Nesta segunda-feira, 20, o Ministério de Esportes da França pediu para o Monaco receber sanções devido a atitude polêmica de um jogador durante a última partida da equipe na temporada, no último domingo, 19, contra o Nantes.
A liga francesa de futebol (Ligue 1) realizou a sua campanha anual contra a discriminação durante a última rodada deste fim de semana, com cada equipe utilizando um distintivo com a palavra “homofobia” riscada.
Porém, Mohamed Camara, jogador do Monaco, tampou o distintivo durante a partida. Além disso, o meio-campista não participou da foto com os outros jogadores ao lado de um banner com a mesma mensagem.
Amélie Oudéa-Castéra, Ministra do Esporte da França, chamou a atitude de Camara como “inaceitáveis”, além de pedir punições futuras para o jogador e o clube. Em mensagem nas redes sociais, Aurore Bergé, Ministra de Igualdade da França, condenou os atos do meio-campista.
“A homofobia não é uma opinião, é um crime”, escreveu Bergé no X. “E a homofobia mata. Deve haver uma punição rigorosa para Mohamed Camara.”

Monaco
Adi Hütter, treinador do Monaco, afirmou que a equipe apoia a iniciativa da liga e que a atitude de Camara teria sido uma “escolha pessoal”.
Recentemente, o Monaco anunciou que irá resolver o assunto com Camara internamente.
Outros problemas
Essa é a quarta temporada seguida em que os clubes do futebol francês foram convidados a usar números, braçadeiras ou emblemas com as cores do arco-íris em suas camisas para apoiar o movimento LGBTQ. No entanto, todo ano tem algum problema.
Em 2022, Idrissa Gueye, hoje do Everton, quando atuava no PSG, se recusou a participar do jogo em que os jogadores deveriam utilizar os números de sua camisa nas cores do arco-íris.
E na temporada passada, Mostafa Mohamed, do Nantes, foi multado por algo parecido. Em 2023-24, o atacante não participou da partida com a ação da Ligue 1, assim como Camara na temporada passada.
(Foto: Nicolas Tucat / AFP via Getty Images)