Toda temporada da Premier League cria suas próprias histórias. Algumas são previsíveis. Outras nem tanto.
Todo mundo espera grandes atuações de estrelas consolidadas como Haaland, Salah ou Declan Rice. Só que o futebol inglês sempre entrega algo além disso: jogadores que chegam sem tanta expectativa e, alguns meses depois, estão sendo tratados como ativos milionários.
E a temporada 2025/26 foi praticamente um festival desse tipo de evolução. Enquanto gigantes como Liverpool e Tottenham afundavam em campanhas decepcionantes, outros atletas aproveitaram o caos para crescer absurdamente dentro da liga mais difícil do planeta.
Usando dados do FootballTransfers e da SciSports, foi possível identificar quais jogadores mais evoluíram na Premier League nesta temporada, considerando crescimento técnico, desenvolvimento estatístico e aumento de valor de mercado.
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E honestamente? Tem algumas histórias muito interessantes aqui.
Nico O’Reilly e o “efeito Guardiola” atacando novamente
Existe algo quase inevitável no Manchester City: Pep Guardiola pega um jogador, muda sua posição completamente e, alguns meses depois, todo mundo começa a fingir que aquilo sempre fez sentido.
A vítima ou beneficiado da vez foi Nico O’Reilly.
O jovem começou como meio-campista e terminou a temporada sendo tratado como um dos laterais-esquerdos mais promissores da Premier League.
Seu valor disparou de €27 milhões para €52,3 milhões após uma temporada de crescimento explosivo.
E o mais curioso é como ele parece ter absorvido perfeitamente o estilo do City. Inteligente sem bola, confortável em espaços curtos e extremamente técnico para um jogador adaptado recentemente à posição.
Basicamente, mais um experimento do Guardiola que irritantemente deu certo.
Estevão já virou realidade no Chelsea
Quando Estevão chegou ao Chelsea, existia aquele medo natural envolvendo qualquer jovem brasileiro indo para Stamford Bridge.
Até porque o histórico recente do clube parecia mais um reality show financeiro do que um projeto esportivo organizado. Mas o garoto ignorou completamente esse cenário.
Mesmo ainda adolescente, Estevão rapidamente mostrou personalidade absurda dentro da Premier League. Driblando sem medo, decidindo jogos e parecendo confortável contra defensores experientes.
Resultado?
Seu valor de mercado saltou de €64,2 milhões para impressionantes €108,6 milhões. Hoje, ele já aparece entre os jogadores mais valiosos do futebol inglês. E sinceramente? A sensação é que isso é apenas o começo.
Rayan Cherki transformou a Premier League em playground
Talvez nenhum jogador tenha sido tão divertido de assistir nesta temporada quanto Rayan Cherki.
O francês chegou ao Manchester City vindo do Lyon por €36,5 milhões, valor que já parecia barato na época. Agora parece praticamente um roubo.
Cherki virou aquele tipo de jogador que obriga o torcedor neutro a parar o que está fazendo só para assistir alguns minutos.
Dribles absurdos, passes improváveis, improviso constante e uma criatividade quase irresponsável. Em tempos onde o futebol está cada vez mais robotizado, Cherki parece jogar no modo “pelada de rua”. Seu valor praticamente dobrou em um ano, chegando aos €70,3 milhões.
E o mais assustador? Ele ainda parece estar longe do teto técnico.
Andrey Santos finalmente encontrou espaço no Chelsea
Por alguns momentos, parecia que Andrey Santos seria apenas mais um jovem preso no gigantesco congestionamento de meio-campistas do Chelsea. Só que o brasileiro aproveitou muito bem suas oportunidades após retornar do Strasbourg.
Mesmo sem virar titular absoluto, mostrou maturidade, intensidade e qualidade suficiente para ganhar espaço importante dentro da rotação do elenco.
Seu crescimento foi tão sólido que o valor de mercado pulou de €28,4 milhões para €54,5 milhões. Além disso, existe algo que chama atenção no jogo de Andrey: ele parece cada vez mais preparado para jogos grandes.
Fisicamente intenso, inteligente sem bola e confortável em diferentes funções do meio-campo.
Características que normalmente fazem treinadores se apaixonarem rápido.
Hugo Ekitike calou muita gente em Anfield
Quando o Liverpool gastou €95 milhões em Hugo Ekitike, as dúvidas vieram instantaneamente.
“Mais um atacante da Bundesliga que não vai funcionar na Inglaterra?”
Bom… não demorou muito para essa narrativa morrer.
Ekitike começou a temporada voando e rapidamente mostrou que possui ferramentas perfeitas para a Premier League: mobilidade, força física, velocidade e agressividade atacando profundidade.
Mesmo diminuindo ritmo antes da lesão recente, terminou a temporada extremamente valorizado. Seu ETV saltou para €89,2 milhões. E talvez o mais importante: o francês parece ter personalidade suficiente para sobreviver à pressão absurda de jogar em Anfield.
O que definitivamente não é para qualquer um.
O caso mais curioso da lista: Nick Woltemade
Se existe um jogador que divide opiniões, esse jogador é Nick Woltemade. O Newcastle gastou €75 milhões nele e boa parte da internet imediatamente decretou: “pior contratação da história da Premier League”.
Só que calma também. Porque apesar das críticas, o atacante terminou a temporada com oito gols na Premier League e 11 no total.
Não são números desastrosos. Muito longe disso. Principalmente para alguém que estava na terceira divisão alemã apenas três anos atrás.
O problema talvez tenha sido a expectativa criada pelo valor absurdo investido.
Ainda assim, os dados mostram crescimento acelerado do atacante, cujo valor saltou de €18,2 milhões para €72,6 milhões.
Ou seja: talvez exista muito mais jogador ali do que parece nas discussões apressadas de rede social.
A nova geração está mudando a Premier League
Talvez o ponto mais interessante dessa lista seja perceber como a Premier League está ficando cada vez mais jovem, dinâmica e imprevisível.
Jogadores como Estevão, O’Reilly, Cherki e Bergvall não apenas evoluíram individualmente. Eles começaram a mudar o nível técnico da liga.
E isso acontece enquanto clubes ingleses continuam gastando bilhões quase como quem abre aplicativo de delivery numa sexta-feira à noite. A diferença é que, desta vez, algumas apostas realmente deram muito certo.
E olhando para essa nova geração, fica difícil não pensar que o futebol europeu pode estar entrando em uma nova era. Uma era onde os jovens não chegam mais para “aprender”. Eles chegam prontos para decidir.
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