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NFL: Melhores duplas da NFL em 2026

Na NFL, ter um jogador de elite já é um privilégio. Ter dois estrelando a mesma posição na mesma equipe é uma vantagem que poucas equipes podem se gabar de ter. A temporada de 2026 promete ser de duplas históricas, com algumas parcerias novas e outras já consagradas que prometem fazer da vida dos oponentes um verdadeiro pesadelo.

Puka Nacua e Davante Adams – Rams

Com a manutenção da produtividade histórica de Puka Nacua no início de sua trajetória, as temporadas de 2025 e 2026 dos Rams ficarão marcadas por possuírem dois prováveis futuros integrantes do Hall da Fama liderando seu corpo de recebedores. Para Matthew Stafford, contar com o talento de Nacua e Davante Adams é o cenário ideal na tentativa de conquistar seu segundo Super Bowl.

O desempenho de Adams na temporada anterior reforça que, mesmo em sua fase mais madura, ele permanece como um alvo fundamental no jogo aéreo mais perigoso da liga. Ao anotar 14 touchdowns, ele não apenas liderou a NFL, como também atingiu a segunda melhor marca de sua carreira. O equilíbrio da dupla é evidenciado pelos números: enquanto Adams foi o principal pontuador entre os wide receivers, Nacua liderou a liga em média de jardas por partida. Caso esse nível de excelência seja mantido em 2026, o grupo de recebedores de Los Angeles continuará sendo o padrão de referência e o desejo de todas as outras franquias.

Will Anderson Jr. e Danielle Hunter – Texans

Contar com dois dos líderes de uma posição em um único elenco é uma raridade na NFL. Ainda que existam nomes individualmente mais badalados, sob a ótica da produtividade, é inegável que Will Anderson Jr. e Danielle Hunter se consolidaram no patamar mais alto entre os especialistas em pressionar o quarterback ao longo do último ano.

A defesa do Houston Texans, que figurou entre as duas mais dominantes da liga em jardas e pontos cedidos, teve em Anderson e Hunter seus motores principais. A eficiência da dupla foi traduzida no passer rating de apenas 76,1 imposto aos adversários, a segunda marca mais baixa da NFL. Com uma defesa terrestre ainda mais sólida projetada para 2026, a tendência é que os Texans forcem situações de passe óbvias, permitindo que essa parceria atinja um nível de letalidade ainda mais assustador para os ataques rivais.

Ja’Marr Chase e Tee Higgins – Bengals

Ao longo dos últimos três anos, Tee Higgins reafirmou seu compromisso com o Cincinnati Bengals, uma postura admirável para um atleta com calibre de protagonista em grande parte das franquias da liga. Rotulá-lo apenas como um suporte para Ja’Marr Chase é uma injustiça, especialmente após Higgins superar a estrela em touchdowns na temporada anterior, totalizando 11 touchdowns. Ele se consolida, incontestavelmente, como o “plano B” mais letal da NFL.

O tamanho de sua eficiência é comprovada pela sequência de duas temporadas com dígitos duplos em touchdowns, mesmo dividindo o campo com um parceiro que concentrou o maior volume de alvos em toda a liga no período.

Aliar esse nível técnico a um recebedor constantemente laureado como All-Pro, sob o comando de Joe Burrow, estabelece em Cincinnati um alicerce ofensivo com DNA de Super Bowl. Caso as movimentações defensivas na offseason consigam blindar um setor que demonstrou fragilidade recentemente, a parceria entre Chase e Higgins tem tudo para estender sua produtividade até o auge do inverno nos playoffs.

Myles Garrett e Byron Young – Rams

A troca bombástica que culminou na chegada de Myles Garrett aos Rams representa o tipo de movimento estratégico capaz de redefinir o teto competitivo de uma franquia. Los Angeles, que já ostentava uma defesa de elite, parece ter encontrado a peça final para sua engrenagem ao negociar com o Cleveland Browns. O recordista histórico de sacks e bicampeão do prêmio de Jogador Defensivo do Ano da NFL chega em um setor de pressão que, mesmo antes de sua aquisição, já figurava entre os melhores de toda a NFL.

