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Rúben Amorim completa um ano de Manchester United, mas dúvidas persistem; Confira

Exatamente um ano antes, na próxima segunda-feira, a torcida do Manchester United vivia a empolgação de um novo começo, que se iniciaria em Portman Road contra o Ipswich Town naquela noite. Erik ten Hag havia sido demitido no fim de outubro, após um início decepcionante na temporada 2024/25, e os Red Devils recorreram a Rúben Amorim para ocupar o cargo. Jovem, amplamente respeitado, carismático e articulado, o treinador português representava uma mudança significativa no rumo do clube — mesmo antes de se considerar a adoção de um sistema com três zagueiros.

A chegada de Amorim marcou a primeira grande escolha técnica do recém-formado grupo de liderança do United, encabeçado também pelo coproprietário Sir Jim Ratcliffe. O sucesso conquistado no Sporting — onde quebrou um jejum de 19 anos e obteve dois títulos nacionais — alimentou a esperança de grande parte da torcida. Em todos os aspectos, sua nomeação parecia um sinal de ambição por parte do Manchester United. No entanto, os primeiros 12 meses de seu trabalho estiveram longe da tranquilidade desejada, o que torna difícil interpretar os recentes sinais de progresso.

Embora alguns resultados e atuações tenham sido marcantes, o primeiro ano de Amorim também foi cercado por episódios que a torcida preferiria apagar da memória: a derrota na final da UEFA Europa League para o Tottenham, a pior campanha da história da Premier League e a eliminação precoce na Copa da Liga Inglesa para um clube da quarta divisão. Naturalmente, desde sua chegada, o foco recaiu sobre o “sistema” e a ousada decisão de mudar o United para uma formação com três zagueiros — algo praticamente sem precedentes na história recente do clube.

Quando a equipe não apresentou a evolução esperada em comparação ao período de Ten Hag, o sistema passou a ser alvo de questionamentos constantes. Ainda assim, Amorim manteve-se firme em suas convicções. Para ele, a formação não era o problema; era essencial preservar seus princípios para que os jogadores assimilassem plenamente suas ideias. Mas, conforme os pontos continuavam escapando e a queda na tabela se tornava inevitável, a pressão externa aumentou.

Em dois momentos da última temporada, a média móvel de pontos por jogo do United na Premier League, considerando os 12 compromissos mais recentes, caiu para 0,83 — o pior índice desde a saída de Sir Alex Ferguson em 2013. E no início lento da temporada 2025/26, houve uma sequência em que essa mesma média (retornando à reta final de 2024/25) chegou a apenas 0,75. Para contextualizar, quando Ten Hag foi demitido, o número estava em 1,42 — quase o dobro.

É verdade que o período mais crítico de 12 jogos ocorreu na parte final de 2024/25, quando o United já havia perdido qualquer chance no campeonato inglês e voltara suas atenções à UEFA Europa League. Ainda assim, não há como negar o quão frustrante foi o desempenho — afinal, trata-se do Manchester United. De modo geral, contudo, a equipe parece ter mostrado alguma evolução nesta temporada. Longe de ser perfeita, demonstra mais coesão e vem apresentando resultados mais sólidos.

Um exemplo disso: antes do duelo contra o Everton, a média de pontos dos últimos 12 jogos era de 1,75. A última vez em que o clube havia superado essa marca foi em dezembro de 2023, após a vitória sobre o Aston Villa no Boxing Day, quando atingiu 1,83. No entanto, quando a média chegou a 1,33 no mês passado, foi apenas a segunda vez que o United atingiu esse índice desde o quinto jogo de Amorim no comando. Em resumo: trata-se de um desenvolvimento recente demais para permitir conclusões definitivas.

Foto: Getty Images

Rúben Amorim tenta definir o futuro do Manchester United em meio a dúvidas sobre sua continuidade

Rúben Amorim aproxima-se de um ponto decisivo em sua trajetória no Manchester United. Prestes a completar mais de um ano no cargo, o técnico português busca consolidar um projeto de reconstrução que ainda enfrenta desconfiança interna e externa, especialmente após uma temporada marcada por irregularidade e um início hesitante na atual campanha.

