A Juventus vive uma pressa para fechar seu elenco ainda neste mercado de transferências. Faltando pouco mais de três semanas para o encerramento da janela europeia, o clube chega a este ponto do mercado com um elenco cheio, mas ainda distante do ideal em termos de qualidade em algumas posições específicas. O time comandado por Luciano Spalletti já promoveu movimentações importantes neste verão europeu, tanto na chegada quanto na saída de atletas, mas segue em busca de reforços pontuais que possam elevar o nível competitivo da equipe na temporada.
Até agora, os bianconeri acertaram as contratações de Ekhator, junto ao Genoa, Celik, ex-Roma, Alajbegovic, que veio do Bayer Leverkusen, e o retorno de Kolo Muani, emprestado pelo Paris Saint-Germain. Do outro lado, o clube viu saírem como jogadores sem contrato nomes como Vlahovic, Filip Kostic e João Mário, além de negociar as saídas de Openda para o Lyon, Rouhi para a Carrarese, Pedro Felipe para o Racing Santander e Adzic para o Sassuolo. Com esse cenário de negociações, vale entender onde a Juventus ainda precisa investir para fechar a janela de maneira positiva.
O gol ainda é uma dor de cabeça para a Juventus
A Juventus segue com três goleiros no elenco, Di Gregorio, Perin e Pinsoglio, mas a situação está longe de resolvida. Perin e Pinsoglio têm contrato apenas até o meio do ano que vem, enquanto Di Gregorio, titular com vínculo até 2029, não parece mais ser prioridade nem para Spalletti nem para a diretoria, principalmente depois de um episódio envolvendo seu empresário que ganhou repercussão negativa em julho, após fazer críticas para os dirigentes do clube. Até o momento, o clube não conseguiu vender o goleiro e nem contratar um substituto à altura.
Nomes como Alisson e Dibu Martínez foram sondados e descartados ao longo do mercado, assim como a alternativa Vicario, do Tottenham, que segue na mira mas sem tanto entusiasmo da diretoria. A aposta do momento é Zion Suzuki, goleiro japonês do Parma, porém, encara a disputa do goleiro junto ao Paris Saint-Germain. A negociação com Suzuki está estimada em torno de 30 a 40 milhões de euros (entre R$ 177 e 236 milhões).
Defesa cheia numericamente, mas com dúvidas de perfil
Na zaga, a situação também está resolvida numericamente, com dois jogadores para cada posição da linha de quatro, Kalulu e Celik pela direita, Bremer e Gatti no centro, Kelly e Rugani como opções de banco, e Cambiaso e Juan Cabal pela esquerda. O problema, mais uma vez, está ligado ao encaixe tático desejado por Spalletti, que prefere uma saída de bola mais elaborada e uma linha defensiva alta, características em que Gatti tem mais dificuldade, apesar de ser um zagueiro sólido em bloco baixo e na marcação individual.
É nesse contexto que o nome de Jhon Lucumí, do Bologna, voltou a ganhar força internamente. O colombiano costuma jogar bem mais avançado do que Gatti e tem mais facilidade na construção de jogadas partindo de trás, características que se encaixariam melhor no estilo de jogo pretendido pelo técnico italiano. A negociação, no entanto, ainda esbarra na negociação entre Juventus e Bologna sobre o valor do jogador.
Meio-campo cheio e ataque ainda sem um atacante de referência
No meio-campo, a Juventus tem um problema quase inverso, o de excesso de opções. Considerando o esquema preferido de Spalletti, com dois volantes fixos, o clube conta atualmente com sete jogadores para a posição: Locatelli, McKennie, Khéphren Thuram, Koopmeiners, Miretti, Douglas Luiz e Arthur. Os três primeiros dificilmente sairão, enquanto Koopmeiners e Miretti aparecem como nomes abertos a propostas. Já os dois brasileiros seguem como incógnita, cotados para deixar o clube, mas sem descartar totalmente a permanência de um deles, já que a diretoria ainda avalia a contratação de um meio-campista, com o nome de Franck Kessié sendo monitorado nas últimas semanas.
No ataque, o cenário se repete em termos de quantidade, com 10 jogadores disponíveis para as posições ofensivas do esquema titular, sendo eles: Alajbegovic, Kolo Muani, Ekhator, Nico Gonzalez, Boga, Francisco Conceição, Jonathan David, Milik, Yildiz e Zhegrova. Apesar de possuir todos esses atacantes, a Juventus ainda não resolveu o principal problema da temporada, que é a ausência de um camisa 9 de referência depois da saída de Vlahovic, que segue sem clube e negocia contrato com o Besiktas, da Turquia, além de manter o Atlético de Madrid como opção mais distante no radar. Nomes como Nico González, Milik e Zhegrova seguem no mercado, à venda pela diretoria, enquanto Jonathan David não é visto neste momento como um jogador negociável. Kolo Muani, por sua vez, apesar de ser um bom atacante, é um jogador de bastante mobilidade, e não de um centroavante fixo de área. Internamente, o argentino Mateo Pellegrino, do Parma, chegou a ser avaliado como um perfil tecnicamente mais próximo do que a Juventus busca para substituir de forma definitiva a referência ofensiva deixada pelo sérvio.
Créditos da foto de capa: Imago



