Bia Haddad ainda é a número 1 do Brasil e deve se manter dessa forma por mais algum tempo. No entanto, a paulistana vem caindo cada vez mais e não consegue retornar ao seu nível de tênis do passado. O que também não precisaria, caso não queira e decida que o melhor para a sua vida é parar de jogar hoje.
Nos últimos anos, Bia alçou o tênis de simples feminino a lugares não alcançados na era moderna. Chegando a uma semifinal de Grand Slam e conquistando títulos no circuito principal da WTA, também esteve no top 10. Entre homens e mulheres, é a melhor marca desde Guga e só fica atrás do ex-atleta e de outra lenda brasileira, Maria Esther Bueno.

Sem Bia Haddad no top 100
Mas a queda de Bia Haddad deixa um espaço no tênis feminino nacional. Sem estar no top 100, não há nenhuma outra para ocupar esse lugar. Ao menos de uma forma imediata. A tenista mais próxima além de Bia, que está na 149ª posição nesta semana, é Laura Pigossi. No passado, a atleta já entrou no top 100, só que nunca se firmou.
Hoje, é a 249ª do ranking da WTA e não tem tido sequências boas o suficiente para voltar. No top 5 nacional, a distância ainda vai aumentando de forma considerável. Gabriela Cé (329ª), Carolina Alves (345ª) e Luiza Fullana (457ª) estão todas distantes. Todas passam por um cenário semelhante, sem conseguir dar um salto na lista mundial.
Outro fator é a idade das tenistas. Com exceção de Fullana, todas estão com 30 ou mais. É claro, não é algo que impediria um sucesso repentino, mas diminui as chances de que isso aconteça. Por isso, há uma grande expectativa para o futuro do tênis brasileiro. Especialmente nas que ainda estão no juvenil.

Esperança é no futuro
O Brasil vem com uma excelente safra de tenistas juvenis. Naná Silva e Victoria Barros são as mais conhecidas, e também as que parecem estar mais prontas para a transição para o profissional. Ambas estão com 16 anos e há uma expectativa de que, a partir de 2027, comecem a focar mais em torneios adultos.
No momento, as duas já estão no ranking da WTA, com Naná sendo a 666ª e Victoria a 993ª. São as mais jovens brasileiras na lista e animam exatamente por conta da precocidade que tiveram no tênis. Recentemente, foram vice nas duplas de Wimbledon, conquistando um resultado importante para o tênis nacional.
Mas também não são as únicas. Carolina Bohrer Martins, por exemplo, não teve o mesmo sucesso no juvenil, mas vem fazendo sua transição para o profissional. Com 18 anos, está na 806ª posição do ranking e também é uma tenista que pode crescer bastante no circuito. Há outras atletas acima dos 20 anos que ainda podem subir mais.
Em ordem de idade:
- Thaisa Grana Pedretti – 27 anos;
- Julia Konishi Camargo Silva – 26 anos;
- Luiza Fullana – 25 anos;
- Marjorie Souza – 23 anos;
- Ana Candiotto – 22 anos.
É preciso pontuar: a idade é um fator importante, mas não decisivo. A esperança está no futuro, com a perspectiva de que Silva e Barros podem crescer aquilo que é esperado delas. No entanto, também é possível que qualquer uma da lista acima tenha resultados surpreendentes em um torneio e salte no ranking.
Uma semana pode mudar tudo no tênis, como já aconteceu diversas vezes. O exemplo mais recente disso é Maja Chwalinska, que surpreendeu o mundo ao chegar à final de Wimbledon.
Foto: Marleen Fouchier/BSR Agency/Getty Images