Embora Jared Verse tenha sido o pilar dessa unidade antes de sua partida para a AFC North, foi Byron Young quem protagonizou uma ascensão meteórica na última temporada, garantindo sua primeira ida ao Pro Bowl com 12 sacks. A força demonstrada por Young sugere um potencial ainda maior para 2026, especialmente quando considerarmos o cenário em que Garrett monopoliza as atenções e as dobras de marcação das linhas ofensivas adversárias.

A viabilidade financeira para ter um contrato do tamanho de Garrett só foi possível graças ao vínculo de calouro de Young, que ainda oferece um custo-benefício incomparável. Com a renovação contratual do jovem defensor projetada para a próxima offseason, a diretoria de Los Angeles compreende que 2026 é a janela de oportunidade definitiva para extrair o máximo de letalidade desta parceria histórica em campo.

CeeDee Lamb e George Pickens – Cowboys

Mesmo com as incertezas contratuais e o uso da franchise tag que complicam seu futuro no Texas, a chegada de George Pickens ao Dallas Cowboys garante à franquia um dos ataques mais explosivos da liga em 2026. O que poderia ser uma relação tensa entre duas estrelas funcionou bem graças à postura de CeeDee Lamb, que mostrou maturidade ao abrir mão de estatísticas individuais em favor de um ataque mais coletivo e eficiente. 

Essa dupla de alto nível coloca Dallas entre as favoritas a liderar as estatísticas aéreas na temporada de 2026. Com Dak Prescott no comando, Pickens viveu o melhor momento de sua carreira, enquanto Lamb manteve seu status de superestrela ao completar seu quinto ano consecutivo com mais de mil jardas recebidas.

Kyren Williams e Blake Corum – Rams

Os Rams aparecem novamente na lista, e não é por acaso. Quando se fala do ataque de Los Angeles, o jogo aéreo é sempre a primeira coisa que vem à mente. Mas o que torna essa unidade verdadeiramente perigosa é a combinação entre o jogo aéreo mais produtivo da NFL e uma das melhores duplas de running backs da liga. 

A consolidação de Blake Corum na última temporada foi uma vitória importante para a organização. Sua ascensão permitiu que Sean McVay aliviasse a carga sobre Kyren Williams, que carregou um peso grande em 2024, participando de 43% das jogadas ofensivas, a maior marca de toda a liga. Além do alívio físico, Corum provou ser um corredor eficiente por mérito próprio: registrar 746 jardas e seis touchdowns em um sistema que já contava com um dos melhores running backs da NFL é um sinal claro de que ele está à altura do momento. Tudo indica que Corum tem o que é preciso para assumir o protagonismo do backfield em breve. 

Williams, por sua vez, segue insubstituível. É o melhor dos dois no passe e no bloqueio, e mesmo com um jogador mais jovem pressionando nas jogadas de profundidade, sua posição de liderança está garantida.

Quinyon Mitchell e Cooper DeJean – Eagles

Por 21 anos, o Philadelphia Eagles não tinha um cornerback All-Pro. Na última temporada, o time teve dois ao mesmo tempo. Quinyon Mitchell e Cooper DeJean conquistaram a honra juntos, ambos escolhidos nas duas primeiras rodadas do Draft de 2024. Os dois brilharam em suas segundas temporadas na liga e garantem ao Eagles pelo menos mais dois anos de defesa sólida e com contratos baratos. 

DeJean, especialista no slot, tem um currículo impressionante na posição: em 32 partidas disputadas, nunca cedeu um único touchdown. Na última temporada, ele liderou todos os cornerbacks de slot em métricas fundamentais, como porcentagem de recepções cedidas, passer rating imposto aos quarterbacks adversários e média de jardas permitidas por cobertura. Mitchell, por sua vez, reafirmou sua dominância ao registrar uma taxa de recepções permitidas de apenas 42,4%, o índice mais baixo entre todos os cornerbacks da NFL desde 2021.

