A Argentina inicia um novo ciclo após a Copa do Mundo de 2026, e o principal desafio da equipe dirigida pelo técnico Lionel Scaloni será responder a uma questão inevitável: quem assumirá o protagonismo deixado por Lionel Messi? Embora o camisa 10 da Albiceleste ainda não tenha oficializado sua aposentadoria da seleção, o Mundial realizado nos Estados Unidos, Canadá e México foi encarado como sua provável despedida da maior competição do futebol. Aos 39 anos, Messi encerrou o torneio emocionado após o vice-campeonato diante da Espanha e deixou claro que a derrota não será facilmente superada, reforçando a percepção de que uma era histórica está próxima do fim.
A reconstrução, no entanto, não representa um recomeço do zero. Desde a conquista da Copa do Mundo de 2022, Lionel Scaloni vem conduzindo uma renovação gradual da equipe, permitindo que jovens talentos ganhem espaço ao lado da geração campeã. Esse processo fortaleceu a competitividade do elenco e ampliou as possibilidades táticas da equipe. Assim, a Argentina inicia o novo ciclo mundialista com uma base sólida, jogadores mais experientes e diversas alternativas para dividir responsabilidades em campo, diminuindo a dependência de um único craque e preservando a identidade construída ao longo dos últimos anos.
Entre os nomes que surgem como principais candidatos a liderar essa nova fase está Nico Paz. Revelado pelo Real Madrid e consolidado como uma das grandes promessas da Argentina, o meia apresenta características que, em parte, lembram o estilo de construção de Messi, ainda que possua identidade própria. Com excelente visão de jogo, qualidade no passe e habilidade para atuar entre linhas adversárias, ele já demonstrou personalidade suficiente para participar de jogos decisivos pela seleção principal. Especialistas acreditam que sua evolução técnica poderá transformá-lo em uma das principais referências ofensivas da equipe rumo à Copa do Mundo de 2030.
Outro jogador que desperta grande expectativa é Franco Mastantuono. Considerado um dos maiores talentos revelados pelo futebol argentino nos últimos anos, o meia-atacante chamou atenção ainda muito jovem por sua maturidade técnica, criatividade e capacidade de decidir partidas importantes. Seu desenvolvimento acelerado e a experiência adquirida no futebol europeu o colocam entre os atletas com maior potencial para assumir protagonismo internacional durante o próximo ciclo, mesmo após ter ficado fora da lista final de convocados por Lionel Scaloni para a Copa do Mundo de 2026.
Mesmo com o surgimento dessa nova geração, a sucessão de Messi não será responsabilidade de apenas um jogador. A força recente da Argentina esteve justamente na construção de um coletivo equilibrado. Atletas como Julián Álvarez, Enzo Fernández, Lautaro Martínez, Alexis Mac Allister e outros que vivem o auge de suas carreiras devem atuar como pilares da equipe, oferecendo experiência enquanto os mais jovens ganham espaço gradualmente. Esse modelo reduz a pressão individual e permite que o protagonismo seja compartilhado entre diferentes setores do campo.
Outro ponto positivo é a continuidade da comissão técnica. Caso Lionel Scaloni permaneça no comando, a tendência é que a identidade tática consolidada desde 2018 seja mantida. O treinador transformou a Argentina em uma equipe competitiva, sólida defensivamente e eficiente ofensivamente, características fundamentais para alcançar as finais das Copas do Mundo de 2022 e 2026. A manutenção desse padrão facilita a integração de novos talentos, fortalece a continuidade do trabalho e acelera o processo de renovação sem comprometer o alto nível competitivo da seleção.
Naturalmente, substituir Messi é uma tarefa praticamente impossível do ponto de vista individual. O camisa 10 da Argentina acumulou recordes, títulos e exerceu uma influência inédita sobre a equipe durante quase duas décadas. Nenhum jogador da nova geração deverá reproduzir o mesmo impacto técnico, estatístico e emocional. A expectativa da Associação do Futebol Argentino (AFA) é construir uma equipe menos dependente de um único atleta e mais apoiada na força coletiva, característica que já marcou parte do trabalho de Scaloni.
O futuro da Argentina, portanto, parece menos focado na busca por um “novo Messi” e mais na consolidação de um novo modelo de liderança. Nico Paz e Franco Mastantuono surgem como os principais símbolos dessa transição, enquanto a geração campeã mundial oferece sustentação para o amadurecimento dos jovens. A sucessão do maior jogador da história do país talvez nunca seja completa, mas a qualidade das promessas argentinas indica que a seleção continuará competitiva nas grandes competições e entre as principais potências do futebol mundial.

Como Nico Paz e Franco Mastantuono buscam liderar a Argentina na próxima edição da Copa do Mundo, pós-Messi
A Argentina vive o início de uma das transições mais relevantes de sua história recente. Após a Copa do Mundo de 2026, a seleção começa a projetar um cenário em que Lionel Messi deixará de ser o principal protagonista, embora sua despedida definitiva possa acontecer apenas após a Copa América de 2028. Aos 39 anos, o camisa 10 ainda não confirmou sua saída da equipe nacional, e Lionel Scaloni já afirmou que a decisão dependerá exclusivamente do jogador. Enquanto isso, a AFA trabalha para preparar a sucessão sem comprometer a competitividade construída desde 2018.
