O Arsenal está de olho em mais um talento promissor para o futuro. Segundo a imprensa alemã, os olheiros do Arsenal estão monitorando de perto Kennet Eichhorn, meio-campista de apenas 16 anos que vem chamando atenção com atuações impressionantes pelo Hertha BSC. O jovem, apelidado de “Baby Zubimendi”, tem sido uma das maiores revelações da 2. Bundesliga nesta temporada.
Eichhorn já era apontado como uma grande promessa há alguns anos, mas o que vem fazendo em 2025 tem surpreendido até os mais otimistas. Promovido ao time principal ainda no verão europeu, o garoto sequer pôde participar da pré-temporada por ainda não ter completado 16 anos. Mesmo assim, convenceu o técnico Stefan Leitl e ganhou sua estreia oficial em agosto, atuando por menos de 70 minutos nos dois primeiros jogos.
Pouco tempo depois, veio a grande chance: titular contra o então líder Hannover, o meia brilhou na vitória por 3 a 0 — resultado considerado uma zebra na Alemanha. Desde então, ele se firmou no elenco principal, acumulando seis partidas como titular (cinco pela liga e uma pela DFB-Pokal) e sendo peça-chave na recuperação do Hertha, que tenta voltar à elite do futebol alemão.
Talento precoce e personalidade de veterano
O Hertha BSC teve que lutar para manter o garoto em Berlim no último verão. Vários clubes da Bundesliga tentaram tirá-lo, mas o clube conseguiu convencê-lo a ficar ao prometer um plano claro de crescimento e oportunidades no time principal. A aposta deu resultado — e rápido.
Nos últimos dois anos, Eichhorn se preparou fisicamente para o salto profissional. Mesmo ainda adolescente, já mostra força para competir com jogadores 10 ou 20 anos mais velhos. O volante impressiona pela maturidade em campo: tem controle de bola, visão de jogo e uma capacidade notável de ditar o ritmo das partidas. Além disso, não foge dos duelos físicos, mostrando um perfil combativo que lembra jogadores mais experientes.
O técnico Stefan Leitl é um dos maiores entusiastas do garoto. “Não me importo se ele tem 16 ou 17 anos. Ele é um talento enorme”, disse o treinador logo após dar a estreia ao jovem. Depois da primeira partida como titular, Leitl foi ainda mais direto: “Vamos ser sinceros, ele tem 16 anos, jogou diante de 50 mil pessoas contra um dos melhores times da liga e, pra mim, foi o melhor em campo — de longe.”
O novo “Baby Zubimendi” desperta cobiça do Arsenal
Eichhorn tem sido comparado a Toni Kroos pela classe e precisão nos passes, mas seu estilo de jogo se aproxima mais de Martín Zubimendi, volante da Real Sociedad e alvo recente do Arsenal. Assim, o apelido “Baby Zubimendi” pegou entre os torcedores e analistas alemães.
De acordo com o jornal BILD, o Arsenal e outros gigantes da Premier League estão acompanhando atentamente sua evolução. Mesmo que o jovem só possa se transferir para a Inglaterra após completar 18 anos, em julho de 2027, os clubes já estudam uma movimentação antecipada. Atualmente, seu valor de mercado gira em torno de 20 milhões de euros — quantia considerada uma pechincha para o potencial que ele demonstra.
A tendência é que esse valor dispare nos próximos meses, à medida que Eichhorn ganha mais minutos e continua a impressionar. Por isso, garantir prioridade em uma futura negociação pode ser uma jogada estratégica para quem busca talentos a longo prazo.
O futuro brilhante de uma joia alemã
A ascensão meteórica de Kennet Eichhorn é mais um exemplo da força das categorias de base na Alemanha. Mesmo com a pouca idade, ele já se mostra um jogador completo: técnico, tático e com personalidade para comandar o meio-campo. O Hertha tenta protegê-lo de uma exposição excessiva, poupando o garoto de alguns jogos, mas o impacto dele é tão grande que se torna quase impossível deixá-lo fora do time.
Se seguir evoluindo nesse ritmo, o jovem pode se tornar uma das grandes figuras do futebol europeu na próxima década. E com o Arsenal já de olho, é provável que seu nome se torne ainda mais falado nas próximas janelas de transferência.
O “Baby Zubimendi” ainda tem um longo caminho pela frente, mas tudo indica que o mundo do futebol está prestes a ganhar mais uma estrela nascida na Alemanha — e o Hertha BSC pode colher os frutos de ter acreditado cedo em um talento fora de série.