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Arsenal de Arteta pode resgatar orgulho inglês na Champions

O Arsenal teve uma verdadeira atuação de gala contra o Real Madrid pelas quartas de final da Champions League. Apesar do placar em casa, a classificação ainda não está garantida, já que os Gunners precisam voltar a repetir a grande atuação, só que desta vez no Santiago Bernabéu, palco de diversas viradas do Real Madrid na competição nos últimos anos. A classificação para as semifinais da Champions está mais perto do que nunca, mas o trabalho ainda não está feito.

Apesar de enfrentar o atual campeão da Champions – um time que parece ter um “pacto” com a competição -, o Arsenal tem a importante missão nas mãos. Além de ir atrás do seu primeiro título de Champions, os Gunners precisam mostrar que o orgulho inglês ainda vive no futebol.

Mikel Arteta, treinador do Arsenal (Foto: Getty Images)
Mikel Arteta, treinador do Arsenal (Foto: Getty Images)

Futebol é o principal foco

Sem ligação com bilionário russo ou ao dinheiro do Oriente Médio, o Arsenal é um projeto voltado para o futebol e apenas ele. Com um “toque” brasileiro de Edu Gaspar (hoje dirigente do Nottingham Forest), os Gunners buscaram seu talento em negociações inteligentes e sempre buscando jovens em suas categorias de base.

O Arsenal não comete as mesmas infrações econômicas que alguns clubes da Europa, até porque não é uma equipe considerada “gastadora” no mercado. Nos últimos, por sinal, todas as vezes que o time abria os cofres por apenas um jogador, geralmente não acabava bem, como foi o caso de Nicolas Pepe. A contratação de Declan Rice é uma das poucas em que o Arsenal realmente gastou dinheiro e teve retorno em campo.

Desde a chegada de Mikel Arteta, foram vários anos para montar o atual elenco. De polêmicas com jogadores, como foi o caso da saída de Pierre-Emerick Aubameyang, às contratações de jogadores desconhecidos, como Gabriel Martinelli (que nem o torcedor brasileiro conhecia). Além disso, o trabalho nas categorias de base sempre se destacou. O foco em dar segundas chances a alguns atletas, como foi com Martin Odegaard (nunca teve chance no Real Madrid), se provou a correta, também.

O projeto do Arsenal nos últimos anos fez com que a equipe saísse da situação ruim que a equipe passava na base do futebol, sem envolver fundos monetários de outras partes do mundo e sem contratações exageradas ou “rios de dinheiro” em investimento. Demorou mas os Gunners voltaram a ser relevantes no futebol mundial, e tudo por meio do futebol.

Declan Rice e Bukayo Saka (Foto: Getty Images)
Declan Rice e Bukayo Saka (Foto: Getty Images)

Ingleses são destaques em elenco internacional

A globalização é um fato em 2025, e no futebol não é diferente. Os principais clubes do mundo são uma verdadeira mistura de diversos jogadores de diferentes nacionalidades. No Arsenal o mesmo acontece, contudo, alguns nomes ingleses são destaques no atual elenco.

No time principal do Arsenal, Declan Rice, Bukayo Saka e Lewis-Skelly são os ingleses que se destacam. Ben White também era nome fundamental no esquema de Arteta, mas o zagueiro que se tornou lateral está retornando de uma lesão que o tirou por bastante dos campos.

O Arsenal se destaca no quesito “Inglaterra”. Rice é um dos principais meio-campista do mundo e também da seleção inglesa, o mesmo para Saka, que é um dos melhores pontas em atividade e destaque da Inglaterra. Lewis-Skelly é considerado um “diamante” que está sendo lapidado pelos Gunners, sendo o lateral principal do Arsenal e da Inglaterra para os próximos anos.

Time do Arsenal (Foto: Justin Setterfield/Getty Images)
Time do Arsenal (Foto: Justin Setterfield/Getty Images)

Chance de história para o Arsenal

Além de trazer de volta o orgulho inglês na Champions League, o Arsenal tem a chance de fazer história. A equipe nunca conquistou o título da competição. Chegou perto ao enfrentar o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho há alguns anos, mas nem mesmo Thierry Henry no seu auge foi capaz de conquistar o título para os Gunners.

Mesmo que ainda esteja na fase de quartas de final, eliminar o atual campeão da competição é algo que faz do Arsenal um dos favoritos ao título. Vencer o Real Madrid na Champions League é um mérito difícil de conseguir, ainda mais nas fase de mata-mata.

O Arsenal mostrou que é capaz de almejar muito mais na Champions League, além de ter se recolocado no mapa do futebol mundial novamente. E esse é o orgulho inglês que estava em falta há muitos anos.

(Foto principal: Dylan Martinez/Reuters)