O planejamento e contratação de reforços para a defesa virou prioridade durante a pré-temporada do Milan em Milanello. Gerry Cardinale, proprietário do clube, esteve reunido com o novo técnico, Rúben Amorim, para avaliar as primeiras semanas de trabalho e alinhar as diretrizes do mercado de transferências. Ficou evidente nas reuniões que a reestruturação da linha defensiva é a prioridade absoluta do treinador português. Com a saída iminente de Tomori, que foi oficialmente descartado dos planos de Amorim para o novo ciclo, a diretoria rossonera entende que precisa entregar ao comandante um elenco equilibrado e capaz de sustentar o modelo tático exigido desde os primeiros compromissos oficiais da temporada.
Esta reformulação na defesa ocorre logo após o clube investir no setor ofensivo, com a contratação do centroavante Gonçalo Ramos. As prioridades do Milan para esta janela deixa claro que o clube não busca soluções de baixo custo, mas sim nomes consolidados que elevem imediatamente o patamar competitivo do time. Após anunciar a chegada do zagueiro espanhol Mario Gila para preencher a vaga aberta no setor, Amorim reafirmou a necessidade de um segundo reforço defensivo de elite para a posição. A ideia do treinador é construir uma defesa sólida, tecnicamente diferenciada e perfeitamente adaptada à sua linha de passe desde a fase de construção.
Gonçalo Inácio é a prioridade do Milan
O grande favorito de Rúben Amorim para assumir o comando da defesa do Milan é o português Gonçalo Inácio, atualmente no Sporting. O zagueiro de 24 anos é visto como o perfil perfeito para o sistema do treinador, combinando excelente capacidade de leitura tática, bom tempo de reação e uma qualidade de passe apurada para iniciar o jogo a partir do campo defensivo. No entanto, tirar o zagueiro do clube português exige um investimento estimado em pelo menos 35 milhões de euros (cerca de R$ 203 milhões). O Sporting não demonstra flexibilidade para facilitar a negociação, o que obriga o Milan a realizar um grande esforço financeiro para viabilizar o acordo sem comprometer o orçamento.
Para que um investimento deste porte por Gonçalo Inácio se concretize, o clube precisará vender jogadores para gerar receitas ao caixa do clube. Por este motivo, a venda de Rafael Leão seria importante para o futuro imediato do Milan. O atacante português surge como candidato a protagonizar uma grande venda nesta janela de transferências, atraindo o interesse de gigantes europeus. A eventual saída de Rafael Leão, apesar de não estar vivendo uma grande fase, representaria uma perda técnica para o ataque rossonero, mas traria alívio financeiro para ir atrás dos jogadores desejados por Rúben Amorim na consolidação da defesa e na manutenção do equilíbrio financeiro do clube.
As alternativas dentro do Campeonato Italiano
Ciente das dificuldades para tirar Gonçalo Inácio de Portugal, a diretoria do Milan mantém um mapeamento ativo de alternativas que já atuam na Serie A italiana. Um dos nomes discutidos em reuniões é o do zagueiro Tiago Gabriel, que vem se destacando com a camisa do Lecce. Avaliado em cerca de 25 milhões de euros (cerca de R$ 145 milhões), o defensor atrai também o interesse do Napoli, o que pode gerar um leilão entre os clubes italianos. Tiago Gabriel agrada o Milan pela margem de evolução e por estar adaptado ao futebol italiano.
Paralelamente, o departamento de futebol do Milan recebeu a indicação do colombiano Jhon Lucumí, zagueiro do Bologna que possui contrato ativo para esta janela e pode ser liberado por uma quantia entre 26 e 27 milhões de euros. Lucumí é visto como uma alternativa pronta, caracterizada pela força física e solidez nos duelos individuais. Correndo por fora na lista de opções analisadas pela comissão técnica, aparecem os nomes de Thomas Kristensen e Oumar Solet, ambos da Udinese. Embora estas últimas opções sejam consideradas mais distantes no momento, elas permanecem no radar da diretoria caso as negociações principais não ocorram na janela.
A exigência tátíca de Rúben Amorim
A busca de Rúben Amorim por dois novos zagueiros demonstra a complexidade do modelo tático que o treinador pretende implementar em San Siro. A saída de Tomori sinaliza que o técnico não busca apenas defensores físicos, mas atletas que compreendam os conceito de posicionamento, cobertura de espaços e transição rápida exigidas por seu modelo de jogo. Apesar da chegada de Mario Gila, a montagem da defesa só vai estar completa com a definição do segundo zagueiro. Seja através do investimento em Gonçalo Inácio ou da escolha por um dos alvos mapeados no campeonato italiano, a diretoria sabe que não existe margem para erro.
A presença constante de Gerry Cardinale nas decisões do mercado reforça que o Milan está disposto a apoiar as ideias de Rúben Amorim para recolocar a equipe no topo das competições nacionais e europeias. O sucesso da temporada vai depender diretamente da velocidade com que esses reforços forem integrados ao elenco durante a pré-temporada.
Créditos da foto de capa: Imago/Gribaudi/ImagePhoto



