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Usman Nurmagomedov no UFC? Invicto e campeão, russo deve se tornar um dos nomes mais cobiçados do peso-leve

Usman Nurmagomedov no UFC parece ser uma questão de tempo, e o fim de seu contrato com a PFL abre caminho para uma das movimentações mais importantes do MMA nos próximos meses. Invicto após 22 lutas profissionais e atual campeão dos leves da organização, o russo de 28 anos está livre para negociar com outras promoções a partir de 29 de outubro. Com uma trajetória marcada por títulos, finalizações e uma ligação direta com algumas das principais figuras do UFC, sua chegada à maior organização de MMA do mundo desponta como o cenário mais provável para a continuidade da carreira.

A possibilidade de contratação ganha força não apenas pelo retrospecto de Usman, mas também pela rede de relações que o conecta ao UFC. Primo de Khabib Nurmagomedov, ex-campeão invicto dos leves e uma das maiores referências da história do esporte, ele integra um grupo de atletas e treinadores com forte presença na organização. Seu irmão Umar já compete no Ultimate, enquanto Islam Makhachev, um dos principais nomes de sua equipe, também construiu uma trajetória de destaque no evento. A proximidade com essas figuras, somada à atuação do empresário Ali Abdelaziz, pode facilitar as negociações.

O UFC também demonstrou interesse público no lutador antes mesmo do início de sua liberdade contratual. A expectativa, portanto, não se resume à possibilidade de uma transferência: a eventual contratação de Usman pode acrescentar um campeão consolidado a uma divisão historicamente competitiva e criar novos confrontos de alto nível entre atletas que disputam espaço no topo do peso-leve.

O fim do contrato com a PFL abre caminho para uma mudança de organização

A partir de 29 de outubro, Nurmagomedov encerrou o período de direitos de correspondência contratual que permitia à PFL cobrir uma proposta de outra organização, conforme as condições previstas em seu acordo. O russo teria recusado uma renovação oferecida pela promoção ainda durante o prazo de 90 dias, decisão que abriu caminho para negociar livremente com possíveis interessados.

A mudança representa um momento importante para um atleta que construiu boa parte de sua reputação fora do UFC. Usman estreou no Bellator em 2021 e rapidamente começou a acumular vitórias, demonstrando capacidade para competir entre os principais nomes da categoria. Em apenas sete meses, conquistou seus três primeiros triunfos pela organização, iniciando uma trajetória que o levaria ao cinturão dos leves.

Em novembro de 2022, derrotou Patricky Pitbull no Bellator 288 e conquistou o título da divisão. A vitória confirmou sua ascensão e colocou o russo em posição de destaque entre os atletas que buscavam reconhecimento fora do Ultimate. Depois disso, defendeu o cinturão contra Benson Henderson e Alexander Shabliy, além de enfrentar Brent Primus em uma luta cujo resultado foi posteriormente alterado após uma violação antidoping.

A passagem pela PFL manteve Usman entre os principais nomes da categoria. Em sua nova etapa, ele enfrentou Paul Hughes e venceu a revanche que lhe garantiu o título inaugural dos leves da organização. O resultado reforçou sua condição de campeão e ampliou o interesse em torno de uma possível transferência para o UFC.

A mudança de cenário, portanto, não acontece após uma sequência de resultados ruins ou uma perda de relevância esportiva. Usman deixa a PFL em uma posição privilegiada, com um cartel invicto e conquistas importantes em duas organizações. Isso aumenta seu poder de negociação e permite que escolha o próximo passo da carreira em condições favoráveis.

A ligação com Khabib, Umar e Makhachev fortalece o caminho até o UFC

A relação de Usman com o núcleo de lutadores associado a Khabib Nurmagomedov é um dos fatores que tornam sua possível chegada ao UFC especialmente provável. Khabib, aposentado desde 2020, permanece como uma das figuras mais influentes do MMA e participa da preparação de atletas de alto nível. A experiência acumulada pelo ex-campeão e sua presença no entorno do russo ajudam a explicar por que uma transferência para o Ultimate faz sentido esportivo e profissional.

Umar Nurmagomedov, irmão de Usman, já compete na organização e construiu uma trajetória relevante na divisão dos galos. Sua presença demonstra que o grupo familiar tem uma ligação estabelecida com o UFC, embora isso não signifique que a contratação de Usman esteja garantida. Cada negociação depende de fatores contratuais, financeiros e esportivos, mas a familiaridade com a estrutura da organização pode facilitar a adaptação do peso-leve caso o acordo seja concretizado.

