O Brighton transformou o confronto com o Arsenal em um verdadeiro amasso neste sábado (19). Jogando no American Express Stadium, a equipe de Fabian Hurzeler venceu por 3 a 0 e não apenas tirou os 100% de aproveitamento do adversário, como também expôs uma série de problemas do atual campeão inglês.
Brighton sufoca Arsenal desde o início
O começo da partida já dava pistas do que viria pela frente. O Brighton subiu as linhas, pressionou a saída de bola e dificultou muito a construção do Arsenal. Mesmo quando os Gunners conseguiam trocar passes, faltava profundidade para transformar a posse em perigo.
O Arsenal tinha mais a bola, mas não conseguia fazê-la valer. Odegaard precisou recuar bastante para participar da construção, enquanto Saka, Tzolis e Havertz pouco apareciam no terço final.
Do outro lado, o Brighton foi muito mais agressivo e objetivo. A pressão diminuiu depois dos primeiros minutos, mas a equipe continuou compacta e encontrou espaços para atacar.
Pascal Gross abre o caminho
Aos 30 minutos, a superioridade dos donos da casa finalmente apareceu no placar. Depois de uma boa circulação ofensiva, a bola chegou a Pascal Gross, que arriscou de fora da área.
A finalização acertou a base da trave esquerda e morreu dentro do gol de Raya. Um golpe duro para um Arsenal que tinha mais posse, mas não conseguia controlar o jogo.
Gross viveu mais uma atuação decisiva. O alemão chegou a três gols e duas assistências nos últimos três jogos, consolidando-se como uma das principais armas do Brighton no momento.
Kostoulas amplia antes do intervalo
O segundo golpe veio praticamente no apagar das luzes. Aos 45 minutos, Kostoulas recebeu de Ayari, girou diante da marcação e bateu rasteiro, de direita, no canto esquerdo de Raya.
O grego de apenas 18 anos teve uma participação direta nos dois primeiros gols do Brighton, com uma assistência e um gol, e terminou o primeiro tempo como um dos grandes nomes da partida.
O intervalo chegou com 2 a 0, mas o placar ainda parecia pequeno diante do que o Brighton havia apresentado.
Arsenal volta perdido e Brighton transforma jogo em atropelo
Arteta tentou fazer o Arsenal voltar mais agressivo, mas o segundo tempo rapidamente mostrou que a história não mudaria. Os Gunners ficaram lentos, previsíveis e pouco incisivos.
O Brighton, por sua vez, retomou a pressão alta e passou a recuperar bolas cada vez mais perto da área adversária. O terceiro gol foi consequência natural desse domínio.
Aos 12 minutos, Gross cobrou escanteio pela esquerda e Chema Andrés apareceu completamente livre para cabecear. Sem sequer precisar saltar muito, o volante mandou para as redes e fez 3 a 0.
A partir dali, o jogo virou praticamente uma contagem regressiva para o apito final.
Brighton poderia ter feito ainda mais
O placar elástico não impediu o Brighton de continuar procurando o quarto gol. Raya precisou trabalhar em diferentes momentos, inclusive em uma defesa espetacular após finalização de O’Riley.
Aos 44 minutos, O’Riley novamente ficou muito perto de marcar. O meia recebeu após um belo corta-luz de Rutter e bateu buscando o canto, mas Raya fez uma defesa milagrosa. No rebote, Yalcouyé acertou a trave.
Antes disso depois, O’Riley quase havia ampliado, desta vez em um lance praticamente sem querer. O cruzamento ganhou uma trajetória perigosa e quase encobriu Raya, que conseguiu evitar o quarto.
Arsenal tenta no fim, mas não ameaça
Arteta promoveu mudanças na tentativa de encontrar alguma reação. Gyökeres e Eze entraram, enquanto Saka também deixou o campo para a entrada do jovem Max Dowman, de apenas 16 anos.
Houve uma pequena melhora ofensiva, especialmente quando Gyökeres encontrou Havertz livre pelo meio. O alemão finalizou rasteiro, mas Verbruggen defendeu com o pé.
Foi pouco. Nos acréscimos, o Arsenal ficou com a bola e tentou diminuir o prejuízo, mas a posse não se transformou em chances realmente perigosas.
O Brighton administrou tranquilamente os seis minutos adicionais e confirmou uma vitória que, pela atuação, poderia até ter sido mais larga.
Uma derrota que expõe o Arsenal
O 3 a 0 não foi resultado de uma noite de eficiência isolada do Brighton. Foi consequência de uma atuação em que os donos da casa foram superiores em intensidade, pressão, organização e capacidade de transformar recuperações em ataques perigosos.
O Arsenal, que havia vencido seus quatro primeiros jogos da Premier League, encontrou um adversário disposto a não permitir que sua qualidade técnica ditasse o ritmo. E não conseguiu responder. Com o resultado expressivo, o Manchester City, mesmo sem entrar em campo, roubou a liderança da Premier League.
Do outro lado, o Brighton não apenas venceu. Deu um amasso no atual campeão inglês e encerrou a sequência perfeita dos Gunners com uma atuação que deixa uma mensagem clara para o restante da competição: quando consegue impor sua intensidade, essa equipe de Hurzeler pode incomodar qualquer adversário.
Foto: Divulgação/X do Brighton



