A tão comentada possibilidade de Tom Aspinall enfrentar Jon Jones no histórico evento que o UFC planeja realizar na Casa Branca parece ter chegado ao fim antes mesmo de se tornar realidade. Em recente entrevista, o campeão peso-pesado deixou claro que não tem interesse algum em se envolver nesse confronto, cortando pela raiz uma especulação que vinha sendo alimentada por fãs e jornalistas de MMA nos últimos meses.
“Quer que eu seja honesto? Passou zero segundos na minha cabeça. Não estou interessado, e o mundo também não, porque qual o sentido? É só falsa esperança”, afirmou Aspinall, sem rodeios, quando questionado sobre a possibilidade.
A resposta direta do britânico contrasta com o clima de expectativa que se formou desde que Jon Jones deu sinais de que poderia acabar com a sua aposentadoria. O ex-campeão se reinscreveu no programa antidoping do UFC e deixou escapar em entrevistas que teria motivação política para lutar no evento especial, previsto para 4 de julho de 2026, data do bicentenário dos Estados Unidos.
A novela Jon Jones–Aspinall
A relação entre Aspinall e Jones sempre foi cercada de tensão e frustração. O inglês passou grande parte de 2023 e 2024 pedindo a luta pelo cinturão linear, mas Jones, por lesão e opção, nunca mostrou interesse real. O confronto ganhou fama de “luta impossível” — tanto por questões contratuais e médicas quanto pela falta de vontade do americano.
Agora, com Jones aposentado oficialmente, o UFC ainda alimenta a hipótese de trazê-lo de volta para a Casa Branca. Porém, a postura de Aspinall indica que, para ele, essa página já foi virada.
“Sou estrangeiro, não vejo muito sentido em ser eu o representante desse evento. Acho que seria mais justo colocar um norte-americano na luta principal”, comentou o campeão interino, reforçando a ideia de que não quer ser peça em um espetáculo político.
Impacto para o UFC e o evento da Casa Branca
A recusa de Aspinall obriga o UFC a repensar a construção do card. O evento na Casa Branca, que será o primeiro da história da organização realizado em um local tão simbólico, carrega peso histórico e midiático. Dana White já declarou que quer fazer um card “à altura de um Super Bowl” e, para isso, precisa de combates capazes de gerar apelo global.
Se a luta Jon Jones x Tom Aspinall já não é mais uma opção, o UFC terá de recorrer a outras superlutas. E a boa notícia é que o plantel atual oferece várias possibilidades que podem prender a atenção tanto do público casual quanto dos fãs hardcore.
Confira três lutas que podem encabeçar o UFC na Casa Branca:
1. Ilia Topuria x Justin Gaethje
Ilia Topuria é o novo campeão peso-leve e um dos atletas mais carismáticos e falados da atualidade. Seu estilo agressivo, aliado à técnica refinada, o transformou rapidamente em um ícone na Espanha e entre fãs de MMA na América Latina. Enfrentá-lo com Justin Gaethje, eterno favorito dos fãs por seu estilo de luta “tudo ou nada”, seria receita certa para um combate memorável. Gaethje, com seu arsenal de low kicks e pressão constante, colocaria Topuria à prova como poucos já fizeram.
2. Ronda Rousey x Kayla Harrison
No campo do marketing e do apelo histórico, poucas lutas superariam um confronto entre Ronda Rousey e Kayla Harrison. Ambas têm medalhas de ouro no judô e carreiras marcantes, mas em momentos completamente diferentes. Rousey seria o grande retorno de uma lenda aposentada, enquanto Harrison representa a nova geração do judô no MMA. Uma luta dessas no quintal da Casa Branca teria significado político, esportivo e cultural.
3. Conor McGregor x Michael Chandler
O retorno de Conor McGregor é sempre um evento por si só. Colocá-lo frente a frente com Michael Chandler, com quem já trocou provocações públicas durante anos, acrescenta ainda mais peso. Chandler é conhecido por sua explosão e resistência, e o duelo contra McGregor seria uma guerra de estilos e personalidades. Mais do que uma luta, seria um espetáculo de entretenimento global, capaz de atrair até mesmo quem não acompanha MMA regularmente.
(Foto: Getty Images)