O ex-jogador Mário Jorge Lobo Zagallo, mais conhecido como Zagallo, morreu neste sábado (6) aos 92 anos de idade.
A notícia da morte foi confirmada através de uma nota oficial publicada nas redes sociais do jogador no início da madrugada deste sábado.
Nota oficial na íntegra sobre a morte de Zagallo
“É com enorme pesar que informamos o falecimento de nosso eterno tetracampeão mundial Mario Jorge Lobo Zagallo.
Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas.
Agradecemos a Deus pelo tempo que pudemos conviver com você e pedimos ao Pai que encontremos conforto nas boas lembranças e no grande exemplo que você nos deixa.”
Mário Jorge Lobo Zagallo foi um dos maiores nomes da história do futebol mundial, sendo a única personalidade presente em quatro títulos mundiais de Copa do Mundo: 1958/1962 como jogador, 1970 como técnico e 1994 como coordenador técnico da CBF.
Zagallo nasceu em Atalaia, Alagoas, mas foi morar no Rio de Janeiro com apenas 8 meses de vida e permaneceu na cidade carioca até a sua morte, desenvolvendo uma relação próxima com a Tijuca, bairro da Zona Norte.
O início de sua relação com o futebol começou aos 18 anos, quando foi convocado para servir ao Exército e esteve nas arquibancadas do Maracanã na derrota do Brasil para o Uruguai em 1950, trabalhando como segurança no evento.
Em 1958, conquistou a primeira Copa do Mundo do futebol brasileiro com gol na final diante da Suécia por 5 a 2. Em 1962, foi bicampeão mundial pelo Brasil na Copa de 62, se aposentando dois anos depois dentro das quatro linhas.
Em 1964, iniciou a carreira de técnico no Botafogo, assumindo a Seleção Brasileira pouco antes da Copa de 1970 no lugar de João Saldanha, campanha que rendeu o tricampeonato mundial do Brasil.
O tetracampeonato veio em 1994, como coordenador técnico de Carlos Alberto Parreira, chegando à final da Copa de 1998, onde foi derrotado pela França por 3 a 0, um ano depois de vencer a Copa América com a frase “Vocês vão ter que me engolir”, uma resposta aos críticos de seu trabalho na Seleção Brasileira.
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