O empate do São Paulo por 1 a 1 contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, representou mais do que um ponto somado para cada equipe na competição. A partida simbolizou pontos positivos dos times, mas também escancarou as crises que São Paulo e Botafogo vivenciaram nos últimos tempos.
O São Paulo começou melhor no primeiro tempo, atuando em linhas altas e criando mais oportunidades de gol. Em um destes lances, veio o gol de Luciano, após aproveitar o rebote do goleiro Neto.
Na segunda etapa, o Botafogo jogou de maneira mais agressiva, pressionando bastante o adversário ao jogar em grande parte pelo campo de ataque. Depois de marcar dois gols anulados por impedimento, o Fogão marcou um gol legal aos 44 minutos, quando Barrera desfrutou de uma defesa incompleta de Rafael e acertou uma bela finalização no ângulo do goleiro são-paulino.
O movimentado jogo do final da tarde de sábado teve dois pontos importantes. Ambos os times apresentaram uma qualidade principal de cada, enquanto, por outro lado, tiveram uma deficiência que comprometeu a busca pelos três pontos.
As variadas chances de gol do Botafogo no segundo tempo
Ao contrário do primeiro tempo, em que atuou de maneira reativa e atacava o São Paulo apenas por rápidas transições, a segunda etapa foi marcada pela superioridade botafoguense. Apesar de ter terminado o jogo com menos finalizações (15 a 14), o Glorioso teve mais chances de perigo ao gol, com seis chutes a três dos donos da casa.
A mudança da postura do Botafogo não ocorreu por uma aleatoriedade. O time treinado por Franclim Carvalho é conhecido por intensidade ao longo das partidas, conquistando importantes pontos nos minutos finais nesta temporada. Uma das principais características do elenco é a força ofensiva, apresentando grande ímpeto nas investidas ao ataque e capacidades de reação, mesmo que sejam tardias.
O Botafogo criou mais oportunidades de gol no período final, iniciando ainda nos primeiros minutos. Aos oito minutos, havia criado mais lances ao gol do que em praticamente o primeiro tempo inteiro.
Ainda assim, o alvinegro carioca mostrou a falta de eficiência ofensiva, ao desperdiçar várias chances de empatar a partida, seja pela deficiência nas conclusões ou por falhas de posicionamento, como nos dois gols anulados por impedimento. Os erros demonstravam que os momentos técnicos em que certos jogadores passam podem influenciar negativamente o resultado final.
Contudo, a intensidade botafoguense foi recompensada aos 44 minutos do segundo tempo. Depois de uma cobrança de escanteio, Marçal cabeceou em direção ao gol, exigindo uma defesa de Rafael, mas havia afastado a bola de modo incompleto para a entrada da área. Após uma disputa, a pelota chegou na direção de Jordan Barrera, que conseguiu acertar um belo chute de primeira, no ângulo do goleiro são-paulino.

Por mais que tenha celebrado a soma de um ponto, o Botafogo mostrou que se o momento técnico e tático fosse outro, o jogo poderia ter encerrado de maneira mais positiva.
As perigosas transições do São Paulo na partida
Dorival Júnior ainda não encaixou o modelo de jogo que espera no São Paulo. Apesar de ter tido uma recente (e vitoriosa) passagem pelo tricolor paulista em 2023, o time passou por mudanças na formação do elenco e vivencia uma crise institucional, que afeta o rendimento dentro de campo.
Antes do início do jogo, o São Paulo estava há sete jogos sem vitórias em todas as competições e os três pontos seriam fundamentais para alcançar a confiança, adjetivo quase desparecido no Morumbis em 2026.
Portanto, a elogiada atuação do primeiro tempo rendeu esperanças aos tricolores. O São Paulo foi dominante na etapa inicial, criando maiores oportunidades de gol e exigindo uma enorme atenção do sistema defensivo botafoguense. Aos três minutos, Luciano marcou o primeiro gol da partida, em uma jogada realizada por uma característica tática do tricolor: a transição rápida.
Em uma construção rápida e bem conduzida, Artur encontrou Luciano em uma curta troca de passes. O atacante devolveu de primeira para o meia, que arriscou uma perigosa finalização de fora da área. Devido ao gramado afetado pela chuva, o goleiro Neto deu um rebote para dentro da área e Luciano aproveitou o faro de goleador para aproveitar a sobra e finalizar de primeira.

As jogadas seguintes do São Paulo foram marcadas pelas transições rápidas da defesa ao ataque. No entanto, a alta pressão são-paulina custou caro ao Tricolor, porque teve que realizar duas substituições ainda no primeiro tempo.
Com as trocas, o time perdeu um pouco das construções perigosas e das rápidas iniciativas ao ataque. Além disso, o enfrentamento contra uma equipe conhecida pela grande intensidade resultou na acentuada queda de rendimento do São Paulo do primeiro para o segundo tempo.
Créditos da imagem da capa: divulgação/São Paulo F.C.