Sua chegada representou a promessa de modernizar o estilo de jogo, estabelecer uma identidade agressiva com três zagueiros e recuperar o protagonismo competitivo perdido nos últimos anos. E embora alguns indicadores mostrem evolução — maior capacidade criativa, mais tempo em vantagem durante as partidas e uma estrutura tática mais clara —, o desempenho geral segue abaixo do esperado pela diretoria e pela torcida.

A instabilidade reforçou os questionamentos sobre o projeto. A temporada anterior foi marcada por algumas das estatísticas mais preocupantes da era pós-Ferguson e por fracassos em momentos decisivos, como a final da Europa League e quedas inesperadas na Premier League. Mesmo com reforços e mudanças táticas, o início da nova campanha manteve um padrão oscilante, expondo dificuldades defensivas persistentes e a falta de eficiência para transformar domínio territorial em vantagem no placar.

Apesar disso, há elementos que sustentam seu trabalho. O United tem criado chances de maior qualidade, jovens jogadores evoluíram dentro de sua proposta e a equipe demonstrou capacidade de reação, marcando gols importantes nos minutos finais. Internamente, há a percepção de que Amorim ainda conduz uma transição estrutural, utilizando um elenco em adaptação e enfrentando um começo de temporada especialmente desafiador.

A próxima temporada é vista como determinante. A diretoria espera que os sinais positivos se transformem em consistência, enquanto Amorim tenta solidificar um modelo capaz de recolocar o clube entre as principais forças do futebol europeu e inglês. O treinador confia que os ajustes feitos ao longo do último ano tendem a gerar frutos mais claros, desde que haja continuidade e contratações alinhadas ao seu estilo.

Entre esperança e incerteza, o futuro de Amorim permanece sob avaliação constante. A evolução é real, mas a cobrança por resultados expressivos cresce. A temporada seguinte poderá consolidar sua visão ou reacender, em definitivo, as dúvidas que ainda cercam o projeto.

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Amorim tenta reposicionar o Manchester United na luta pelo título da Premier League 2025/26

Depois de um período marcado por críticas e instabilidade, Rúben Amorim trabalha para transformar o Manchester United em um candidato legítimo ao título da Premier League 2025/26. O técnico português, que enfrentou desconfiança após uma primeira temporada irregular e um início complicado na atual campanha, aposta na consolidação de sua estrutura tática e no amadurecimento do elenco para devolver ao clube seu status de protagonista.

O plano de Amorim se baseia principalmente na estabilização do sistema com três zagueiros — formação que, embora criticada inicialmente, começou a gerar resultados mais consistentes. O United aumentou seu volume ofensivo, melhorou indicadores como o non-penalty xG e passou a competir melhor sem a bola, ajustando o bloco defensivo para diminuir os espaços concedidos, um problema crônico do ano anterior.

Outro pilar da reconstrução é a evolução dos jovens. Jogadores de peso como Bruno Fernandes, Matheus Cunha e Casemiro assumiram funções centrais, tornando o time mais dinâmico e menos previsível. A diretoria, alinhada ao treinador, trabalha para reforçar setores-chave e oferecer um elenco mais equilibrado para a disputa do título.

Além disso, a consistência emocional se tornou um foco de Amorim. Em várias partidas recentes, o United mostrou capacidade de buscar resultados nos minutos finais, algo que a comissão técnica considera sinal de maturidade competitiva. A meta é transformar essas viradas em controle prolongado ao longo dos jogos — algo essencial para quem almeja o topo da Premier League.

O calendário também deve contribuir. Após enfrentar diversas equipes de alto nível nas rodadas iniciais, o United terá um caminho teoricamente mais acessível para acumular pontos e construir uma sequência positiva, elemento fundamental para qualquer postulante ao título.

Mas as dúvidas persistem. Parte da torcida continua desconfiada diante da irregularidade defensiva, e analistas apontam que o crescimento recente precisa ser confirmado contra adversários diretos. Amorim, porém, demonstra convicção: acredita que o período mais turbulento da transição ficou para trás e que o United está pronto para dar o salto competitivo que não ocorreu na última temporada.

Com ajustes táticos mais sólidos, jovens evoluindo e suporte institucional, Amorim tenta converter sinais de progresso em conquistas reais. A missão é clara: recolocar o Manchester United na briga pelo título inglês. A temporada 2025/26 será o grande teste de sua capacidade de transformar ideias em resultados.

(Foto: Getty Images)