Islam Makhachev também ocupa um papel importante nesse contexto. Ex-campeão dos leves e atual campeão dos meio-médios, o russo integra o mesmo ambiente de treinamento e preparação que ajudou a consolidar a reputação de Khabib. A convivência com atletas desse nível oferece a Usman referências técnicas e competitivas, além de aproximá-lo de um universo no qual já existem relações profissionais estabelecidas.

Outro nome relevante é Ali Abdelaziz, empresário de Usman e responsável pela carreira de diversos atletas de destaque no UFC. Sua experiência nas negociações com a organização pode ser determinante para definir as condições de um eventual contrato, desde a remuneração até a escolha do primeiro adversário.

Esse conjunto de relações fortalece a expectativa de que o UFC seja o destino natural do russo, mas o principal argumento continua sendo seu desempenho. A organização teria a oportunidade de contratar um campeão invicto, com experiência em disputas de cinturão e capacidade comprovada para finalizar ou nocautear adversários. Em uma categoria com grande profundidade técnica, um atleta com esse perfil representa um reforço esportivo relevante.

A evolução recente mostra que Usman não depende apenas das decisões dos juízes

Durante parte de sua trajetória no Bellator e na PFL, Usman ficou conhecido por vencer lutas longas e demonstrar controle técnico ao longo de cinco rounds. A capacidade de administrar a distância, evitar riscos desnecessários e impor seu ritmo ajudou a construir sua sequência invicta. No entanto, suas apresentações mais recentes também mostraram que ele pode encerrar combates de maneira contundente.

Em fevereiro de 2026, Usman finalizou Alfie Davis, interrompendo uma sequência de quatro vitórias consecutivas por decisão após 25 minutos. Em julho, voltou a vencer antes do limite ao nocautear Archie Colgan. O resultado pode ter sido sua última apresentação pela PFL e reforçou a impressão de que o russo continua evoluindo em aspectos importantes de seu jogo.

Essa capacidade de alternar entre controle e agressividade é uma característica valiosa para qualquer atleta que pretende competir no UFC. Em uma organização na qual os melhores pesos-leves costumam apresentar recursos tanto na luta em pé quanto no grappling, depender exclusivamente de uma estratégia pode limitar as possibilidades de vitória. Usman demonstrou que consegue administrar combates longos, mas também encontrar oportunidades para encerrá-los quando identifica uma abertura.

O cartel de 22 vitórias sem derrotas, contudo, precisa ser interpretado dentro do contexto da competição que enfrentou. Embora tenha conquistado títulos e derrotado adversários experientes, o UFC reúne uma concentração de atletas de elite que pode oferecer desafios diferentes daqueles encontrados no Bellator e na PFL. A invencibilidade é um indicador importante de qualidade, mas não garante que o russo repetirá o mesmo domínio diante dos principais nomes da nova divisão.

É justamente essa incerteza que torna a eventual contratação interessante. Usman chegaria ao Ultimate com credenciais suficientes para receber um adversário relevante desde o início, mas ainda precisaria provar que consegue manter sua eficiência contra o nível mais alto de competição da organização.

Qual seria o impacto da chegada de Usman no peso-leve do UFC?

A contratação de Usman ampliaria as opções da divisão e criaria novas possibilidades para a organização. O russo poderia entrar diretamente na disputa por posições importantes do ranking, dependendo do adversário escolhido para sua estreia e das condições do contrato. Seu histórico como campeão em outras promoções permitiria que o UFC apresentasse a chegada como a incorporação de um atleta já estabelecido, e não apenas como a aposta em uma promessa.

O peso-leve é uma das categorias mais competitivas do MMA, com atletas capazes de combinar wrestling, jiu-jítsu e striking em alto nível. Para Usman, a principal questão seria demonstrar que consegue transportar para o UFC o controle técnico que marcou sua trajetória anterior. Um primeiro confronto contra um adversário bem ranqueado permitiria medir rapidamente seu nível, embora também representasse um risco maior caso a adaptação exigisse mais tempo.

A proximidade com Makhachev e Khabib também alimenta a curiosidade sobre possíveis confrontos e sobre a posição de Usman dentro do cenário competitivo. Ainda assim, qualquer especulação sobre uma disputa de cinturão ou um adversário específico depende das decisões da organização e da situação da divisão no momento de sua estreia. O mais importante, neste estágio, é que o russo estará em condições de negociar e escolher um novo caminho para a carreira.

Para a PFL, a saída representaria a perda de um campeão invicto e de um nome capaz de atrair atenção para a categoria. Para o UFC, seria a oportunidade de incorporar um atleta que já demonstrou capacidade para conquistar títulos e defender sua posição diante de adversários experientes. O impacto definitivo, porém, dependerá do acordo e da maneira como a organização pretende introduzi-lo na divisão.

(Foto: Getty Images)