W75 de Vacaria
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Com três brasileiras nas quartas, W75 de Vacaria mostra a importância de torneios no Brasil

O W75 de Vacaria iniciou a disputa com 12 brasileiras na chave principal. Apesar de apenas três terem chegado às quartas de final, são oportunidades para as tenistas nacionais. Não só para as atletas que já estão consolidadas, mas também é um fator que ajuda na transição para o profissional das juvenis.

Das três brasileiras nas quartas, duas estão nesse processo: Naná Silva e Pietra Rivoli. Promessas para o tênis brasileiro, as tenistas terão conquistaram pontos importantes com a atual campanha. No live ranking, Naná entrou no top 600 pela primeira vez, enquanto Pietra furou o top 1000.

Já Laura Pigossi está no top 300, tentando aproveitar a oportunidade para voltar a subir no ranking. Além do simples, ainda há os excelentes resultados nas duplas, com cinco brasileiras nas semifinais. Dessa forma, já está confirmado que um dupla 100% do Brasil estará na final.

Pigossi é uma das brasileiras nas quartas do W75 de Vacaria. Foto: Felipe Vargas/Vacaria Open

W75 de Vacaria é uma grande oportunidade

Esse não é o único torneio profissional no Brasil pelas próximas semanas. A CBT, ainda no primeiro semestre, prometeu que haveria 18 competições internacionais em solo nacional para a modalidade. Até novembro, haverá mais oportunidades para as brasileiras conquistarem pontos importantes para a sua carreira.

E os resultados desta semana mostram bem por que esse tipo de decisão é tão importante. Jogando no Brasil, Pietra Rivoli fez a sua melhor campanha em um torneio profissional, sendo derrotada apenas nas quartas, nesta sexta-feira (24). A tenista tem apenas 18 anos e está em fase de transição, saindo do juvenil. Nesta quinta-feira (23), venceu uma das favoritas na competição, Victoria Bosio.

A argentina é a 335ª do ranking da WTA e essa também foi a maior vitória da carreira de Rivoli. É com esse resultado que a jovem tenista está pulando quase 400 posições no ranking, entrando no top 1000 pela primeira vez. Já Naná Silva, mais conhecida pelo público geral, passou por duas brasileiras: Marjorie Souza e Carol Alves.

O salto está sendo de 70 posições, por enquanto, colocando a jovem paulista dentro do top 600. Ainda com 16 anos, tem a chance de, no Brasil, conquistar bons resultados, sem precisar sair do país e gastar mais dinheiro para isso. Além disso, em seu caso, isso torna a preparação ainda maior para o futuro, já pensando em um foco maior no profissional a partir de 2027.

Pietra Rivoli brilha, consegue maior vitória da carreira em Vacaria e tem  salto no ranking
Rivoli disputou as quartas do W75 de Vacaria e fez sua melhor campanha profissional. Foto: Felipe Vargas/Vacaria Open

Torneios no Brasil ajudam as brasileiras

Parece algo meio óbvio, mas também é preciso reforçar para que isso não seja esquecido e afete no futuro. Seja para as tenistas mais novas ou para as já estabelecidas, torneios no Brasil apenas beneficiam as brasileiras. Aquelas que estão no juvenil não precisam sair do país para jogar em competições profissionais.

Esse é um fator que também fortalece o desenvolvimento das mais novas, permitindo o crescimento das atletas. O que, como consequência, ajuda no futuro do tênis brasileiro. Ou seja, é uma situação que é um ciclo contínuo, mas o maior beneficiado é o esporte nacional feminino.

O W75 de Vacaria mostrou isso, com a grande quantidade de brasileiras nas quadras. E não é positivo apenas para as que estão nas quartas de final, dando uma chance maior para tenistas que ainda não tiveram muitas oportunidades, não importando o motivo. Só que também é um investimento que precisa ser contínuo.

Não havia, no começo do ano, qualquer torneio previsto para acontecer no Brasil, o que gerou diversas críticas e forçou a CBT a agir. Com os bons resultados conquistados até aqui, é importante que mantenha essa atitude para as próximas temporadas.

Foto: Felipe Vargas/Vacaria Open