Argentina, 2022, Copa do Mundo
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Argentina: Veja 7 desafios que os atuais campeões do mundo enfrentarão na Copa

A Argentina chega para a Copa do Mundo da FIFA de 2026 como uma das principais favoritas a levantar a taça, também pelo fato de ser a atual campeã da competição. Desde que conquistou o troféu no Qatar em 2022, a equipe treinada por Lionel Scaloni manteve um nível constante de atuação.

A Argentina foi campeã da Copa América de 2024, disputada nos Estados Unidos, venceu a Finalíssima de 2024 e encerrou as eliminatórias sul-americanas como a líder do torneio. Mesmo assim, algumas questões capitais cercam a Albiceleste antes do início da Copa. Então, confira sete pontos cruciais da Argentina para a Copa do Mundo.

Falta de amistosos contra adversários de alto nível

A primeira preocupação sobre a Albiceleste é em relação aos adversários que enfrentou neste ciclo da Copa do Mundo. Com a exceção da Copa América e da Finalíssima, os atuais campeões do mundo realizaram poucos enfrentamentos contra potentes seleções europeias ou equipes internacionais em evolução, como o Marrocos ou o Japão.

Ainda que tenha surgido um padrão semelhante antes da vitoriosa campanha na Copa do Mundo de 2022, desta vez, a Argentina jogou contra seleções completamente inferiores, como Porto Rico, Zâmbia e Mauritânia, amistosos que proporcionaram pouco teste e uma visão limitada do rendimento contra adversários de alto nível.

A preocupação com o físico dos seus principais jogadores

A condição física de diversos jogadores importantes da Argentina está em xeque a poucos dias do começo do torneio. Membros importantes para a conquista da Copa do Mundo de 2022, como o goleiro Dibu Martínez, o zagueiro Cristian Romero e o volante Leandro Paredes, lidaram com problemas de lesões ao longo das fases finais da temporada com seus respectivos clubes.

Em torneios como a Copa do Mundo, a capacidade da Argentina de gerenciar a carga de trabalho pode ser fatal. Então, muitas vezes depende da disponibilidade do elenco.

O impacto da MLS nas atuações de Messi e De Paul

Também existe uma dúvida sobre a qualidade de futebol apresentada por Lionel Messi e Rodrigo De Paul no Inter Miami. Porque são dois atletas que deixaram o competitivo ambiente europeu para atuar na Major League Soccer. Embora a competição tenha crescido em qualidade e prestígio, a MLS ainda é executada em um nível de intensidade diferente em comparação com as principais ligas europeias.

Esta diferença é perceptível nas métricas de desempenho, criadas pela empresa de tecnologia esportiva Opta. Durante a última temporada de Messi pelo Paris Saint-Germain, o clube francês ocupava o quinto lugar no ranking de poder da Opta. Já em junho de 2026, o Inter Miami está na 89ª posição do mesmo ranking.

O desempenho de Messi sugere que ele mantém o rendimento individual de elite, ao ter 19 participações em gols (12 gols e sete assistências) em 14 partidas disputadas pela MLS nesta temporada e obter 58 participações em gols (35 gols e 23 assistências) em 34 jogos na temporada 2024/25. Entretanto, a Copa do Mundo indicará como será este domínio contra adversários mais fortes internacionalmente.

O gerenciamento da carga de trabalho de Lionel Messi

De acordo com dados da Opta Vision, Lionel Messi deu uma média de 13 sprints por 90 minutos ao longo da Copa América de 2024. Este número simboliza um crescimento significativo em relação aos seus números adquiridos na Copa do Mundo de 2022, bem como às médias recentes na Major League Soccer.

O aumento da exigência física pode ter cobrado o preço, visto que ele sofreu uma lesão na final da Copa América e teve que sair do campo sob lágrimas. No entanto, a Argentina garantiu o título e demonstrou a capacidade de vencer mesmo com a ausência do seu maior astro.

A manutenção do comando de Lionel Scaloni.

Os atletas convocados por Lionel Scaloni refletem a continuidade que tem sido uma característica na sua gestão. Jogadores fundamentais neste ciclo, mas que não puderam viajar para o Qatar graças às lesões sofridas, como Giovanni Lo Celso e Nicolás González, seguem sendo atletas importantes do plantel.

Em relação ao elenco vencedor da Copa do Mundo de 2022, as grandes baixas são Ángel Di María, aposentado da seleção da Argentina depois da Copa América de 2024, e Marcus Acuña. Por conta disso, o treinador optou por Nicolás Medina, cuja capacidade de jogar como lateral ou zagueiro oferece maior flexibilidade tática.

Possíveis jogadores Argentina que podem ser destaques

Uma das principais qualidades de Scaloni é a disposição em confiar em atletas promissores. Durante a última Copa do Mundo, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister entraram na competição com limitada experiência internacional e foram peças-chave para a conquista da Argentina.

Jogadores como Valentín Barco, Giuliano Simeone e Nico Paz podem servir de referências para estes perfis na Copa do Mundo do México, Estados Unidos e Canadá.

Os modelos de previsão devem permanecer cautelosos

Mesmo com o vitorioso período nos últimos anos, a Argentina não é vista como favorita por boa parte dos modelos preditivos para ganhar a Copa do Mundo de 2026, incluindo as projeções do supercomputador Opta.

Um segmento desta cautela decorre da limitada amostra de amistosos contra seleções de mesmo nível. O adiamento indeterminado da polêmica revanche da Finalissima contra a Espanha resultou em uma redução das chances de avaliação dos confrontos da Argentina contra seleções potentes da Europa.

Outro motivo é a faixa etária do elenco. Diversos jogadores importantes da Copa do Mundo do Qatar de 2022 estão entrando na reta final de suas carreiras profissionais. Ainda assim, pode ter uma vantagem em chegar logo abaixo dos favoritos do torneio.

A Argentina se beneficiou de uma semelhante dinâmica do Qatar e ganhou impulso gradual no decorrer da competição. Com o final do peso de 28 anos sem títulos e com um elenco resiliente sob pressão, a equipe de Lionel Scaloni parece bem localizada para fazer uma bela campanha na Copa.

No entanto, resta saber se conseguirá defender o título com êxito. O correto a afirmar é que um time que passou os últimos quatro anos provando que os demais estavam errados não pode ser subestimado.

Créditos da imagem da capa: Hannah Mckay/REUTERS