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Liverpool: como foi a temporada das contratações dos “Reds”?

A temporada 2025/26 fez o Liverpool agir como protagonista absoluto no mercado europeu e transformou a janela de transferências em uma demonstração clara de ambição esportiva e financeira, segundo o portal FootballTransfers. Após conquistar a Premier League anteriormente, a diretoria resolveu oferecer respaldo total ao trabalho do técnico Arne Slot, investindo mais de 80 milhões de euros em reforços considerados estratégicos para sustentar os Reds no topo da Inglaterra e recolocá-lo entre os favoritos da UEFA Champions League. O problema é que a reconstrução acelerada trouxe expectativas gigantescas e resultados muito abaixo do esperado.

Entre as contratações de maior impacto do Liverpool esteve Florian Wirtz, adquirido junto ao Bayer Leverkusen em um negócio que ultrapassou a marca dos 125 milhões de euros. O alemão chegou cercado pela imagem de maestro do futebol europeu, após temporadas brilhantes na Bundesliga, mas o meia-atacante encontrou dificuldades para reproduzir o mesmo nível no futebol inglês. Apesar de momentos refinados e partidas consistentes, os números ficaram abaixo da expectativa. Ainda de acordo com a análise do FootballTransfers, as 15 participações em gols em 49 partidas revelaram adaptação irregular e insuficiente nos Reds.

Ainda mais simbólica foi a chegada de Alexander Isak ao Liverpool. O sueco tornou-se o jogador mais caro da história da Premier League ao trocar o Newcastle pelo clube de Anfield em uma transferência estimada em 145 milhões de euros no início de setembro do ano passado. O investimento representava a tentativa dos Reds de criarem um novo líder ofensivo para a equipe diante das incertezas envolvendo Mohamed Salah e das mudanças no elenco. Entretanto, lesões graves atrapalharam sua temporada em Merseyside. A fratura sofrida em dezembro interrompeu sua sequência, e o centroavante encerrou o ano com apenas quatro gols em 22 jogos.

Curiosamente, quem acabou entregando o melhor rendimento entre os reforços do Liverpool foi Hugo Ekitike. Contratado após se destacar no Eintracht Frankfurt, o francês chegou inicialmente sem o mesmo peso midiático de Wirtz ou Isak, mas terminou a temporada como um dos poucos pontos positivos do setor ofensivo dos Reds. Seus 17 gols e seis assistências em 45 partidas mostraram capacidade de adaptação imediata, mobilidade e eficiência em um sistema ofensivo que frequentemente apresentou dificuldades criativas. O atacante assumiu protagonismo em vários momentos da campanha e recebeu avaliações positivas da imprensa inglesa e internacional.

Além dos nomes de maior impacto, o Liverpool também buscou soluções para diferentes setores do elenco. Jeremie Frimpong apareceu como aposta para reduzir o impacto da saída de Trent Alexander-Arnold, enquanto Milos Kerkez foi contratado pensando em renovação física e intensidade pelos lados do campo. Giorgi Mamardashvili reforçou a concorrência no gol, em um movimento que indicava preocupação nos Reds com planejamento de médio prazo. As chegadas mostravam uma estratégia voltada não apenas para reposição imediata, mas também para manutenção do nível competitivo do elenco ao longo das próximas temporadas.

Mesmo assim, a sensação ao final da temporada foi de frustração. O Liverpool encerrou o campeonato apenas na quinta colocação da Premier League, desempenho considerado insuficiente para um elenco tão caro e profundamente reformulado, mesmo garantindo vaga na UEFA Champions League. Parte da crítica da imprensa inglesa apontou problemas táticos, dificuldades de encaixe coletivo e perda de identidade competitiva. Também houve forte debate sobre a capacidade dos Reds em reconstruir a equipe sem a mesma estabilidade emocional e estrutural que marcou a era Jurgen Klopp.

O saldo final mostra que o Liverpool apostou em uma revolução imediata para manter sua relevância europeia, mas descobriu que grandes investimentos não garantem automaticamente equilíbrio coletivo. Entre expectativas gigantescas, lesões, mudanças táticas e oscilações individuais, a temporada das contratações dos Reds acabou simbolizando um projeto ambicioso que ainda busca encontrar sua identidade definitiva. Mesmo com nomes de enorme peso no mercado, o desempenho coletivo da equipe esteve abaixo do esperado em vários momentos, reforçando a percepção de que reconstruções profundas exigem tempo, continuidade e adaptação dentro e fora de campo.

Foto: Getty Images

Como o Liverpool decidiu investir pesado em reforços no mercado da bola

O Liverpool decidiu entrar de forma agressiva no mercado da bola para 2025/26, apostando em uma reformulação milionária que prometia manter o clube entre as maiores potências da Europa, após a temporada anterior marcada por enorme expectativa e sucesso doméstico. A diretoria liderada por Richard Hughes entendeu que seria necessário acelerar a renovação do elenco dos Reds para sustentar o projeto de Arne Slot, especialmente diante das saídas, desgaste físico de peças importantes e da necessidade de competir em alto nível em todas as frentes. O resultado, porém, acabou se transformando em uma campanha marcada por altos investimentos, oscilações constantes e frustrações esportivas.

