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Futebol Serie A

Roma de Gasperini volta a sonhar com o Scudetto

A Roma de Gian Piero Gasperini voltou a sonhar com o Scudetto depois de um início de temporada que recolocou o clube entre os protagonistas da Serie A. Ainda é cedo para falar em uma disputa pelo título consolidada, mas os números das primeiras rodadas ajudam a explicar por que a equipe passou a ser observada de maneira diferente. Após quatro partidas, os Giallorossi somam quatro vitórias, têm 12 pontos e sofreram apenas um gol, dividindo a liderança com a Internazionale. O próximo compromisso, justamente contra a atual campeã em confronto direto pelo primeiro lugar, no Estádio Olímpico, aparece como um primeiro grande teste para medir a dimensão desse começo.

A transformação, porém, não surgiu de maneira repentina. Gasperini assumiu a Roma em 2025 depois de uma temporada marcada por instabilidade no comando técnico e encontrou uma equipe que precisava recuperar identidade. O treinador conseguiu levar o time ao terceiro lugar na campanha passada, garantindo o retorno à UEFA Champions League, e terminou a Serie A com uma sequência de cinco vitórias. Agora, a evolução parece ter continuidade: os Giallorossi venceram seus últimos nove jogos de campeonato, considerando o fim da temporada anterior e o início da atual.

O principal ponto de mudança está no estilo. A Roma passou a atuar de maneira mais direta, acelerando as jogadas sem abandonar o controle territorial. Na temporada passada, a equipe liderou a Serie A em sequências de pressão no campo adversário, com 476 ações desse tipo. Neste início de 2026/27, os Giallorossi aparecem entre as equipes que mais recuperam a bola em zonas avançadas e lideram o campeonato em recuperações de posse, com 218 até a quarta rodada. Ao mesmo tempo, mantêm média de 59,8% de posse, terceira maior da competição, mostrando que a proposta de Gasperini combina domínio com agressividade.

Essa característica ajuda a entender por que a Roma consegue transformar controle em perigo. O time lidera a Serie A em ataques diretos e também apresenta a maior média de progressão por sequência, enquanto os adversários encontram dificuldades para sair jogando. A equipe sofreu somente um gol nas quatro primeiras partidas e permitiu 30 finalizações, segunda menor marca do campeonato. A chegada de Leonardo Balerdi por empréstimo também acrescentou força à defesa, com o argentino já mostrando capacidade nos duelos aéreos, nos desarmes e na recuperação de jogadas.

Na frente, Donyell Malen tornou-se uma das principais armas do projeto. Depois de marcar 14 gols em 18 partidas pela Roma na segunda metade da temporada passada, o atacante teve sua contratação em definitivo confirmada e manteve o rendimento. Desde sua estreia pela equipe na Serie A, em janeiro, são 20 gols em 22 jogos no campeonato, número que o coloca em uma sequência extraordinária de produção ofensiva. A mudança para uma função mais central também parece ter sido determinante para explorar melhor sua capacidade de finalização.

Ao lado dele, Paulo Dybala recuperou protagonismo na Roma. O camisa 21 já soma quatro assistências na atual Serie A e participa diretamente da construção das jogadas que encontram Malen em condições de finalizar. O entrosamento entre os dois foi destacado pelo próprio Gasperini após a vitória sobre o Torino. Para o treinador, são jogadores de características diferentes, mas capazes de se complementar dentro do sistema. A combinação entre a criatividade do argentino e a velocidade do holandês amplia as alternativas ofensivas da equipe e pode ganhar ainda mais importância.

A combinação entre pressão, posse, velocidade e eficiência ofensiva faz a Roma olhar para cima depois de 26 anos sem conquistar o Scudetto. O último título italiano aconteceu na temporada 2000/01, com Fabio Capello no comando dos Giallorossi, Francesco Totti, Gabriel Batistuta, Cafu e companhia. Gasperini, entretanto, evita transformar o bom começo em promessa. Em entrevista recente, o treinador afirmou que prefere falar sobre a possibilidade de título somente depois de 20 partidas. Até lá, a equipe deve manter o foco no desempenho e na evolução ao longo da temporada.

O confronto com a Internazionale, portanto, ganha significado especial. As duas equipes chegam com 100% de aproveitamento, e uma vitória da Roma representaria não apenas a manutenção da liderança, mas também uma demonstração de força diante da atual campeã. O próprio Gasperini tratou o adversário de Milão como referência do futebol italiano e encarou o duelo como uma oportunidade para testar a evolução de sua equipe. Além disso, o encontro permitirá avaliar como os Giallorossi reagem diante de um adversário capaz de impor intensidade, pressão e qualidade técnica.

Ainda não há como transformar quatro rodadas nesta atual edição da Serie A em uma certeza sobre o futuro. Mas a Roma já apresenta sinais concretos de evolução em relação ao passado recente: uma identidade mais definida, pressão coordenada, defesa eficiente, Dybala criativo e Malen decisivo. O Scudetto continua sendo uma possibilidade distante em uma temporada de 38 rodadas, mas, pela primeira vez em muito tempo, o sonho dos torcedores romanistas encontra sustentação em números e em uma equipe que parece saber exatamente como quer jogar.

