Morgan Rogers Arsenal
Futebol Premier League

Morgan Rogers pode ser a peça que falta para o Arsenal dar o salto rumo à Champions League

A temporada 2025-26 trouxe ao Arsenal aquilo que os torcedores esperavam há mais de duas décadas: o título da Premier League. Sob o comando de Mikel Arteta, os Gunners finalmente conseguiram superar seus principais rivais e encerrar um longo jejum no campeonato inglês. No entanto, a temporada terminou com um sentimento amargo após a derrota para o PSG na final da UEFA Champions League.

A derrota nos pênaltis em Budapeste deixou claro que, apesar da evolução evidente do projeto liderado por Arteta, ainda existem pontos que precisam ser aprimorados para transformar o Arsenal em uma potência capaz de dominar também o cenário continental.

Por isso, a diretoria londrina já trabalha intensamente no mercado de transferências. Depois de perder Anthony Gordon para o Barcelona, o clube passou a concentrar esforços na contratação de Morgan Rogers, um dos principais destaques do Aston Villa e da Premier League na última temporada.

A possível chegada do inglês não seria apenas mais uma contratação. Ela poderia alterar significativamente a estrutura ofensiva do Arsenal e representar um passo importante na tentativa de conquistar a primeira Champions League da história do clube.

Morgan Rogers chega após temporada de afirmação

Morgan Rogers comemora. O jogador novamente foi protagonista do triunfo do Aston Villa. Foto: Reprodução/ Premier League
Foto: Reprodução/ Premier League

Poucos jogadores evoluíram tanto na última temporada quanto Morgan Rogers. Atuando pelo Aston Villa, o atacante foi uma das principais referências ofensivas da equipe e terminou o ano com 27 participações diretas em gols em 55 partidas.

Os números mostram regularidade, mas não contam toda a história. Rogers se destacou principalmente pela versatilidade. Durante a temporada, atuou como meia-atacante, ponta esquerda e até mesmo em funções mais centralizadas no setor ofensivo.

Essa capacidade de desempenhar diferentes papéis é justamente uma das características que mais agradam Arteta. O treinador espanhol gosta de jogadores capazes de ocupar múltiplos espaços dentro de campo e alterar a dinâmica ofensiva durante as partidas.

Outro fator importante é a idade. Aos 24 anos, Rogers entra no momento de maturidade física e técnica da carreira, algo que se encaixa perfeitamente no perfil de contratações buscado pelo Arsenal nos últimos anos.

Enquanto Anthony Gordon era visto como prioridade inicial, a diretoria entende que Rogers oferece soluções semelhantes e, em alguns aspectos, até mais completas para o sistema utilizado por Arteta.

A base da equipe já está pronta

Arsenal
Foto: Getty Images

Uma das razões que tornam a possível contratação de Rogers tão interessante é o fato de que o Arsenal não precisa reconstruir sua equipe.

A campanha vitoriosa na Premier League foi construída sobre uma estrutura extremamente sólida. David Raya consolidou-se como titular no gol, enquanto a defesa formada por Jurrien Timber, William Saliba, Gabriel Magalhães e Piero Hincapié apresentou números consistentes ao longo da temporada.

O setor defensivo foi um dos pilares da conquista nacional. Saliba e Gabriel formaram uma das duplas de zaga mais eficientes da Inglaterra, enquanto Timber mostrou versatilidade atuando em diferentes funções defensivas.

No meio-campo, Declan Rice continua sendo uma das referências do elenco. O inglês vive provavelmente o melhor momento de sua carreira e se consolidou como um dos jogadores mais completos da posição no futebol mundial.

Ao seu lado, Myles Lewis-Skelly surgiu como uma das grandes revelações da temporada. O jovem aproveitou as oportunidades recebidas na reta final do campeonato e ganhou espaço na equipe titular, superando inclusive a concorrência de Martin Zubimendi.

Com uma estrutura defensiva e de meio-campo já consolidada, o principal foco do Arsenal passa a ser o aumento da qualidade ofensiva.

O impacto da chegada de Rogers no ataque

É justamente nesse ponto que Morgan Rogers pode fazer a diferença.

O Arsenal possui jogadores de alto nível no setor ofensivo, mas a derrota na final da UEFA Champions League evidenciou algumas limitações da equipe em jogos de máxima exigência.

Bukayo Saka continua sendo uma das principais estrelas do elenco, mas atravessou uma temporada abaixo do padrão que apresentou nos anos anteriores. Kai Havertz também teve bons momentos, mas ainda divide opiniões entre os torcedores.

Já Martin Odegaard vive talvez o momento mais delicado desde que assumiu a braçadeira de capitão. Apesar da enorme qualidade técnica, seu rendimento nos últimos meses ficou abaixo das expectativas.

Por isso, a chegada de Rogers criaria uma disputa saudável por espaço entre os titulares.

Embora sua posição preferida seja como meia-atacante central, Arteta provavelmente encontraria uma maneira de manter Odegaard na equipe. A alternativa mais provável seria utilizar Rogers pelo lado esquerdo do ataque.

Essa mudança aumentaria a força física, a capacidade de condução de bola e a presença ofensiva da equipe, características que o inglês demonstrou amplamente durante sua passagem pelo Aston Villa.

Além disso, a chegada do atacante poderia reduzir a dependência excessiva que o Arsenal muitas vezes demonstra em relação a Saka na criação de jogadas ofensivas.

A busca pelo último passo

Declan Rice, Arsenal
Foto: Reprodução/Arsenal FC

O Arsenal já mostrou que possui qualidade suficiente para vencer a Premier League. O desafio agora é transformar esse sucesso doméstico em domínio europeu.

A derrota para o PSG na final da Champions League deixou claro que a diferença entre as melhores equipes do continente é extremamente pequena. Em cenários assim, detalhes costumam decidir títulos.

É justamente por isso que Arteta insiste na necessidade de reforços. O treinador acredita que aumentar o nível de profundidade do elenco pode ser decisivo em uma temporada longa, marcada por competições nacionais e internacionais.

Morgan Rogers se encaixa perfeitamente nessa estratégia. Jovem, versátil, produtivo e já adaptado ao futebol inglês, ele representa uma oportunidade de elevar ainda mais o nível técnico da equipe.

Caso a negociação seja concluída, o Arsenal não estará apenas contratando um dos destaques da última Premier League. Estará adicionando uma peça que pode ajudar o clube a superar a última barreira que ainda separa os Gunners de um objetivo histórico: conquistar pela primeira vez a UEFA Champions League.

(Foto de capa: Getty Images)

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Kaique