O Liverpool abriu os cofres para contratar jogadores considerados decisivos para o presente e para o futuro do clube. Florian Wirtz chegou cercado de expectativas após o brilho no Bayer Leverkusen, enquanto Alexander Isak foi tratado como o novo grande nome do ataque em uma transferência histórica para os padrões da Premier League. Hugo Ekitike, Jeremie Frimpong, Milos Kerkez e Giorgi Mamardashvili também desembarcaram em Anfield dentro de um planejamento ambicioso que buscava rejuvenescimento, intensidade e maior profundidade de elenco. A ideia dos Reds era clara: criar uma equipe mais dinâmica, tecnicamente refinada e preparada para enfrentar o calendário pesado do futebol inglês e europeu.

Durante alguns momentos da temporada, o projeto do Liverpool realmente mostrou sinais positivos. O clube iniciou a campanha apresentando intensidade ofensiva, boa circulação de bola e capacidade de competir contra os principais adversários da Inglaterra. Ekitike rapidamente se tornou uma das boas surpresas do elenco, enquanto Wirtz demonstrou lampejos do talento que o transformou em um dos jogadores mais valorizados do futebol europeu. O problema foi a incapacidade dos Reds de manter regularidade competitiva ao longo do ano, algo que acabou se tornando a principal marca negativa da equipe de Arne Slot.

As eliminações em mata-matas ampliaram ainda mais a pressão sobre o trabalho desenvolvido em Anfield. Na UEFA Champions League, o Liverpool chegou a avançar com autoridade em parte do torneio, mas acabou eliminado pelo PSG nas quartas de final. A derrota teve grande repercussão e aumentou os questionamentos sobre a consistência defensiva da equipe, além de expor dificuldades de controle emocional e falta de equilíbrio coletivo nos momentos mais decisivos da temporada europeia.

Na Copa da Liga Inglesa, o Liverpool caiu ainda na quarta rodada, desempenho considerado muito abaixo da tradição recente do clube no torneio. Já na FA Cup, a eliminação nas quartas de final para o Manchester City reforçou a sensação de que o elenco milionário dos Reds não conseguiram corresponder ao investimento realizado pela diretoria. A temporada passou a ser vista como um símbolo de desequilíbrio entre expectativa e rendimento prático.

O maior golpe veio na Premier League. Apontado no início da temporada como candidato ao título, o Liverpool terminou apenas em quinto lugar, longe da briga pela liderança e marcado por oscilações na reta final. Ao longo da campanha, o time sofreu com lesões, queda de intensidade sem a bola, fragilidade defensiva e dificuldades de adaptação ao modelo de jogo de Arne Slot. O fechamento com 60 pontos transformou a temporada em grande frustração diante da expectativa criada.

Além das questões táticas, o Liverpool também atravessou um ambiente emocionalmente difícil. A morte de Diogo Jota afetou profundamente o grupo durante a temporada, situação reconhecida publicamente por jogadores como Andy Robertson. A instabilidade emocional acabou se somando às lesões importantes, à saída de líderes históricos e à pressão crescente sobre comissão técnica e diretoria.

No fim, a temporada 2025/26 deixou a sensação de que o Liverpool tentou acelerar sua reconstrução através de um investimento massivo, mas encontrou dificuldades para transformar talento individual em estabilidade coletiva. Entre contratações caras, eliminações frustrantes e um quinto lugar abaixo das expectativas, os Reds terminaram o ano diante da necessidade de redefinir prioridades e recuperar identidade competitiva antes de iniciar um novo ciclo em Anfield.

Foto: Getty Images

Será que o Liverpool vai continuar apostando nas últimas contratações para a próxima temporada?

O Liverpool não demonstra intenção de abandonar o projeto de reconstrução iniciado com investimentos pesados no mercado da bola, após terminar a temporada marcada por frustrações esportivas e eliminações precoces. A tendência para o próximo ciclo, especialmente após a disputa da Copa do Mundo de 2026, é que os Reds sigam apostando nas contratações mais recentes como pilares de uma nova fase em Anfield, agora sem dois dos maiores símbolos da era recente: Mohamed Salah e Andy Robertson. A saída das lideranças históricas representa o encerramento definitivo de um ciclo extremamente vitorioso, mas também abre espaço para uma reformulação ainda mais profunda dentro do elenco comandado por Arne Slot.

Internamente, a diretoria do Liverpool entende que o fracasso da última temporada esteve mais ligado à falta de encaixe coletivo do que ao nível dos reforços. Por isso, nomes como Florian Wirtz e Alexander Isak seguem vistos como pilares do projeto para 2026/27. O alemão continua tratado em Anfield como um dos talentos mais refinados do futebol europeu. A avaliação interna é que o ex-jogador do Bayer Leverkusen sentiu o impacto físico da Premier League e o peso da expectativa criada por sua transferência, mas há confiança em sua evolução.

O caso de Isak também é tratado com cautela e esperança dentro do Liverpool. As lesões impediram sequência ao atacante sueco durante boa parte da campanha passada, mas o clube mantém convicção de que o jogador possui características ideais para liderar o novo sistema ofensivo da equipe. A avaliação interna dos Reds é que, fisicamente recuperado e com pré-temporada completa, o atleta de 26 anos poderá finalmente justificar o status de contratação mais cara da história do futebol inglês.

Sem Salah e Robertson, o Liverpool entende que precisará construir uma nova identidade competitiva para evitar outro ano decepcionante. A diretoria não pretende promover uma revolução imediata novamente, mas sim consolidar os atletas contratados recentemente, apostando em continuidade, amadurecimento tático e estabilidade emocional para recolocar os Reds na disputa pelos grandes títulos da Europa.

(Foto: Getty Images)