Simona Halep
Tenis

O adeus de Simona Halep! Relembre a trajetória da tenista romena ex-número 1 do mundo!

Campeã em Roland Garros 2018 e Wimbledon 2019, Simona Halep anunciou a sua aposentadoria nesta terça-feira (4). Ex-número 1 do ranking da WTA, a tenista de 33 anos esteve no topo duas vezes, somando um total de 64 semanas. Ao longo de sua carreira, venceu diversos títulos, mas, nos últimos anos, ficou marcada por polêmica de doping.

Carreira de Simona Halep

Entre janeiro de 2014 e agosto de 2021, Simona Halep não saiu do top 10, resultando em 373 semanas seguidas. Essa é a oitava sequência mais longa de uma tenista no top 10 do ranking da WTA. Durante sua carreira, conquistou 24 títulos no circuito feminino.

Primeiros anos no profissional

Em 2006, Simona Halep se tornou profissional e disputava pequenos torneios do Circuito da ITF. Conseguindo disputar algumas competições da WTA, entrou no top 200 pela primeira vez em 2009. Esse ano também marcou a sua primeira vitória contra uma adversária do top 100.

Na temporada seguinte, fez a sua estreia em um Grand Slam, em Roland Garros, e fez sua estreia no top 100 pouco depois. A partir de então, a romena já começou a ter participações mais estáveis em torneios da WTA e não demorou para se tornar uma das 50 melhores do mundo.

Entre 2010 e 2012, Simona disputou três finais no Circuito da WTA, mas perdeu os três. No US Open de 2011, teve a sua primeira vitória contra uma top 10, a n.º 6 Li Na. Em 2012, disputou a Olimpíada de Londres, no simples e duplas, só que foi derrotada na estreia em ambas categorias.

Primeiros títulos na WTA

2013 foi uma grande virada para Halep. Com seis títulos conquistados, a tenista começou a ter suas vitórias contra oponentes do top 10 de forma mais recorrente. Ao final da temporada, era a 11ª do mundo e foi a segundo com mais títulos, ficando atrás apenas de Serena Williams, que venceu 11.

No próximo ano, a evolução de Simona foi ainda maior e os resultados em Grand Slams começaram a chegar. A romena chegou pela primeira vez em quartas de finais de um major já no Australian Open. Com o resultado, também entrou no top 10.

Em Roland Garros, fez a sua estreia em final de Grand Slam, ficando com o vice após derrota para Maria Sharapova. Em Wimbledon, havia chances de mais uma decisão, mas se lesionou durante a semifinal e foi eliminada. Após o major, foi campeã em seu país, no Aberto de Bucareste e subiu para a 2ª posição no ranking.

No mesmo ano, venceu Serena Williams pela primeira vez, em uma partida dominante no WTA Tour Championships, hoje WTA Finals. No entanto, essa vitória veio ainda na primeira fase do torneio e, na final, a americana voltou a vencer de Halep. Ao final da temporada, Simona era a n.º 3.

Simona Halep, número 1 do mundo

Simona Halep: Two-time Grand Slam champion and former world number one  retires - BBC Sport
Simona Halep campeã de Roland Garros, em 2018. Foto: Getty Images

Após boas temporadas, com alguns títulos conquistados e se mantendo entre as cinco melhores do ranking, Simona Halep conquistou o topo. O começo de 2017, assim como vários outros anos, foi lento e não teve um bom resultado no Australian Open.

Evoluindo ao longo da temporada, principalmente no saibro, foi para a semifinal de todos os torneios nesse período. Também chegou em mais uma final de Roland Garros, perdendo para Jelena Ostapenko.

Se tornou a número 1 após o Aberto da China, já no segundo semestre. Na competição, a romena foi vice, mas foi o suficiente para alcançar o topo do ranking pela primeira vez em sua carreira. Manteve a posição até fevereiro de 2018.

Dessa vez, chegou na final do Australian Open, quando perdeu para Caroline Wozniacki. Apesar disso, voltou a ser a n.º 1 no fim de fevereiro. Ainda, em Roland Garros 2018, venceu seu primeiro Grand Slam, após final com Sloane Stephens.

Segundo Grand Slam

A temporada de 2018 terminou com lesão no tendão de Aquiles e nas costas. Mesmo assim, se recuperou a tempo para o início de 2019, mas acabou eliminada na quarta rodada do Australian Open ao perder para Serena Williams.

Após três anos seguidos disputando a final de Roland Garros, parou nas quartas no major francês. Só que, em Wimbledon, teve uma excelente campanha e voltou a enfrentar Williams. Dessa vez, venceu da americana com certa facilidade, em menos de uma hora. Esse foi seu último título em um Grand Slam.

Nos próximos anos, venceu mais cinco títulos no Circuito da WTA. Só que, nesse período, também lidou com lesão, o que a tirou do top 10. Teve alguns problemas ao retornar às quadras, mas, em 2022, já estava entre as 10 melhores mais uma vez.

Suspensão por doping

No final de 2022, houve o anúncio de que Simona Halep testou positivo para roxadustat, substância proibida. A tenista foi suspensa provisoriamente e, em setembro de 2023, foi anunciado que a punição iria até outubro de 2026 de forma definitiva.

O caso criou polêmica, com a Professional Tennis Players Association defendendo a romena e chamando a situação de “vergonha”. Em 2024, Halep apelou da suspensão e houve a redução de quatro anos de suspensão para apenas nove meses, o que já estava cumprido na época.

O Tribunal entendeu que o teste positivo foi causado por uma contaminação em algum suplemente que usava. Mesmo assim, a decisão é de houve certo nível de culpa ou negligência. Por isso, a suspensão foi mantida, apesar de diminuída.

Seu retorno foi no Miami Open, em março de 2024. No jogo contra Paula Badosa, venceu o primeiro set, só que a espanhola virou o confronto. Desde então, a romena não conseguiu voltar a ter o mesmo rendimento de antes em quadra.

Aposentadoria de Simona Halep

Simona Halep anunciou aposentadoria. Foto: Instagram/Simona Halep

Nesta terça-feira (4), Simona Halep estreou no WTA de Cluj-Napoca, na Romênia. Contra Lucia Bronzetti, a tenista perdeu por 2 a 0, duplo 6/1. Logo após o resultado, informou que está se aposentando, aos 33 anos:

“Mesmo que meu desempenho não tenha sido muito bom, ainda assim foi com a minha alma. Estou muito feliz que vocês tenham vindo, e me pergunto se voltarei novamente. Mas, por enquanto, esta foi a última vez que joguei aqui e não quero chorar. Sempre fui realista comigo e com meu corpo. No lugar onde eu provavelmente estava, é muito difícil voltar e eu sei o que significa estar lá. Me tornei o n.º 1 do mundo, ganhei Grand Slams, era tudo o que eu queria. A vida continua, existe vida para além do tênis e espero que nos vejamos novamente.”

Foto: Getty Images