Alex, Palmeiras. Foto: Divulgação/SE Palmeiras
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Alex: o elo máximo na história de Palmeiras e Cruzeiro

Em dia de Palmeiras x Cruzeiro, é impossível não lembrar de Alex. O eterno “carequinha” construiu uma trajetória histórica nos dois clubes e entrou definitivamente no imaginário de palmeirenses e cruzeirenses graças às conquistas nacionais, internacionais e atuações memoráveis.

Revelado pelo Coritiba, Alex despontou como protagonista ainda muito jovem. Em 1995, foi peça fundamental no retorno do Coxa à primeira divisão e já mostrava os sinais do craque que se tornaria nos anos seguintes. Uma das atuações mais lembradas daquele período aconteceu justamente contra o rival Athletico Paranaense, quando marcou um gol e distribuiu uma assistência em noite de gala.

Depois de duas temporadas no Alto da Glória, o meia se transferiu para o Palmeiras — e foi ali que sua carreira alcançou outro patamar.

“Sensacional! Alex! Alex! Alex!”

Alex, Palmeiras. Foto: Flávio Florido/Folhapress. Digital
Alex, Palmeiras. Foto: Flávio Florido/Folhapress. Digital

 

Essas foram as palavras eternizadas pelo radialista José Silvério para narrar o golaço de Alex contra o São Paulo, no Torneio Rio-São Paulo de 2000.

Para muitos torcedores, aquele lance resume perfeitamente a passagem do camisa 10 pelo Palmeiras.

Alex chegou ao clube em 1997 cercado de expectativa após se destacar pelo Coritiba. O que poucos imaginavam era a velocidade com que ele se tornaria símbolo de uma geração histórica. Na campanha do vice-campeonato brasileiro daquele ano, já dividia protagonismo com nomes como Zinho, Euller e Viola.

Em 1998, Alex conquistou a Copa do Brasil e a Copa Mercosul, sendo peça central de um Palmeiras tecnicamente brilhante e extremamente competitivo. Inteligente, decisivo e dono de uma visão de jogo rara, o meia rapidamente virou ídolo da torcida alviverde — inclusive em finais contra o próprio Cruzeiro. Mas o auge viria em 1999.

Na campanha do primeiro título da Libertadores da história palmeirense, Alex foi novamente protagonista. Ao lado de Zinho, organizava o setor criativo de um time que ficou marcado pelo poder ofensivo e pela capacidade de decidir jogos grandes.

O ano de 2000 marcou sua despedida antes da primeira experiência europeia, mas também eternizou o gol mais emblemático de sua carreira. Contra o São Paulo, no Morumbi, Alex aplicou dois chapéus — um no zagueiro e outro em Rogério Ceni —  e marcou um dos gols mais bonitos da história do Palmeiras — lance que o próprio jogador apontaria, anos depois, como o mais especial de sua trajetória.

A consolidação da genialidade no Cruzeiro

Alex, Cruzeiro. Foto: Reprodução/O Globo
Alex, Cruzeiro. Foto: Reprodução/O Globo

 

A ausência na convocação para a Copa do Mundo de 2002 foi uma das maiores frustrações da carreira de Alex. Ainda assim, o meia respondeu da melhor forma possível: jogando futebol.

Emprestado pelo Parma, sua primeira passagem pelo Cruzeiro foi discreta. Depois de experiências irregulares — incluindo uma passagem frustrante pelo Flamengo e um retorno ao Palmeiras —, Alex voltou a Minas Gerais disposto a recuperar o protagonismo. E conseguiu de maneira histórica.

Em 2003, viveu o auge individual da carreira e liderou o Cruzeiro na conquista da Tríplice Coroa: Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, Alex comandou um dos times mais dominantes da história recente do futebol brasileiro.

Na final da Copa do Brasil contra o Flamengo, marcou um golaço de letra em pleno Maracanã lotado. Já no Brasileirão, voltou a encantar ao encobrir o goleiro do Fluminense com extrema categoria.

As atuações transformaram o meia em ídolo absoluto da torcida celeste e despertaram o interesse do Fenerbahçe, clube onde também construiria uma trajetória histórica.

Palmeiras e Cruzeiro no Brasileirão

Alex deixou o Cruzeiro em 2004 e consolidou uma carreira marcada por genialidade, liderança e idolatria. Enquanto isso, Palmeiras e Cruzeiro seguem relembrando como era ter em campo um jogador capaz de decidir partidas com naturalidade rara.

O legado permanece vivo. E, em 2026, certamente tanto palmeirenses quanto cruzeirenses gostariam de ter novamente um “Alex” para decidir jogos importantes.

Palmeiras e Cruzeiro se enfrentam neste sábado (16), às 21h, na Arena Barueri, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Créditos da foto de capa: Divulgação/SE Palmeiras