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Copa do Mundo

Argentina supera a Suíça em jogo dramático e avança à semifinal da Copa

A Argentina está nas semifinais da Copa do Mundo após derrotar a Suíça por 3 a 1, na prorrogação, em um confronto que exigiu paciência e persistência da atual campeã mundial. Depois de abrir o placar ainda no primeiro tempo, a equipe de Lionel Scaloni viu os suíços crescerem na partida, buscarem o empate e levarem a decisão para o tempo extra, mesmo atuando com um jogador a menos durante boa parte da etapa final. Somente na prorrogação, com uma postura totalmente ofensiva, os argentinos encontraram os gols da classificação e agora terão pela frente a Inglaterra em um dos confrontos mais aguardados da competição.

Com assistência de Messi, Mac Allister coloca a Argentina em vantagem

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Foto: FIFA

A Argentina encontrou dificuldades maiores do que o esperado nos primeiros minutos diante da Suíça. Ao contrário da postura mais defensiva que muitos imaginavam, a seleção suíça iniciou a partida pressionando a saída de bola adversária, adiantando suas linhas e buscando recuperar a posse ainda no campo de ataque. A estratégia surpreendeu e dificultou a construção das primeiras jogadas da equipe de Lionel Scaloni.

Mesmo com a pressão suíça, a Argentina mostrou como faz diferençar ter Lionel Messi em campo. Aos 10 minutos, o camisa 10 cobrou escanteio na primeira trave e encontrou Mac Allister, que se antecipou à marcação e cabeceou firme para abrir o placar. Em uma das primeiras oportunidades criadas pelos argentinos, a qualidade da bola parada foi suficiente para colocar os atuais campeões do mundo em vantagem.

Depois do gol, a partida ganhou outro roteiro. A Suíça passou a controlar a posse de bola e terminou a primeira etapa com 57% de posse, mas encontrou dificuldades para transformar esse domínio em chances claras. Foram apenas três finalizações, nenhuma delas capaz de levar perigo real ao gol defendido pela Argentina.

Já a equipe argentina reduziu o ritmo após abrir o placar. Com a vantagem construída cedo, os comandados de Scaloni administraram o resultado, mas pouco produziram ofensivamente. Mesmo encontrando espaços para contra-atacar, a seleção desperdiçou oportunidades de acelerar o jogo e permitiu que a Suíça permanecesse mais tempo com a bola.

Os minutos finais do primeiro tempo foram marcados por uma partida mais truncada. O número de faltas aumentou, assim como as reclamações de ambos os lados em relação à arbitragem. A Argentina cometeu sete faltas, enquanto a Suíça fez 12, evidenciando o equilíbrio físico da disputa. Sem novas oportunidades de destaque, o primeiro tempo terminou com vitória parcial da Argentina por 1 a 0.

Suíça domina, busca o empate e vê expulsão de Embolo mudar o jogo

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Foto: FIFA

Assim como aconteceu no início da partida, a Suíça voltou do intervalo mostrando mais intensidade do que a Argentina. A equipe europeia pressionava alto, ocupava melhor os espaços e demonstrava superioridade física, dificultando novamente a saída de bola dos argentinos e controlando as ações do confronto.

A postura agressiva dos suíços se refletiu nas estatísticas. Até os 20 minutos da segunda etapa, a Suíça havia finalizado cinco vezes, enquanto a Argentina ainda não tinha conseguido sequer chutar ao gol. A pressão aumentava a cada minuto e deixava a sensação de que o empate era apenas questão de tempo.

Aos 64 minutos, a seleção suíça chegou muito perto de igualar o placar. Após cruzamento para a área, Ndoye apareceu para cabecear com perigo, mas Emiliano Martínez fez grande defesa e evitou o gol.

Três minutos depois, o goleiro argentino não conseguiu impedir o empate. Ndoye iniciou a jogada pelo lado esquerdo, tabelou com Ricardo Rodríguez e recebeu a devolução já dentro da área. Cara a cara com Dibu Martínez, o atacante finalizou com categoria para tirar do goleiro e deixar tudo igual aos 67 minutos.

