O Atlético-MG saiu de campo insatisfeito com a arbitragem no empate com o Bahia, por 1 a 1, na 7ª rodada do Campeonato Brasileiro, e tem demonstrado sua bronca com a CBF nos bastidores. O Galo reclamou bastante de um pênalti não marcado a seu favor aos 47 minutos do segundo tempo, em lance de disputa entre Gabriel Teixeira e Alan Kardec na área, na qual os mineiros argumentam que a bola tocou no braço do adversário.
Apesar das reclamações serem expostas pelo diretor de futebol, Victor Bagy, e pelo atacante Hulk ao final da partida, o árbitro do duelo na Arena MRV, Bruno Arleu de Araújo, não relatou as reclamações por parte do Atlético-MG na súmula. Enquanto o dirigente argumentou com o consultor da CBF Ricardo Marques na porta do vestiário alvinegro, o camisa 7 do time afirmou em entrevista pós-jogo que o “VAR manda no futebol”. A equipe de arbitragem de vídeo em questão foi comandada por Rodrigo D’Alonso Ferreira.
O que não pode é fugir da responsabilidade. Infelizmente, o VAR está mandando no futebol brasileiro.”
— afirmou Hulk em entrevista ao SporTV após Atlético 1×1 Bahia.
Atlético tem dossiê montado, mas não sabe se apresenta queixa à CBF
Com a bronca de Hulk e Victor Pagy exposta ao público e aos representantes da CBF após o jogo em Belo Horizonte, o Atlético-MG já se organiza nos bastidores com um levantamento de lances semelhantes ao do pênalti não marcado no último domingo. Segundo o ge, o Galo possui um dossiê com uma série de jogos nos quais sua assessoria especializada em arbitragem, e que orienta jogadores, comissão técnica e diretoria, apresenta erros de árbitros de campo e do VAR, mas ainda não definiu se apresenta formalmente o documento à entidade máxima do futebol brasileiro.
Um dos lances apresentados pelo levantamento é do Brasileirão de 2022, no qual o clube encara o Goiás e empata por 2 a 2, no Hailé Pinheiro. O árbitro da partida é o mesmo juiz do último confronto atleticano nesta temporada, Bruno Arleu de Araújo, e a jogada em questão é o pênalti marcado a favor dos donos da casa aos 32 minutos do segundo tempo. O jogo no qual o Galo vencia por 2 a 1, termina empatado após Bruno marcar o pênalti mediante análise na cabine do VAR, em um toque da bola no braço do lateral Guilherme Arana. Elvis faz a cobrança e recoloca os goianos no duelo.

Outro lance semelhante ao de domingo e o Atlético-MG apresenta em seu dossiê, que também origina um pênalti, é do duelo entre América-MG e Corinthians, pela Copa do Brasil de 2020. O árbitro da partida era Wagner do Nascimento Magalhães, quarto árbitro no duelo do Galo contra o Bahia, e que marca o penal aos 36 minutos, depois de um desvio da bola no braço de Lucas Piton, num cruzamento feito pelo América e pega o lateral de costas. O Timão vencia o jogo por 1 a 0, e o Coelho empatou na cobrança de Rodolfo, conquistando assim a vaga nas quartas de final do torneio nacional.

Enquanto decide se apresenta formalmente uma reclamação à CBF e o levantamento com lances similares ao registrado no domingo, o Atlético se prepara pelos próximos sete dias, com a pausa do Brasileirão na Data Fifa, para o reinício diante do Red Bull Bragantino. O Galo encara a equipe paulista fora de casa no próximo dia 11, às 21h30 (de Brasília), e está na décima colocação com 10 pontos dentre dezoito que já disputou.
Foto: Pedro Souza / Atlético-MG