Nesse contexto, Nico Paz e Franco Mastantuono aparecem como os dois nomes mais promissores para liderar a renovação da Argentina rumo à Copa do Mundo de 2030. No entanto, seus caminhos são distintos. Nico Paz já integra o grupo principal da seleção e esteve entre os convocados para o Mundial de 2026, ainda que tenha atuado majoritariamente como opção no banco. A experiência de conviver com Messi, Julián Álvarez, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister representa um processo de aprendizado valioso, difícil de replicar em qualquer outro ambiente. Revelado pelo Real Madrid e consolidado no Como, da Itália, o meia já demonstrou capacidade de organizar o jogo, atuar entre linhas e assumir responsabilidades técnicas crescentes.
Por outro lado, Franco Mastantuono inicia esse novo ciclo em uma situação diferente. Apesar de ter estreado cedo pela seleção principal e se tornado o jogador mais jovem da história da Argentina a disputar uma partida oficial, o atacante acabou fora da lista final da Copa do Mundo de 2026. A decisão refletiu a forte concorrência no setor ofensivo e a preferência de Scaloni por atletas mais experientes em um torneio de alto nível. Ainda assim, sua ausência não diminui as expectativas sobre seu potencial. Atualmente no Real Madrid, ele segue sendo considerado uma das maiores promessas do futebol argentino e deverá receber novas oportunidades nas próximas convocações.
Entre os dois, Nico Paz surge como o candidato mais natural a ser diretamente influenciado por Messi nesse período de transição. O meia já dividiu o campo com o capitão argentino, recebeu orientações em treinamentos e poderá continuar evoluindo caso Messi permaneça na seleção até a Copa América de 2028. Essa convivência tende a acelerar seu desenvolvimento técnico e também sua capacidade de liderança.
Já Mastantuono contará com um ambiente igualmente favorável, mesmo sem ter participado do Mundial. A permanência de Scaloni e de uma base experiente permitirá que ele seja integrado gradualmente, sem a pressão imediata de substituir Messi. Seu crescimento dependerá da regularidade de suas atuações no futebol europeu e da capacidade de transformar seu talento em rendimento consistente na seleção.
A grande vantagem da Argentina é que a renovação ocorre sobre uma estrutura sólida. Diferentemente de outros momentos, a equipe não depende exclusivamente de um único jogador. Julián Álvarez, Enzo Fernández, Lautaro Martínez, Thiago Almada, Alexis Mac Allister e Cristian Romero ainda estarão em idade competitiva no próximo Mundial, oferecendo suporte para que Nico Paz, Franco Mastantuono e outros jovens assumam responsabilidades progressivamente.
Por isso, o futuro da Argentina não será definido pela busca de um novo Messi, mas pela construção de uma liderança coletiva. Caso Messi prolongue sua trajetória até a Copa América de 2028, sua presença funcionará como uma ponte entre gerações. Nico Paz surge como o nome mais avançado nesse processo, enquanto Mastantuono representa uma aposta de longo prazo. Com ambos cercados por uma base competitiva e por um ambiente tático consolidado, a renovação poderá ocorrer de forma gradual, preservando a competitividade da seleção nos próximos ciclos.

Será que Nico Paz e Mastantuono ainda poderão alcançar o auge nos próximos meses na Argentina?
O futuro da Argentina está diretamente ligado ao desenvolvimento de Nico Paz e Franco Mastantuono, dois jogadores apontados como protagonistas da geração que sucederá Lionel Messi. Embora estejam em momentos diferentes de amadurecimento, ambos chegam ao segundo semestre de 2026 cercados de expectativas e com oportunidades relevantes em seus clubes. A transição da seleção ocorre de forma planejada, já que Messi ainda pode permanecer até a Copa América de 2028, contribuindo com sua experiência enquanto os jovens assumem gradualmente mais responsabilidades.
Nico Paz aparece em vantagem nesse cenário. Após integrar o elenco da Argentina na Copa do Mundo de 2026 como reserva, o meia inicia a fase mais importante de sua carreira no Como. O clube italiano confirmou sua permanência e disputará pela primeira vez a UEFA Champions League, competição que o colocará frente à elite do futebol europeu. Essa sequência de jogos em alto nível tende a acelerar sua evolução técnica e consolidá-lo como uma peça cada vez mais influente também na seleção.
Já Mastantuono vive uma realidade diferente. Fora da convocação final para o Mundial, ele segue sendo visto como uma das maiores promessas do futebol argentino. No Real Madrid, sua prioridade será ganhar espaço sob o comando de José Mourinho, que deverá administrar sua adaptação de forma gradual. Caso consiga aumentar sua participação nos jogos ao longo do segundo semestre, o atacante tende a retornar ao radar de Scaloni para futuras convocações.
A perspectiva para ambos é positiva justamente porque a Argentina não dependerá de uma substituição imediata de Messi. A equipe mantém uma base competitiva com jogadores como Julián Álvarez, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister e Cristian Romero, permitindo que os jovens evoluam sem a pressão de assumir sozinhos o protagonismo. Se confirmarem o potencial demonstrado até agora, os próximos meses poderão marcar o início do auge de ambos na seleção, preparando o país para seguir competitivo mesmo após o encerramento definitivo da trajetória internacional do camisa 10.
(Foto: Getty Images)



