Argentina volta a campo neste sábado com um objetivo claro: garantir vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026 e seguir firme na defesa do título conquistado quatro anos atrás. Pela frente estará uma Suíça embalada por uma campanha consistente, mas que sabe exatamente qual é o maior obstáculo para continuar fazendo história no Mundial. O nome dele é Lionel Messi.
Aos 39 anos, o camisa 10 argentino segue desafiando qualquer lógica sobre longevidade no futebol. Com oito gols em cinco partidas, Messi vive uma das melhores Copas do Mundo de sua carreira e lidera a corrida pela Chuteira de Ouro. Mais do que isso, ele continua sendo o coração da Argentina dentro e fora de campo, assumindo o protagonismo sempre que a equipe precisa.
Do lado suíço, a estratégia não é esconder a dificuldade da missão. Jogadores e comissão técnica admitem que encontrar uma maneira de parar o maior jogador da história do país vizinho talvez seja impossível. Ainda assim, acreditam que organização tática e disciplina coletiva podem equilibrar um confronto que promete ser um dos mais aguardados das quartas de final.
Argentina chega embalada após mata-matas emocionantes
A caminhada da Argentina até aqui esteve longe de ser tranquila. A atual campeã mundial precisou superar enormes desafios nas fases eliminatórias e mostrou poder de reação em momentos decisivos.
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Nas oitavas de final, contra o Egito, a equipe viveu uma verdadeira montanha-russa de emoções. Messi desperdiçou um pênalti ainda no primeiro tempo e chegou a preocupar os torcedores argentinos. No entanto, como acontece tantas vezes em sua carreira, o camisa 10 apareceu quando mais importava.
Primeiro, deu a assistência para Cristian Romero diminuir o placar aos 79 minutos. Pouco depois, marcou o gol de empate e abriu caminho para Enzo Fernández completar a virada nos acréscimos, garantindo a vitória por 3 a 2.
Após o apito final, as lágrimas de Messi simbolizaram muito mais do que uma simples classificação. Elas mostraram o peso que cada partida representa para um jogador que sabe estar disputando uma das últimas Copas do Mundo da carreira.
Antes disso, a Argentina também sofreu para eliminar Cabo Verde na fase anterior, precisando reagir para evitar uma surpreendente disputa por pênaltis.
Os dois confrontos reforçaram uma característica da equipe comandada por Lionel Scaloni: a capacidade de nunca desistir.
Suíça sabe que parar Messi exige um trabalho coletivo
A principal pergunta feita ao técnico Murat Yakin antes do confronto foi inevitável.
Como parar Lionel Messi?
O treinador suíço respondeu sorrindo, afirmando que essa era uma pergunta bastante difícil, mas garantiu que sua equipe possui algumas ideias para tentar diminuir o impacto do craque argentino.
Segundo Yakin, o segredo será atuar como um bloco compacto, pressionar alto sempre que possível e manter organização durante toda a partida.
A mesma linha de pensamento foi seguida pelo capitão Granit Xhaka.
Experiente e acostumado a enfrentar grandes jogadores ao longo da carreira, o meio-campista reconheceu que talvez seja impossível impedir Messi de jogar durante os 90 minutos.
Por isso, acredita que a Suíça precisa controlar os espaços, manter a posse de bola sempre que possível e evitar que o argentino receba em condições favoráveis para acelerar o jogo.
A ideia não é marcar Messi individualmente, mas reduzir ao máximo sua influência coletiva.
Xhaka busca revanche após duelo de 2014
O confronto também carrega um ingrediente emocional para Granit Xhaka.
Esta será a primeira vez que Suíça e Argentina voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo desde as oitavas de final disputadas no Brasil, em 2014.
Na ocasião, os suíços fizeram uma grande partida, resistiram durante praticamente todo o jogo, mas acabaram eliminados na prorrogação.
O único gol saiu aos 118 minutos, quando Ángel Di María aproveitou assistência justamente de Lionel Messi para garantir a classificação argentina.
Xhaka lembra daquele duelo com certa frustração.
Segundo o capitão, a Suíça teve oportunidades para vencer e acredita que aquela eliminação poderia ter sido evitada.
Agora, doze anos depois, ele acredita que o cenário mudou.
Na visão do volante, o futebol suíço evoluiu bastante, a seleção ganhou uma nova mentalidade e a atual geração chega muito mais preparada para enfrentar uma potência mundial.
Campanha suíça inspira confiança
A confiança da Suíça não surge apenas do discurso.
A equipe chega invicta às quartas de final, acumulando quatro vitórias e um empate na competição.
Nas oitavas de final, eliminou a Colômbia após uma longa disputa por pênaltis, mostrando equilíbrio emocional em um dos momentos mais tensos da Copa.
Além disso, o elenco demonstra bastante entrosamento e apresenta um sistema defensivo consistente, fator considerado essencial para enfrentar uma Argentina que vive grande fase ofensiva.
Mesmo reconhecendo o favoritismo adversário, os suíços acreditam que podem transformar o confronto em uma partida equilibrada.
Argentina sabe que favoritismo não garante classificação
Embora entre em campo apontada como favorita, a Argentina chega consciente de que qualquer descuido pode custar caro.
As dificuldades enfrentadas diante de Cabo Verde e Egito serviram como alerta para um elenco que conhece perfeitamente o nível de exigência das fases finais de uma Copa do Mundo.
Ao mesmo tempo, o time encontra em Messi sua principal fonte de confiança.
Mesmo perto dos 40 anos, o camisa 10 continua decidindo partidas importantes com a naturalidade de quem construiu uma carreira acostumada aos grandes momentos.
A combinação entre experiência, talento e liderança faz do argentino um dos jogadores mais influentes do torneio.
Não por acaso, segue firme na disputa pela artilharia da competição.
Sonho suíço encontra maior desafio possível
A Suíça tenta alcançar um feito que não consegue há mais de sete décadas.
A seleção não disputa uma semifinal de Copa do Mundo e encara este confronto como uma oportunidade histórica para mudar esse cenário.
Curiosamente, sua última participação nas quartas aconteceu em 1954, quando sediou o torneio e acabou derrotada pela Áustria em um histórico jogo que terminou 7 a 5, até hoje o confronto com mais gols marcados em uma única partida de Mundial.
Agora, a missão parece igualmente complicada.
Do outro lado está uma Argentina acostumada a disputar decisões e liderada por um Lionel Messi que segue reescrevendo sua própria história.
Ainda assim, Xhaka deixou claro que sua equipe não pretende apenas participar da festa.
Segundo o capitão, sonhos podem se tornar realidade quando há trabalho, entrega e coragem para superar os próprios limites.
A Argentina, obviamente, pensa diferente. Embalada pelo talento de Messi e pela confiança de quem continua encontrando soluções mesmo nas situações mais difíceis, a atual campeã mundial sabe que está a apenas duas vitórias de voltar à decisão da Copa do Mundo.
Se depender do camisa 10, a caminhada rumo ao bicampeonato consecutivo está longe de terminar. Mas, para isso, os argentinos precisarão superar uma Suíça organizada, confiante e disposta a fazer de tudo para provar que, por mais impossível que pareça, até Lionel Messi pode ser contido por uma noite.
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