Futebol Brasileirão

Corinthians e Athletico empatam em jogo de pouca inspiração na Neo Química Arena

Corinthians e Athletico Paranaense fizeram um jogo de poucas oportunidades e empataram sem gols na Neo Química Arena, pela rodada 21 do Brasileirão. Em uma partida marcada por baixo nível técnico, muitas interrupções e escassa criatividade ofensiva, as melhores chances surgiram apenas em momentos isolados. O Corinthians cresceu na etapa final com a entrada de Yuri Alberto, mas o atacante deixou o gramado lesionado pouco depois. Do outro lado, o Athletico esteve perto da vitória ao acertar o travessão em uma cobrança de escanteio.

O jogo

O início da partida foi equilibrado, mas com pouca intensidade ofensiva. O Athletico conseguiu trocar passes com qualidade na saída de bola e teve mais tranquilidade para construir desde o campo defensivo, embora encontrasse dificuldades para acelerar as jogadas no último terço. O Corinthians, por sua vez, enfrentou problemas para conectar o meio-campo ao ataque e praticamente não conseguiu acionar seus homens de frente.

A primeira oportunidade clara surgiu apenas aos 24 minutos. Allan recebeu pela esquerda e levantou na área para Matheuzinho, que apareceu infiltrando pelo segundo poste e cabeceou firme. Santos reagiu rapidamente e fez boa defesa. No rebote, Lingard tentou aproveitar a sobra, mas a defesa rubro-negra conseguiu bloquear a finalização e afastar o perigo.

Depois do lance, o jogo voltou a cair de produção. As duas equipes cometeram muitos erros de passe, tiveram dificuldades para acelerar a circulação da bola e pouco ameaçaram os goleiros. O Athletico controlava melhor a primeira fase da construção, mas não encontrava espaços entre as linhas do Corinthians. Já o time paulista mantinha maior posse em alguns momentos, porém sem criatividade para romper a organização defensiva adversária.

Ainda antes do intervalo, o Athletico perdeu Zakaria Labyad, que sofreu uma lesão muscular após uma mudança de direção e precisou ser substituído.

Na volta para o segundo tempo, Fernando Diniz promoveu as entradas de Kaio César e Yuri Alberto, alterações que mudaram o comportamento ofensivo do Corinthians. Com maior mobilidade e presença na área, o centroavante passou a incomodar a defesa visitante.

Aos 65 minutos, Yuri Alberto recebeu na intermediária, limpou a marcação e finalizou colocado de fora da área. Santos se esticou e fez mais uma boa defesa. Dois minutos depois, o atacante voltou a aparecer em boa oportunidade. Allan lançou nas costas da defesa, Yuri dominou dentro da área, mas não conseguiu finalizar com precisão. Mesmo caído, Santos conseguiu se recuperar rapidamente para desviar a bola e evitar o gol corintiano.

Quando o Corinthians vivia seu melhor momento na partida, o Athletico respondeu na bola parada. Aos 73 minutos, Gilberto desviou cobrança de escanteio na primeira trave e Viveros apareceu livre na pequena área para completar. A finalização acertou o travessão e quase colocou os visitantes em vantagem.

Pouco depois do susto, o Corinthians sofreu mais um problema. Yuri Alberto sentiu dores na coxa, pediu substituição e deixou o campo, reduzindo novamente o poder ofensivo da equipe.

Sem seu principal jogador em campo, o time paulista perdeu intensidade nos minutos finais. A partida ficou ainda mais truncada, com muitas faltas, reclamações e paralisações, enquanto as equipes encontravam dificuldades para construir jogadas ofensivas.

Sem novas chances claras até o apito final, Corinthians e Athletico confirmaram o empate por 0 a 0 em um confronto de poucas emoções, resultado que refletiu com fidelidade o desempenho apresentado pelas duas equipes ao longo dos 90 minutos.

Corinthians e Athletico não conseguem apresentar bom futebol que é a marca de ambos depois da Copa

O empate foi consequência direta da baixa produção ofensiva das duas equipes. Corinthians e Athletico apresentaram dificuldades para transformar posse de bola em oportunidades claras e fizeram um jogo marcado por muitos erros técnicos, pouca criatividade e poucas finalizações perigosas.

O Athletico teve maior organização durante a saída de bola e conseguiu superar a primeira linha de pressão corintiana com relativa facilidade. No entanto, a equipe encontrou enormes dificuldades para acelerar as jogadas próximas da área adversária. Faltaram movimentações entre linhas e aproximação dos jogadores de ataque, o que tornou a circulação da bola previsível e facilitou o trabalho defensivo do Corinthians.

O time paulista, por sua vez, mostrou novamente dificuldades na construção ofensiva. Sem uma referência capaz de prender os zagueiros durante o primeiro tempo, o Corinthians pouco conseguiu produzir pelos corredores centrais e viveu de cruzamentos e jogadas isoladas.

A entrada de Yuri Alberto mudou esse cenário. O atacante ofereceu profundidade, atacou os espaços nas costas da defesa e passou a gerar preocupação constante para o sistema defensivo adversário. Em poucos minutos, criou duas das melhores oportunidades da partida e obrigou Santos a realizar intervenções importantes.

A lesão do camisa 9, porém, interrompeu justamente o melhor momento do Corinthians. Sem sua principal referência ofensiva, a equipe voltou a perder presença na área e viu o jogo retornar ao ritmo lento observado durante quase toda a partida.

Do lado do Athletico, a principal arma ofensiva voltou a ser a bola parada. A equipe criou sua melhor oportunidade justamente em uma cobrança de escanteio, quando Viveros acertou o travessão após desvio de Gilberto. Fora esse lance, o Furacão produziu pouco diante de uma defesa corintiana que conseguiu controlar bem os espaços próximos da área.

Individualmente, Santos foi o principal destaque da partida. O goleiro do Athletico respondeu com segurança nas principais finalizações do Corinthians, especialmente nas duas oportunidades criadas por Yuri Alberto, e garantiu o empate para os visitantes. Pelo lado corintiano, Matheuzinho participou bem ofensivamente durante a primeira etapa, enquanto Yuri Alberto mostrou, mesmo em pouco tempo em campo, a importância que tem para o funcionamento do ataque.

No aspecto coletivo, o confronto deixou claro que ambas as equipes encontraram dificuldades para criar soluções ofensivas diante de sistemas defensivos bem organizados. O Corinthians melhorou com as alterações promovidas por Fernando Diniz, mas perdeu força após a saída de Yuri Alberto. O Athletico controlou melhor alguns momentos da partida, mas não conseguiu transformar essa superioridade em oportunidades consistentes.

O resultado acabou refletindo o equilíbrio e, principalmente, a falta de inspiração apresentada pelos dois lados. Foi um jogo de pouca fluidez, poucas chances e muitos erros, no qual o placar sem gols retratou fielmente o que aconteceu dentro de campo.

(Foto: Marcos Ribolli)