Inglaterra chega às quartas de final da Copa do Mundo de 2026 diante do maior desafio possível. Depois de eliminar o México nas oitavas, a equipe comandada por Thomas Tuchel terá pela frente uma Noruega embalada por Erling Haaland, artilheiro do torneio com sete gols em cinco partidas. A missão dos ingleses é clara: encontrar uma maneira de diminuir o impacto do atacante e seguir sonhando com o título mundial.
Se parar Haaland já parece uma tarefa complicada para qualquer seleção, a Inglaterra acredita ter um diferencial importante. O zagueiro Ezri Konsa, do Aston Villa, conhece muito bem o camisa 9 do Manchester City por causa dos inúmeros confrontos na Premier League e chega para o duelo carregando um retrospecto bastante positivo contra um dos atacantes mais letais do futebol mundial.
Com uma defesa desfalcada e uma vaga na semifinal em jogo, a esperança inglesa passa justamente pela experiência de Konsa em duelos contra o goleador norueguês.
Inglaterra sabe onde está o principal perigo
Durante a preparação para o confronto, praticamente todas as perguntas feitas aos jogadores ingleses giraram em torno de um único nome: Erling Haaland.
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O atacante da Noruega transformou a Copa do Mundo em seu palco particular. Além de liderar a seleção em uma campanha histórica, ele tem demonstrado um repertório ofensivo impressionante, marcando gols de cabeça, em velocidade, de média distância e aproveitando praticamente qualquer oportunidade criada.
Questionado sobre como a Inglaterra pretende conter o atacante, Morgan Rogers respondeu de forma bem-humorada.
O meio-campista devolveu a pergunta aos jornalistas, questionando se alguém realmente havia conseguido parar Haaland até hoje. Logo depois, reconheceu que a missão será extremamente difícil, mas garantiu que a seleção inglesa fará de tudo para impedir que o camisa 9 decida mais uma partida.
A resposta resume exatamente o sentimento do elenco inglês. Não existe uma fórmula mágica para neutralizar Haaland, mas há confiança de que o trabalho coletivo possa reduzir os espaços do atacante durante os 90 minutos.
Ezri Konsa é o principal trunfo da defesa inglesa
Entre todos os defensores convocados por Thomas Tuchel, Ezri Konsa aparece como quem reúne os melhores argumentos para enfrentar Haaland.
O motivo está nos confrontos recentes pela Premier League.
Defendendo o Aston Villa, Konsa enfrentou o atacante do Manchester City cinco vezes e conseguiu um feito raro: sofreu apenas um gol em aproximadamente 406 minutos de confronto direto.
O dado impressiona ainda mais quando se observa a regularidade do atacante norueguês diante da maioria dos adversários. Enquanto diversos zagueiros acumulam dificuldades para conter Haaland, Konsa conseguiu limitar bastante a participação do centroavante.
O último gol marcado por Haaland contra o defensor aconteceu ainda em 2022, quando Steven Gerrard era o treinador do Aston Villa.
Desde então, o inglês saiu vencedor em todos os encontros contra o camisa 9.
Os números aumentam a confiança da Inglaterra
O retrospecto positivo de Konsa também refletiu diretamente nos resultados do Aston Villa.
Nas últimas três partidas em que o zagueiro enfrentou Haaland, o clube venceu todas.
Em duas delas, inclusive, a equipe saiu de campo sem sofrer gols, mostrando que o sistema defensivo conseguiu controlar um dos ataques mais perigosos da Inglaterra.
É claro que o mérito não pertence apenas ao defensor. Neutralizar um jogador como Haaland exige organização coletiva, marcação por zona, cobertura constante e muita concentração durante toda a partida.
Mesmo assim, o histórico oferece um motivo importante para a seleção inglesa acreditar que pode repetir a estratégia em um palco ainda maior.
Afinal, poucos atletas chegam às quartas de final podendo afirmar que conhecem tão bem os movimentos do atacante norueguês.
Desfalque aumenta responsabilidade sobre Konsa
Se por um lado a Inglaterra ganha confiança com o retrospecto de Ezri Konsa, por outro chega ao confronto com um problema importante.
Jarell Quansah está suspenso após ter sido expulso no duelo contra o México pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
A ausência reduz as opções de Thomas Tuchel para montar a defesa justamente diante do adversário mais perigoso do torneio até aqui.
Com isso, Konsa assume ainda mais protagonismo.
Além da responsabilidade de liderar o setor defensivo, o zagueiro precisará utilizar toda a experiência acumulada na Premier League para tentar impedir que Haaland encontre espaços próximos da área inglesa.
Inglaterra precisará de mais do que um duelo individual
Embora o retrospecto favoreça Konsa, a Inglaterra sabe que a classificação não dependerá apenas do confronto entre os dois jogadores.
Haaland é um atacante que costuma participar pouco da construção das jogadas, mas precisa de apenas um lance para decidir partidas.
Sua movimentação constante exige atenção durante todo o jogo, especialmente nas bolas cruzadas e nos contra-ataques, situações em que costuma ser praticamente imparável.
Por isso, o plano inglês passa por reduzir os espaços desde o meio-campo, impedir que Martin Ødegaard organize as ações ofensivas e dificultar que a bola chegue limpa ao centroavante.
Caso consiga interromper essa conexão, a Inglaterra aumenta significativamente suas chances de controlar o ritmo da partida.
Duelo pode definir o futuro inglês no Mundial
A campanha da Inglaterra na Copa do Mundo chega ao momento mais decisivo.
Depois de superar fases complicadas e confirmar o favoritismo nas oitavas, a seleção agora mede forças com a principal surpresa do torneio.
A Noruega nunca havia alcançado as quartas de final de um Mundial e vive um momento histórico impulsionado pelos gols de Haaland.
Do lado inglês, existe a consciência de que qualquer distração pode custar caro.
Mesmo assim, o retrospecto de Ezri Konsa oferece uma dose extra de confiança para uma equipe que busca voltar às semifinais da Copa do Mundo.
Se o defensor conseguir repetir o desempenho apresentado nos confrontos da Premier League, a Inglaterra poderá neutralizar a principal arma ofensiva dos noruegueses e dar um passo importante rumo ao sonho do título.
No fim das contas, a história deste confronto pode passar justamente pelo duelo mais aguardado da partida. De um lado, Haaland, que parece impossível de ser parado. Do outro, uma Inglaterra que acredita ter encontrado no velho conhecido Ezri Konsa a melhor resposta para tentar escrever mais um capítulo de sua caminhada rumo à taça.
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