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NFL: Como o Los Angeles Chargers pode melhorar?

Muita expectativa foi criada em torno do Los Angeles Chargers nos últimos meses. Após chegar aos playoffs na temporada passada mesmo com as lesões na linha ofensiva, a equipe contaria com o retorno de Rashawn Slater e Joe Alt. E sintonia entre Justin Herbert e Mike McDaniel parecia algo natural. E a defesa estaria sob um novo comando com a saída de Jesse Minter para os Ravens. Mas o “hype” em torno dos Chargers acabou na Semana 1.

O Los Angeles Chargers tem duas derrotas em dois jogos, em um momento do calendário considerado fácil para a equipe. O time perdeu para Cardinals e Raiders e terá uma sequência de jogos ainda mais complicada para as próximas semanas. Há o cenário no qual os Chargers cheguem a marca de zero vitórias e nove derrotas.

A defesa tem sido ruim, mas o ataque tem sido um desastre completo. Seu EPA/jogada e a taxa de sucesso ofensivo estão empatados com o Cleveland Browns após duas partidas. Seu EPA/campanha de -0,78 é o sétimo pior da liga, e seus 1,22 pontos por campanha são o 29º pior desempenho na NFL neste momento.

O Los Angeles Chargers precisa achar respostas nas próximas semanas, quando enfrentará Bills, Seahawks, Chiefs e Broncos antes da folga na Semana 7, único respiro da equipe. Depois, enfrentará os Rams, Ravens e os Texans. Se a situação não mudar em breve, a temporada dos Chargers acabará ainda em novembro. O que fazer?

Justin Herbert (Foto: Robert Gauthier / Los Angeles Times)
Justin Herbert (Foto: Robert Gauthier / Los Angeles Times)

O que o Los Angeles Chargers pode fazer?

O problema que precisa ser remediado é o ataque. Tudo parece desorganizado e caótico no setor ofensivo do Los Angeles Chargers. Em dois jogos, eles têm a segunda maior taxa de penalidades por jogada ofensiva; estão empatados com o Green Bay Packers na liderança em fumbles até agora, e o ataque parece um grupo de 11 caras que nunca jogaram futebol americano juntos na vida.

E na partida contra os Raiders, o Los Angeles Chargers mostrou todo o seu potencial cômico em várias jogadas, seja jogadores trombando no meio da rota, drops tristes e recebedores tirando passes de outros recebedores.

Quando pensamos nos ataques de Mike McDaniel em Miami, todos eles são construídos sobre desorientação, velocidade e sincronia. Para conseguir as formações que o ataque deseja, eles usam a ameaça da velocidade para abrir espaços no meio do campo. No jogo terrestre, a ameaça de movimentos rápidos e a possibilidade de serem pegos de surpresa pelas costas da defesa abrem espaço para as jogadas de zona, explorando o ponto forte do ataque e colocando os números a seu favor.

No entanto, os Chargers estão errando na profundidade das rotas, nos movimentos e se prejudicando antes mesmo do ataque engrenar. Parte disso é culpa de McDaniel. A situação está tão complicada, que Alec Ingold, um jogador que atuou com McDaniel nos Dolphins e que conhece o ataque, está perdido em todas as jogadas. Apesar disso, o foco do Los Angeles Chargers precisa ser consertar o ataque o quanto antes. Se isso acontecer nas próximas semanas, a equipe pode ter alguma esperança de vencer na temporada. Isso significa continuar com os problemas na linha ofensiva.

Nas duas primeiras partidas da temporada, os Chargers estão com uma média de 0,51 jardas antes do contato por corrida, o que os coloca em 29º lugar na NFL. Os ataques comandados por McDaniel nunca tiveram uma temporada em que o jogo terrestre tenha conquistado menos de uma jarda antes do contato por corrida nas duas primeiras partidas, então estamos atingindo níveis de incompetência sem precedentes na linha ofensiva.

O grupo de linha ofensiva interior formado por Kayode Awosika, Jake Slaughter, Cole Strange e Trey Pipkins tem afundado o Los Angeles Chargers até agora. E esse é um problema complicado de ser resolvido durante a temporada regular. E Justin Herbert precisa tomar melhores decisões e executar as jogadas certas, deixando de lado a sua vontade de resolver tudo em um passe só. Estamos perto de acreditar que Tua Tagovailoa é melhor no esquema de McDaniel do que Herbert.

A temporada dos Chargers está à beira do fracasso total, apesar de serem considerados favoritos ao Super Bowl. Se o ataque não se acertar logo, pode ser o fim da linha para os Chargers.

(Foto principal: Allen J. Schaben / Los Angeles Times)