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Futebol UEFA Champions League

Champions para sempre: Real Madrid e o time que levou o primeiro bicampeonato da era moderna

O Real Madrid conquistou sua décima segunda UEFA Champions League em Cardiff, no País de Gales, após vencer a Juventus por 4 a 1. O jogo, realizado em 3 de junho de 2017, foi a coroação do grande Real Madrid dos últimos anos — o melhor da era Zidane no comando.

Vale lembrar que, naquela mesma temporada, o Real também conquistou o Campeonato Espanhol, o 33º da história do clube. Era um time rápido, letal e agressivo, que atravessou todo o mata-mata com autoridade, independentemente do adversário — fosse o Bayern de Munique ou o Napoli.

A escalação: Keylor Navas; Carvajal, Pepe, Sergio Ramos e Marcelo; Casemiro, Toni Kroos e Luka Modric; Gareth Bale, Karim Benzema e Cristiano Ronaldo. Técnico: Zinedine Zidane. Formação: 4-3-3.

Trajetória até Cardiff

Antes da grande final, vale relembrar o caminho do time de Zidane até a conquista da Champions. O Real vinha de um título europeu na temporada anterior (2015/16), quando venceu o Atlético de Madrid nos pênaltis. Curiosamente, o mesmo rival que enfrentou na “La Décima” de 2014, em Lisboa, com o gol histórico de cabeça de Sergio Ramos aos 93 minutos.

A campanha rumo a Cardiff começou em 14 de setembro de 2016, contra o Sporting de Portugal, no Santiago Bernabéu. E foi com drama. O Real saiu atrás com gol de Bruno César, mas Cristiano Ronaldo empatou em uma bela cobrança de falta aos 44’ do segundo tempo, e Morata virou nos acréscimos: 2 a 1 e três pontos.

No segundo jogo, empate por 2 a 2 com o Borussia Dortmund na Alemanha, com gols de Cristiano e Varane. Contra o Legia Warszawa, vitória por 5 a 1 na Espanha e empate por 2 a 2 na Polônia, com Cristiano passando em branco nos dois.

A fase de grupos foi encerrada com vitória por 2 a 1 sobre o Sporting (gols de Varane e Benzema) e empate por 2 a 2 contra o Dortmund em Madri, com dois gols de Benzema. O Real terminou invicto, com 12 pontos e a segunda colocação do Grupo F da Champions.

Mata-mata com autoridade

Nas oitavas, o Real enfrentou o Napoli, que decidia em casa. Nada que assustasse os comandados de Zidane: duas vitórias por 3 a 1 eliminaram o time de Maurizio Sarri com firmeza.

Nas quartas, o desafio era o poderoso Bayern de Munique, comandado por Carlo Ancelotti — o mesmo técnico da “La Décima”. No Allianz Arena, os alemães abriram o placar com Arturo Vidal, mas Cristiano Ronaldo virou com dois gols: 2 a 1.

Vale lembrar que, até então, CR7 tinha apenas dois gols na fase de grupos e nenhum contra o Napoli. Depois dos dois em Munique, a porteira abriu. Na volta, um show. Cristiano fez um hat-trick e liderou a vitória por 4 a 2 no Bernabéu, garantindo vaga na semifinal contra o Atlético de Madrid.

O roteiro? Mais um hat-trick de Cristiano no primeiro jogo: 3 a 0 no Bernabéu. Na volta, o Atlético venceu por 2 a 1 no último dérbi da história do estádio Vicente Calderón pela Champions. Destaque para a jogada sensacional de Benzema no gol de Isco.

Mesmo com o gol antológico de Mario Mandzukic empatando o jogo no primeiro tempo, nada tirou o brilho da atuação do time de Zidane. Placar final: 4 a 1, com dois gols de Cristiano Ronaldo, um de Casemiro e o último de Marco Asensio. Uma exibição de gala que levou ao título da Champions.

Um time que provou estar no auge na campanha da Champions

A Champions de 2016/17 ficará marcada como uma das mais brilhantes da história merengue. O time vivia o auge técnico e físico da maioria dos seus jogadores.

Keylor Navas era um paredão confiável no gol. Nas laterais, Carvajal e Marcelo estavam voando. Na zaga, Sergio Ramos seguia decisivo e Pepe encerrava sua trajetória no clube com força.

O meio-campo começava a se consolidar como um dos maiores da história do futebol: Casemiro, o cão de guarda; Kroos, o maestro alemão; e Modric, o cérebro croata de camisa 10.

No ataque, o trio BBC. Cristiano Ronaldo, em um dos melhores anos de sua carreira, foi o protagonista e acabou levando mais uma Bola de Ouro. Benzema foi essencial com sua inteligência tática. Bale, mesmo abaixo dos outros dois, era importante abrindo o jogo pela direita.

O Real Madrid da temporada 2016/17 foi um dos melhores da história do clube. Um time que atropelava rivais, decidia sem vacilar e que ficará para sempre no coração de cada madridista.

(Foto: Getty Images)

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