A Copa do Mundo de 2026 já entrou para a história da MLS. Pela primeira vez, a liga dos Estados Unidos conta com 45 jogadores disputando o torneio, o maior número já registrado desde sua criação. O dado, por si só, já mostra o quanto a Major League Soccer cresceu nos últimos anos e passou a ter uma importância muito maior dentro do futebol mundial.
Durante muito tempo, a liga norte-americana foi vista apenas como um destino alternativo. Em muitos casos, era lembrada como um campeonato para jogadores em reta final de carreira ou atletas que não estavam mais no centro do futebol europeu. No entanto, esse cenário mudou bastante. Em três décadas, a MLS construiu uma estrutura mais forte, aumentou sua presença internacional e passou a ser vista com outros olhos por jogadores, seleções e torcedores.
Esse crescimento, obviamente, não aconteceu de uma hora para outra. A liga precisou passar por um longo processo de desenvolvimento, com novos clubes, estádios mais modernos, centros de treinamento melhores e uma base cada vez mais organizada. Ainda assim, é possível dizer que a evolução ganhou uma velocidade diferente nos últimos anos, especialmente pela chegada de nomes de peso.
Neste cenário, ninguém representa melhor esse novo momento do que Lionel Messi. O argentino é a grande estrela da MLS e o principal nome do Inter Miami. Sua presença mudou o peso da liga no cenário mundial, aumentou a atenção do público e colocou o campeonato em uma vitrine muito maior.
Messi ajuda a mudar a visão sobre a MLS
A chegada de Messi à Major League Soccer abriu uma nova fase para a liga. Mais do que apenas ter um dos maiores jogadores da história em seu campeonato, a MLS passou a ser observada com mais atenção por torcedores de diferentes partes do mundo. Isso fortalece a competição e também abre caminho para que outros grandes nomes aceitem jogar nos Estados Unidos.
O próprio Inter Miami é um bom exemplo disso. Além de Messi, o clube também conta, por exemplo, com Luis Suárez, outro jogador de grande história no futebol mundial. A presença de atletas desse nível ajuda a transformar a imagem da liga, atraindo público, patrocinadores e também outros jogadores que passam a enxergar a MLS como uma possibilidade real para suas carreiras.
Ao mesmo tempo, a ideia de que a liga não é competitiva começa a perder força. É claro que a MLS ainda não está no mesmo patamar das principais ligas europeias, mas isso não significa que ela não tenha valor esportivo. Pelo contrário, a presença de jogadores da liga na Copa do Mundo ajuda a mostrar que existe qualidade ali.
Messi também pesa nesse debate. Afinal, mesmo atuando no futebol dos Estados Unidos, ele chegou à Copa do Mundo em altíssimo nível. Com seis gols em três jogos, o argentino se tornou um dos grandes nomes do torneio até aqui. Isso enfraquece o argumento de que jogar na MLS automaticamente tira competitividade de um atleta.
Pelo contrário, o momento de Messi mostra que a liga pode manter grandes jogadores em ritmo competitivo. Além disso, sua presença ajuda a elevar o nível de exigência dentro da própria competição. Quando uma estrela desse tamanho chega, todos ao redor também passam a jogar sob uma pressão diferente.
Desta forma, podemos dizer que a MLS não cresce apenas por ter nomes famosos. Ela cresce porque esses nomes mudam a percepção sobre o campeonato e ajudam a atrair novos olhares para tudo que está sendo construído nos Estados Unidos.
Recorde na Copa reforça crescimento da MLS
O número de jogadores da MLS nesta Copa do Mundo reforça esse processo. Em 2022, a liga já havia atingido sua melhor marca, com 37 atletas convocados. Agora, em 2026, esse número subiu para 45. Além disso, também cresceu o número de seleções representadas por jogadores da Major League Soccer, chegando a 17 países.
Esse salto é importante porque mostra que a liga deixou de ser relevante apenas para os Estados Unidos. Hoje, a MLS também aparece como parte da construção de outros projetos de seleção. Jogadores que atuam no campeonato norte-americano estão defendendo países diferentes e participando diretamente de campanhas importantes no torneio.
Neste cenário, a seleção dos Estados Unidos também tem um papel importante. Com Mauricio Pochettino no comando, o time fez uma boa primeira fase e conseguiu avançar aos 16 avos de final da Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, dia 1º de julho, os norte-americanos enfrentam a Bósnia e Herzegovina em busca de mais um passo no torneio.
A campanha da seleção ajuda o futebol a ganhar ainda mais força no país. Jogando em casa, os Estados Unidos conseguiram criar uma conexão importante com sua torcida. O público abraçou o time, mostrou orgulho e transformou os jogos da seleção em momentos de grande impacto para o esporte no país. Isso também é fundamental para a MLS. Quanto mais a seleção cresce, mais o futebol ganha espaço nos Estados Unidos. E quanto mais o futebol se fortalece no país, maior tende a ser o interesse pela liga local. Uma coisa acaba puxando a outra.
Sendo assim, esta Copa do Mundo pode representar um novo ponto de virada para a Major League Soccer. A liga já vinha crescendo, mas agora aparece com números históricos, uma estrela como Messi em grande fase e uma seleção americana capaz de empolgar sua torcida.
É verdade que ainda existe um caminho longo pela frente. A MLS não precisa ser tratada como se já estivesse no mesmo nível das principais ligas da Europa. No entanto, também não faz mais sentido ignorar o tamanho do que ela se tornou. Em 30 anos, a liga deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma peça importante dentro do futebol mundial.
A presença recorde de jogadores na Copa do Mundo mostra exatamente isso. A MLS não é mais apenas um projeto em desenvolvimento. Ela já é uma liga que forma, atrai e mantém jogadores relevantes. E, com Messi brilhando no maior palco do futebol, esse crescimento fica ainda mais difícil de ignorar.