Nik Bonitto e Jonathon Cooper – Broncos

Apenas cinco times na história da NFL acumularam tantos sacks quanto o Denver Broncos de 2025. Não foi o trabalho de dois jogadores só, mas Nik Bonitto e Jonathon Cooper foram as principais referências da pressão defensiva, somando juntos 22 sacks na temporada regular. 

Bonitto já pode ser chamado de estrela consolidada. Ele provou que sua explosão em 2024 não foi acidente, acumulando duas aparições entre os dez finalistas ao prêmio de Jogador Defensivo do Ano desde que se tornou titular em tempo integral. Já o defensor mais bem pago da história da franquia, ele deve receber um novo aumento em breve, o que o colocaria entre os edge rushers mais bem remunerados de toda a NFL.

A outra metade da dupla, porém, chega a 2026 cercada de incertezas. Se Cooper estiver disponível, os Broncos podem contar com ele para contribuir com dois dígitos em sacks. O problema é que ele foi preso duas vezes nesta offseason e responde a diversas acusações, incluindo violência doméstica. Seu julgamento está previsto para começar em 22 de julho, o que pode coincidir exatamente com o início do training camp.

Amon-Ra St. Brown e Jameson Williams – Lions

O ataque do Detroit Lions não foi o mesmo sem o coordenador Ben Johnson e com uma linha ofensiva abaixo do esperado, mas Amon-Ra St. Brown e Jameson Williams não deixaram o rendimento cair. St. Brown continuou sendo uma máquina de primeiros downs, transformando um recorde pessoal em alvos em 1.401 jardas, enquanto Williams viveu sua melhor temporada na carreira, com 1.117 jardas e sete touchdowns em 2025.

St. Brown segue sendo um dos recebedores mais versáteis da liga, continuará sendo o alvo central do ataque enquanto Jared Goff estiver no comando. Williams, por sua vez, está a um passo de alcançar o mesmo estrelato. Dan Campbell é um grande admirador dele e, após assumir as funções de coordenador ofensivo no meio da última temporada, priorizou sua participação no jogo. Se o novo coordenador, Drew Petzing, mantiver essa mesma abordagem, o jogador escolhido na primeira rodada tem tudo para eliminar as atuações irregulares que ainda mancham seu currículo, como os dois jogos em 2024 em que não registrou nenhuma recepção.

Bijan Robinson e Brian Robinson Jr. – Falcons

Nesta offseason, o Atlanta Falcons apostou pesado nos Robinson. A franquia contratou Brian Robinson Jr. no mercado de agentes livres para atuar como reserva de Bijan Robinson, colocando um ex-titular de três temporadas atrás de um dos corredores mais dominantes da liga. A situação no comando como quarterback ainda é indefinida, mas o vencedor dessa disputa terá à disposição, sem dúvida, a melhor dupla de running backs da NFL, além de dois jovens recebedores de alto nível.

Bijan Robinson já atingiu a marca de 1.400 jardas corridas em duas ocasiões e segue como um dos favoritos a liderar todos os running backs em jardas recebidas. Só isso já seria suficiente para elevar o backfield a outro patamar. Ter um reserva de alto nível ao seu lado é um luxo que poucos times da liga podem se dar.

Brian Robinson Jr. chegou ao papel de segundo plano já com experiência consolidada. Mesmo atuando atrás de Christian McCaffrey, o running back com maior volume de jogadas da NFL, ele ainda conseguiu acumular 400 jardas. Se repetir um desempenho parecido em 2026, garantirá que o ataque de Atlanta continue funcionando mesmo nos momentos em que Bijan precisar de descanso.

Foto: AP Photo/Kyusung Gong