A primeira rodada do SP Open encerrou nesta quarta-feira (17), após atrasos causados pela chuva. No maior torneio da WTA no Brasil, só uma brasileira estreou com vitória no simples, Naná Silva, de apenas 16 anos. Não é exatamente uma novidade já que, nos últimos anos, Bia Haddad tem sido a única entre as melhores do mundo.
Entretanto, os resultados deixam bem claro que o tênis feminino brasileiro passa por um momento ruim. A esperança está toda nas promessas, que ainda estão longe de estar no auge, e os grandes resultados não irão chegar agora. E, mesmo assim, é uma adolescente que chega mais longe entre as brasileiras.

Tênis feminino brasileiro caiu
Sem a presença de Bia Haddad, que só deve voltar em 2027, apenas Laura Pigossi entrou direto na chave principal. Somente esse fato já mostra que não há brasileiras entre as 100 melhores do mundo. Até mesmo Pigossi não está no top 100 e a ausência de tenistas com ranking melhor limita a quantidade de brasileiras na competição.
Isso porque há um limite de convites que podem ser distribuídos, seja para o quali ou para a chave principal. No quali, duas foram convidadas: Luiza Fullana e Ana Candiotto. Ambas foram derrotadas por 2 a 0 logo na estreia e não tiveram qualquer chance contra suas adversárias, ficando de fora da chave principal.
Já para entrar direto, foram dados quatro wild cards: Naná Silva, Victoria Barros, Gabriela Cé e Carolina Alves. Ou seja, duas adolescentes e duas tenistas mais experientes no circuito. Mas só Naná avançou para a próxima fase, conquistando uma grande vitória sobre um ex-top 100, enquanto todas as outras já estão eliminadas.
É preciso pontuar: em todos os confrontos, as brasileiras não eram favoritas e, com exceção de Naná, todas enfrentaram alguém de ranking melhor. Já não havia uma grande expectativa de vitória, mas isso também evidencia que o nível do tênis feminino brasileiro está baixo. As derrotas são uma consequência, mas é o conjunto que aponta que o momento não é bom. Todas as esperanças estão no futuro.

SP Open e o futuro do tênis brasileiro
Desde o ano passado, SP Open tem sido importante para trazer as promessas e jovens tenistas para um torneio grande da WTA. Em 2025, Naná Silva havia conquistado sua primeira vitória em uma competição do circuito principal. Nesta temporada, defendeu os pontos e voltou às oitavas de final.
Victoria Barros não teve o mesmo sucesso, com derrotas nos dois anos. Entretanto, é preciso pontuar que vencer não era obrigação de nenhuma das duas. Ambas estão ali para pegar experiência, mesmo se fossem derrotadas por duplo 6/0. A presença das duas adolescentes é sobre aprendizado e já ter que lidar com as dificuldades de um jogo profissional.
Ler o que acontece e fazer as adaptações necessárias, ao mesmo tempo que são capazes de preservar seu estilo de jogo. Nem Naná nem Victoria precisariam ganhar um set ou um game. Suas obrigações neste momento são só aprender, mesmo que isso signifique mais derrotas para o Brasil em um torneio dentro de casa.
Mas isso é porque ambas ainda são jovens e o foco real é no futuro das tenistas. Barros, por exemplo, já encerrou sua carreira no juvenil e, a partir de agora, vai focar na evolução apenas no profissional. No SP Open, não veio a vitória, mas é uma tenista que pode voltar nos próximos anos e trazer mais alegria para a torcida.
Foto: SP Open/Fotojump


