em meio aos compromissos da Série B, a contratação de Kevin Viveros é a mais cara da história do Athletico Paranaense, pelo valor de US$ 5 milhões (R$ 27 milhões).
Apelidado de “El Tren” pela força física e agilidade, foi fundamental para a campanha de recuperação do time paranaense na competição, que subiu para o segundo lugar. Viveros marcou dez gols, distribuiu quatro assistências em 27 partidas, caindo nas graças da torcida rubro-negra.
A boa média de gols continua na atual temporada. O colombiano é o goleador do Athletico com nove gols marcados e artilheiro do Campeonato Brasileiro com oito gols, como relatado acima.
Além dos gols, outra característica de Viveros chama a atenção no país: a quantidade de pênaltis sofridos. Desde a chegada do jogador em 2025, sofreu oito faltas dentro da área, o maior número neste quesito no Brasil. O dado mostra a capacidade do jogador de gerar situações de perigo dentro da área, seja pela movimentação, pela força física ou pela ofensividade.
Créditos da imagem da capa: Geraldo Bubniak/AGB