O momento era completamente favorável à Suíça, que parecia mais próxima da virada do que de sofrer um novo gol. No entanto, aos 69 minutos, Embolo protagonizou um lance que mudou completamente o rumo da partida. O atacante tentou cavar uma falta de Leandro Paredes mas após revisão do VAR, a arbitragem identificou a simulação. Como já havia sido advertido anteriormente, Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso. O suíço deixou o gramado chorando, consciente do peso que sua expulsão poderia ter para a equipe.

Com um jogador a mais, a Argentina finalmente assumiu o controle da posse de bola e passou a pressionar em busca do segundo gol. Apesar do domínio territorial, a equipe de Lionel Scaloni ainda encontrava dificuldades para transformar a superioridade numérica em uma atuação convincente diante de uma Suíça bem fechada defensivamente.

A melhor oportunidade argentina nasceu em um grande passe de Leandro Paredes para Lionel Messi. O camisa 10 infiltrou nas costas da defesa e apareceu livre dentro da área, mas tentou encobrir Kobel que evitou o gol. No lance, a impressão inicial era de que Messi havia diminuído a intensidade da jogada por acreditar estar impedido. No entanto, a repetição mostrou que o argentino estava em posição legal e desperdiçou uma das melhores chances da partida.

A pressão aumentou nos minutos finais. Alexis Mac Allister apareceu livre para cabecear, mas mandou para fora. Messi também tentou surpreender com finalizações de média distância, sem sucesso. Já nos acréscimos, aos 98 minutos, o camisa 10 cobrou escanteio na medida para Lisandro Martínez, que acertou um belo voleio e obrigou Kobel a fazer grande defesa.

Mesmo pressionando durante praticamente toda a reta final da partida, a Argentina não conseguiu transformar o domínio em gol. A Suíça resistiu com um jogador a menos e segurou o empate em 1 a 1, levando a decisão para a prorrogação.

Julián Álvarez brilha, e Argentina elimina a Suíça na prorrogação

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Foto: FIFA

A superioridade numérica finalmente começou a surtir efeito na prorrogação. A Argentina manteve o controle da posse de bola e passou a pressionar a defesa suíça de forma constante, criando muito mais oportunidades do que havia produzido durante todo o tempo regulamentar. A diferença de intensidade ficou evidente nos números: apenas nos primeiros 15 minutos da prorrogação, os argentinos finalizaram oito vezes, praticamente igualando as nove finalizações registradas ao longo dos 90 minutos.

Mesmo acumulando chances, a equipe de Lionel Scaloni encontrou dificuldades para transformar o domínio em gols. A Suíça seguiu fechada, tentando levar a decisão para os pênaltis, enquanto Gregor Kobel continuava sendo um dos principais destaques da partida.

Na segunda etapa da prorrogação, Scaloni fez uma mudança ousada ao substituir Leandro Paredes por Flaco López, deixando a Argentina praticamente sem meio-campistas e apostando em uma formação extremamente ofensiva. A alteração deu resultado.

Foi justamente Flaco López quem participou da jogada decisiva. Recebendo pela esquerda, o atacante encontrou Julián Álvarez na entrada da área. O camisa 9 dominou com tranquilidade, ajeitou para a perna direita e acertou um belo chute no ângulo direito de Kobel, que não teve qualquer chance de defesa. O gol premiou a insistência argentina após mais de meia hora de pressão contra uma Suíça que resistia com um jogador a menos.

Já nos minutos finais, com os suíços completamente expostos em busca do empate, a Argentina aproveitou os espaços para liquidar a classificação. Em um rápido contra-ataque, Thiago Almada finalizou para boa defesa de Kobel. No rebote, Lautaro Martínez apareceu bem posicionado para empurrar a bola para o fundo das redes e decretar a vitória argentina por 3 a 1.

Com o triunfo, a Argentina garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo, onde terá pela frente a Inglaterra em mais um capítulo de um dos confrontos mais tradicionais da história do futebol mundial.

(Foto de capa: FIFA)

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Kaique