Foto: Getty Images

Como a Roma se fortaleceu e se tornou um dos times imbatíveis nesta edição da Serie A

Após anos de ostracismo, a Roma voltou a buscar protagonismo no futebol italiano e encontrou em Gian Piero Gasperini a estrutura necessária para transformar um bom momento em uma ambição maior. Depois de quatro vitórias nas quatro primeiras rodadas da Serie A 2026/27, com apenas um gol sofrido, os Giallorossi chegam ao confronto direto com a Internazionale, neste sábado (19), como uma das equipes que ainda sustentam 100% de aproveitamento. O duelo no Estádio Olímpico representa justamente a oportunidade de medir o quanto a equipe evoluiu e se pode desafiar a hegemonia recente da atual campeã.

A mudança passa principalmente pela identidade construída por Gasperini. Depois de uma temporada anterior marcada por oscilações, o treinador consolidou seu sistema 3-4-2-1 e tornou a Roma mais agressiva, vertical e intensa. A equipe utiliza bastante os corredores, aproxima laterais, zagueiros e meias e acelera a circulação quando encontra espaço entre as linhas. Sem a bola, mantém a defesa adiantada e aposta na marcação individual e na pressão alta para recuperar rapidamente a posse.

O crescimento também está diretamente ligado ao impacto de Donyell Malen. O atacante chegou inicialmente por empréstimo e rapidamente se transformou em uma referência ofensiva. Depois de marcar 14 gols na segunda metade da temporada passada, o holandês manteve o ritmo e já havia chegado a seis gols nas quatro primeiras rodadas desta campanha. Sua velocidade para atacar os espaços e sua capacidade de finalizar dentro da área deram à Roma uma arma que combina perfeitamente com o futebol vertical pretendido por Gasperini.

Do outro lado dessa parceria está Paulo Dybala, responsável por oferecer criatividade, controle e passe vertical. O argentino tornou-se o principal articulador do ataque e lidera a equipe em assistências, com quatro após as quatro primeiras partidas. A conexão ficou especialmente evidente na estreia contra a Fiorentina, quando Malen marcou três vezes, sempre com Dybala como garçom. Para Gasperini, os dois não apenas possuem qualidade individual, mas conseguem se complementar e transformar movimentos ofensivos em oportunidades concretas.

Essa evolução faz a Roma entrar em uma nova etapa de seu projeto. O terceiro lugar conquistado na última Serie A recolocou o clube na Champions League, enquanto a sequência de nove vitórias consecutivas no campeonato, considerando o fim da temporada passada e o início da atual, elevou a confiança do elenco. Agora, a intenção é transformar essa consistência em uma campanha capaz de recolocar o clube na disputa pelo título italiano, interrompendo um longo período sem o Scudetto.

O desafio mais imediato será justamente a Internazionale, atual campeã e também dona de quatro vitórias em quatro rodadas. Gasperini reconhece os Nerazzurri como uma referência do campeonato, mas vê o confronto como uma oportunidade para comprovar a evolução da sua equipe. A Roma chega, portanto, não apenas defendendo uma invencibilidade, mas tentando mostrar que Dybala, Malen e o modelo de jogo de Gasperini podem colocá-la novamente entre os grandes protagonistas do futebol italiano.

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Será que a Roma vai manter a invencibilidade nos primeiros jogos da Serie A?

Em grande momento, a Roma chega às primeiras semanas da Serie A 2026/27 com 100% de aproveitamento e uma invencibilidade que começa a ganhar peso no campeonato. Depois de quatro rodadas, os Giallorossi venceram Fiorentina, Lecce, Atalanta e Torino, somando 12 pontos e permanecendo no topo da classificação. O último triunfo, por 2 a 0 sobre o Torino, confirmou o momento positivo e preparou a equipe de Gian Piero Gasperini para o grande teste contra a Internazionale, também com quatro vitórias em quatro partidas.

A campanha chama atenção não apenas pelos resultados, mas pela maneira como a Roma tem encontrado soluções diferentes para vencer. Contra a Atalanta, por exemplo, a equipe precisou reagir e conseguiu virar a partida nos minutos finais, enquanto diante do Torino controlou melhor os momentos do confronto e garantiu o resultado com gols de Donyell Malen e Niccolò Pisilli. O time também já acumulou três partidas sem sofrer gols, sinal de uma defesa que começa a acompanhar a evolução do setor ofensivo.

No ataque, Malen aparece como uma das principais referências. O holandês marcou novamente contra o Torino e chegou a seis gols nas quatro primeiras rodadas, enquanto Paulo Dybala continua exercendo papel importante na criação das jogadas. Gasperini destacou justamente a conexão entre os dois, afirmando que os atacantes conseguem se complementar e transformar suas combinações em oportunidades perigosas com frequência.

A questão agora é saber se essa arrancada poderá permanecer durante as próximas rodadas. O calendário imediatamente coloca a Roma diante de adversários importantes, começando pela própria Inter. O treinador, porém, evita antecipar qualquer conclusão sobre o Scudetto: Gasperini afirmou em setembro que prefere avaliar objetivos concretos somente depois de aproximadamente 20 partidas. Até lá, a meta é continuar evoluindo e permanecer entre os primeiros colocados.

Assim, a Roma chega ao primeiro grande confronto da temporada com confiança elevada, quatro vitórias consecutivas e a possibilidade de transformar um início perfeito em uma campanha cada vez mais ambiciosa. O duelo contra a Inter será uma oportunidade para medir se a invencibilidade dos Giallorossi pode resistir quando o nível de dificuldade aumentar.

(Foto: Getty Images)