Mikel Arteta - Arsenal
Futebol Premier League

Arsenal: Barcola ou Morgan Rogers, quem faz mais sentido ao clube?

O Arsenal busca fazer movimentos durante a janela de transferências, ainda antes do início da temporada europeia, visto que a janela se encerra no dia 1º de setembro. O clube está determinado a realizar um investimento de peso para o seu setor ofensivo. Embora Leandro Trossard e Gabriel Martinelli tenham dividido as responsabilidades pelo lado esquerdo do ataque na última temporada, o técnico Mikel Arteta busca uma peça que eleve o patamar técnico da equipe e ofereça maior consistência. Dentre os nomes especulados nos bastidores do Emirates Stadium, que incluem Nico Williams, Christos Tzolis e Kerim Alajbegovic, dois candidatos surgiram como os principais alvos da diretoria do Arsenal, que são o inglês Morgan Rogers, do Aston Villa, e o francês Bradley Barcola, do Paris Saint-Germain.

Embora o cenário ideal para a comissão técnica envolvesse a contratação de ambos, o Arsenal não trabalha com um orçamento ilimitado e precisará priorizar apenas um deles, dado que qualquer uma das negociações deve superar a barreira dos 86 milhões de libras (cerca de R$ 635 milhões). A diretoria dos Gunners parece inclinada a tratar Rogers como o principal alvo, sendo uma escolha respaldada pelo próprio Mikel Arteta. Porém, uma análise detalhada sobre a composição tática do elenco atual sugere que a opção considerada fácil pelos dirigentes pode não ser a mais correta para as reais necessidades da equipe.

O estilo de jogo de Morgan Rogers

Morgan Rogers se consolidou como um dos principais destaques da Premier League nas últimas duas temporadas sob o comando de Unai Emery no Aston Villa. O jogador da seleção inglesa já manifestou interesses favoráveis à transferência para o clube de Londres, e seu conhecimento da dinâmica física do futebol na Inglaterra é um dos grandes atrativos para o Arsenal. O grande problema na contratação de Morgan Rogers não está na sua qualidade técnica, mas sim em sua real posição de ofício dentro de campo.

Morgan Rogers rende melhor atuando centralizado, como um camisa 10 ou um meia de ligação que cai pelos lados, e não como um ponta agudo de linha de fundo. O elenco do Arsenal já conta com um excesso de jogadores que preenchem essa faixa central do campo. Com Martin Odegaard, Mikel Merino, Kai Havertz e a recente contratação de Eze, que também prefere o setor central, a chegada de Morgan Rogers obrigaria Mikel Arteta a escalar o jogador fora de posição na ponta esquerda. Investir mais de 86 milhões de libras (cerca de R$ 635 milhões) em um atleta para o adaptar a uma outra função dentro do jogo contraria a lógica de eficiência tática buscada pelo Arsenal.

Barcola é o jogador que o Arsenal precisa

Por outro lado, Bradley Barcola surge como a alternativa que resolve o problema do Arsenal. O jogador francês é um ponta esquerda de origem, acostumado a dar amplitude ao jogo, buscar o drible individual e agredir as defesas adversárias em velocidade. Sua possível saída do Paris Saint-Germain ganhou força devido ao interesse do clube francês na contratação de Yan Diomandé, o que poderia flexibilizar a postura de Luis Enrique no mercado.

Os números de Barcola respaldam sua contratação para o clube de Londres. Na última temporada, Barcola esteve presente em 20 participações diretas em gols em 49 partidas pelo PSG, além de somar dois gols e uma assistência em quatro jogos na Copa do Mundo de 2026. Mesmo que seu poder de finalização ainda precise de refino, suas características físicas, como a aceleração e o controle de bola em velocidade, entregam exatamente o que falta ao ataque do Arsenal quando Gabriel Martinelli e Trossard oscilam.

Barcola traz na bagagem a experiência de ter conquistado a UEFA Champions League em dois anos consecutivos pela equipe de Paris, trazendo uma mentalidade vencedora e acostumada às pressões europeias no vestiário dos Gunners. Se a decisão final se resumir a puramente ao encaixe técnico, o atacante francês é a melhor escolha para o Emirates Stadium.

Créditos da foto de capa: Imago