Pickford - Inglaterra
Futebol Copa do Mundo

Na batalha do Azteca, Pickford provou sua importância para a Inglaterra

Pickford foi um dos grandes nomes da classificação da Inglaterra para as quartas de final da Copa do Mundo. Em uma noite caótica no Estádio Azteca, diante de um México empurrado por sua torcida, o goleiro apareceu em momentos importantes e ajudou a equipe inglesa a vencer por 3 a 2.

O resultado teve peso histórico. Afinal, a Inglaterra não apenas avançou no torneio, mas também acabou com a invencibilidade do México no Azteca em Copas do Mundo. Em um jogo disputado em um ambiente hostil, na altitude e com enorme pressão dos donos da casa, a equipe de Thomas Tuchel precisou sofrer para seguir viva.

Neste cenário, Pickford teve uma atuação que ajuda a explicar a classificação inglesa. O goleiro fez duas grandes defesas em finalizações de Raúl Jiménez ainda no primeiro tempo e seguiu sendo importante quando a Inglaterra precisou aliviar a pressão, principalmente depois de ficar com um jogador a menos na segunda etapa.

Inglaterra sobrevive ao Azteca com Pickford decisivo

A Inglaterra foi muito eficiente na primeira etapa do duelo. Mesmo sem controlar completamente a partida, a equipe conseguiu abrir 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com dois gols de Jude Bellingham, aos 35 e aos 37 minutos. Em poucos minutos, o meia colocou os ingleses em uma posição muito confortável no placar.

No entanto, o jogo estava longe de estar resolvido. O México fez uma grande primeira etapa e mostrou que poderia causar problemas. Neste cenário, aos 41 minutos, Julián Quiñones diminuiu para os donos da casa e colocou fogo no confronto antes mesmo do intervalo.

A sensação era de que o México poderia ter ido para o vestiário com um resultado diferente. A equipe mexicana pressionou, criou dificuldades e usou o peso do Azteca como uma arma importante. Ainda assim, a Inglaterra conseguiu sobreviver ao primeiro tempo em vantagem, muito por causa da eficiência ofensiva e também pela atuação de Pickford quando foi exigido.

Na segunda etapa, o cenário ficou ainda mais complicado para os ingleses. Logo aos oito minutos, Jarell Quansah foi expulso e deixou a Inglaterra com um jogador a menos. Em um jogo que já era duro, a situação parecia abrir caminho para uma pressão ainda maior do México. Só que, cinco minutos depois, a Inglaterra encontrou uma resposta enorme. Harry Kane marcou de pênalti e fez o terceiro gol inglês, recolocando a equipe em uma vantagem importante. Mesmo com a expulsão, o gol deu um respiro para o time de Tuchel.

O problema é que o México não desistiu. Oito minutos depois, Raúl Jiménez também marcou de pênalti e deixou o placar em 3 a 2. A partir daí, o jogo virou um teste de resistência para a Inglaterra. Com um a menos, enfrentando a pressão mexicana e o ambiente pesado do Azteca, os ingleses precisaram segurar o resultado até o fim.

Os números ajudam a mostrar o tamanho da pressão. O México terminou o jogo com 23 finalizações, contra apenas seis da Inglaterra. A equipe mexicana também teve 66% de posse de bola. Ainda assim, as duas seleções terminaram com cinco chutes no gol cada, mostrando que a Inglaterra sofreu muito, mas também conseguiu ser precisa quando teve suas chances.

Pickford quer manter o nível nos grandes momentos

Depois da partida, Pickford falou à BBC e deixou claro que enxerga sua atuação como o padrão que busca manter pela Inglaterra. O goleiro destacou a emoção do jogo, a resiliência do grupo e a capacidade da equipe de competir mesmo quando a partida ficou longe de ser tranquila.

O goleiro inglês afirmou que a noite teve muitos pontos positivos e destacou a personalidade da equipe. Para ele, a Inglaterra mostrou união em um jogo que teve de tudo. O goleiro também citou os gols de Bellingham como momentos especiais, mas fez questão de valorizar a forma como o time resistiu quando o México voltou para a partida.

Além disso, ao falar sobre sua própria atuação, Pickford disse que este é o nível que cobra de si mesmo. O goleiro citou as grandes defesas, as decisões em momentos importantes e também suas saídas pelo alto como partes do padrão que deseja manter. A fala mostra a importância de Pickford dentro do grupo inglês. Aos 32 anos, o goleiro se colocou como um dos jogadores mais experientes do elenco e afirmou que, quando é chamado, precisa arregaçar as mangas. Segundo ele, essa luta, paixão e orgulho pela camisa sempre fizeram parte de sua trajetória.

Essa postura ganha ainda mais peso em jogos como este. A Inglaterra teve momentos de brilho, principalmente com Bellingham e Kane, mas também precisou de muita resistência para não deixar a classificação escapar. Em uma partida na qual o México teve mais volume, mais posse e muito mais finalizações, Pickford foi uma peça fundamental para manter o time vivo.

Agora, a Inglaterra terá pela frente a Noruega nas quartas de final, em um duelo europeu que promete ser muito interessante. A seleção norueguesa chega embalada após eliminar o Brasil por 2 a 1 e aparece como mais um grande desafio no caminho inglês.

Para a Inglaterra seguir sonhando com o título, Pickford pode voltar a ser decisivo. Afinal, em uma Copa do Mundo marcada por jogos de muita pressão, ter um goleiro capaz de aparecer nos grandes momentos pode ser um diferencial enorme.

Créditos da foto de capa: Getty Images Sport.