Na noite desta quarta-feira, 29, em mais uma rodada da Libertadores, Flamengo e Estudiantes empataram em 1 a 1 em La Plata, na Argentina. O jogo foi marcado por confusões, gols perdidos e goleiros brilhando nos minutos finais.
Não foi um jogo fácil para o Flamengo. O time perdeu Arrascaeta nos primeiros minutos da partida, com possível lesão no ombro. O time carioca ficou na defensiva durante boa parte do jogo, explorando os contra-ataques sempre que podia. Foi dessa forma que a equipe mais levou perigo no jogo.
Do outro lado, o Estudiantes teve seus momentos no primeiro tempo, porém foi muito melhor no segundo. O clube argentino soube explorar as fraquezas da marcação do Flamengo em todo o confronto. A limitação técnica, no entanto, faltou mais alto e muitas chances foram desperdiçadas.
No final das contas, o empate pareceu o melhor resultado. Apesar disso, méritos para as atuações dos dois goleiros, Rossi e Moslera. Ambos fizeram grandes defesas durante o jogo, especialmente nos minutos finais. O placar seria maior se não por eles.

O Estudiantes começou com tudo, tentando explorar o fato do Flamengo iniciar mal alguns jogos. Uma pressão começou assim que a partida iniciou, mas não demorou muito. O Flamengo precisou de alguns minutos para se achar no duelo e escapar da pressão inicial.
Os 10 minutos iniciais foram do Estudiantes. O time teve mais posse de bola, porém não criou poucas oportunidades claras de gol (quase nenhuma). Do outro lado, o time brasileiro não chegava tanto ao ataque, porém conseguia ser mais perigoso ao achar espaços abertos na marcação da equipe argentina.
Quando as duas equipes ainda estavam bem longe do gol, o Flamengo sofreu uma perda pesada. Arrascaeta foi substituído após sentir o ombro ao cair no chão. Carrascal entrou em campo.
Carrascal se encaixou bem na partida. Ele ajudou o Rubro-Negro a chegar com mais perigo em alguns momentos. Mesmo com certo domínio do Flamengo, a partida estava bem aberta. Mas logo o time brasileiro transformou posse em gol.
Em jogada trabalhada de pé para pé, Bruno Henrique invadiu a área e serviu Luiz Araújo, que só teve o trabalho de empurrar para o gol. O melhor time em campo abriu o placar.
Depois, o Estudiantes lembrou que é um time argentino e fez o esperado: “catimba”. Reclamação, pressão no juiz e entradas duras marcaram o restante do primeiro tempo. E o Flamengo se saiu muito bem contra isso.
O Estudiantes usou a mesma estratégia do início do primeiro tempo no segundo. E o time argentino teve seu melhor momebto ofensivo na partida. Enquanto o Flamengo se defendia, o Estudiantes quase marcou duas vezes. Os mandantes tinham muito mais facilidade para encontrar os espaços na defesa da equipe brasileira.
O Flamengo demorou um pouco para explorar os contra-ataques. Bruno Henrique ficou sozinho para ampliar, mas Muslera fez duas grandes defesas em sequência. E o Estudiantes aproveitou para empatar, com Carrillo.
Não demorou muito para a confusão reinar na partida. Bate-boca e empurra-empurra resultaram nas expulsões dos dois treinadores. Mais polêmicas aconteceram com o decorrer do segundo tempo, e o jogo ficou ainda mais aberto.
Os minutos finais foram dos goleiros. Rossi e Muslera brilharam na reta final da segunda etapa. Cada um fez duas grandes defesas para evitar que o placar mudasse nos acréscimos.
Final: Estudiantes 1 x 1 Flamengo
(Foto principal: JUAN MABROMATA)