Aryna Sabalenka (1ª) chama a atenção por muitos motivos. Fora de quadra, e algumas vezes até dentro, é carismática e divertida. Jogando, mostra seu lado agressivo, que usa a força para definir os pontos contra as adversárias. No entanto, depois de algum tempo com o seu estilo sendo resumido a isso, tem evoluído cada vez mais em quadra.
Neste sábado (3), se tornou tricampeã do Madrid Open, após derrotar Coco Gauff (4ª). Como a americana falou em seu discurso depois do duelo, Sabalenka está “sempre indo bem”. Mostrando um domínio grande no Circuito da WTA, tem seis finais em 2025, com três títulos conquistados.
Contando os últimos nove meses, foi campeã em Cincinnati, US Open, Wuhan, Brisbane, Miami e agora Madrid. Na atualização do ranking da WTA, a bielorrussa terá 11.118 pontos. Essa é apenas a terceira vez que uma tenista alcança essa marca no tênis feminino. Iga Swiatek (2ª) e Serena Williams foram as únicas a passar de 11 mil pontos no passado.
O que explica o domínio de Aryna Sabalenka?
Não é de hoje que Aryna Sabalenka tem um alto nível de tênis. Mas, com o tempo, a tenista foi se aperfeiçoando ainda mais. A bielorrussa sempre teve um estilo de jogo agressivo, buscando dominar os pontos e deixar as adversárias desconfortáveis em quadra.
Uma mudança aparente começou em 2023. No ano anterior, Sabalenka foi a tenista com mais duplas faltas na temporada: 428. Ela terminou com 139 a mais que a segunda. Trabalhando no primeiro e no segundo serviço, começou a mostra uma evolução no fundamento.
Hoje, Aryna ainda lida com problemas aqui e ali no seu saque. No entanto, é algo que também usa como uma incrível arma durante uma partida. Nessa temporada, tem o melhor saque, segundo as estatísticas do site oficial da WTA e venceu 77% dos games de serviço. Além disso, é a 9ª com mais aces, 99 em 30 jogos.
Mas, o mais importante após o ‘trauma’ de 2022: cometeu apenas 39 duplas faltas até aqui. Dentro do top 10 do ranking mundial, é a 9ª com menos duplas faltas, atrás apenas de Jasmine Paolini (6ª), que tem 38. A melhora a permitiu elevar seu nível, já que os erros no serviço costumam abalar a confiança.
Outra evolução que teve ao longo dos anos é que Sabalenka aprendeu a variar ainda mais os seus golpes. Atualmente, não fica apenas na pancadaria, como já fez antes. A líder do ranking passou a fazer mais drop shots (ou deixadinha em português) e a subir mais na rede. Melhorando seu nível, deixou de jogar apenas da linha de fundo.
Momentos de pressão
Algo que tem chamado a atenção é como Aryna Sabalenka cresce nos momentos de pressão. Nas disputas em Madrid, a tenista teve alguns momentos em que esteve perto de ser quebrada, por exemplo. E foi neles que sacou melhor, garantindo o ponto e impedindo a quebra.
Nas quartas de final, contra Marta Kostyuk (36ª), precisou salvar 13 break points. Até mesmo na final, com Gauff, a bielorrussa voltou a mostrar isso. O segundo set foi para o tie break e Sabalenka cresceu, vencendo por 7 a 3 após deixar a oponente empatar em 3 a 3. Após o susto do empate, dominou até garantir a vitória.
A confiança que Aryna tem apresentado em quadra é outro fator importante para esses momentos de pressão. Confiante e sem medo, vai para cima, comando o ponto e pressiona a adversária. Ainda, costuma buscar as linhas em seus golpes, mesmo que isso possa custar o game. Apesar de gerar erros, a bielorrussa acerta mais do que erra e não abdica desse estilo de jogo.
No começo do ano, logo após vice no Australian Open, Aryna Sabalenka chegou a ter uma queda no rendimento. No entanto, já se recuperou e está fazendo uma incrível temporada. Mesmo sendo apenas o quinto mês do ano, a tenista mostra que tem tudo para ter um 2025 maravilhoso.
Foto: Divulgação/Mutua Madrid Open

