Futebol

Atlético Mineiro: Série 5 maiores vitórias da história

Hoje iniciamos nossa série das cinco maiores vitórias de cada um dos clubes grandes do Brasil. Na sequência, migraremos para clubes argentinos, alemães, espanhóis, franceses, ingleses, italianos e portugueses.

O primeiro clube da série é o Atlético Mineiro, onde selecionamos conquistas emblemáticas e vitórias inesquecíveis. Tem conquistas nacionais e internacionais e vitórias repletas de emoção.

Confira as cinco maiores vitórias da história do Galo e veja se concorda com a nossa seleção. Se você é atleticano relembre momentos incríveis, se não é, saiba mais sobre jogos que fazem parte do nosso futebol.

5. Atlético-MG 1×0 Cruzeiro – Final da Copa do Brasil de 2014 (jogo de volta)

Atlético Mineiro é campeão da Copa do Brasil com vitória sobre o Cruzeiro na final
Atlético Mineiro é campeão da Copa do Brasil com vitória sobre o Cruzeiro na final (Imagem: Buda Mendes/Getty Images)

No dia 26 de novembro de 2014, o Atlético Mineiro entrou para o jogo mais importante da história do clássico mineiro. Depois de vencer o Cruzeiro por 2 a 0 no jogo de ida, no Independência, o Galo precisava apenas administrar a vantagem no Mineirão para conquistar o título inédito da Copa do Brasil. A tensão era enorme: a torcida estava dividida no estádio, o rival era o atual campeão brasileiro, e o peso emocional de uma final nacional contra o maior adversário tornava o ambiente elétrico.

Mesmo com a vantagem no placar agregado, o Atlético não adotou uma postura passiva. Jogou com seriedade, marcação intensa e segurança tática. No fim do primeiro tempo, Diego Tardelli aproveitou um rebote e marcou o único gol do jogo, ampliando a vantagem e praticamente garantindo a taça. O Cruzeiro tentou pressionar, mas a defesa atleticana, comandada por Leonardo Silva e Victor, estava intransponível.

Com o apito final, o Atlético escreveu uma de suas páginas mais gloriosas. Vencer uma final nacional já é algo marcante, mas fazer isso sobre o maior rival, com duas vitórias incontestáveis e um futebol maduro, é eterno. Foi a primeira vez que uma decisão desse porte entre os dois gigantes mineiros terminou com triunfo alvinegro. A festa da torcida foi histórica, com ruas tomadas em todo o estado.

Essa vitória é considerada por muitos como a maior da história do Atlético sobre o Cruzeiro. Não apenas pelo título, mas pelo simbolismo: uma conquista nacional, com brilho técnico, inteligência emocional e, principalmente, com supremacia dentro de campo. Diego Tardelli, Luan, Dátolo e Victor foram protagonistas de uma noite que ainda vive na memória de cada atleticano.

4. Atlético Mineiro 4×1 Flamengo – Semifinal da Copa do Brasil de 2014

Luan é destaque na vitória heróica do Atlético Mineiro diante do Flamengo na semifinal da Copa do Brasil de 2014
Luan é destaque na vitória heróica do Atlético Mineiro diante do Flamengo na semifinal da Copa do Brasil de 2014 (Imagem: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

A semifinal da Copa do Brasil de 2014 entrou para a galeria dos jogos mais épicos do Atlético. Após perder por 2 a 0 no Maracanã para o Flamengo, o Galo chegou ao Mineirão com a obrigação de vencer por três gols para se classificar. A missão era dura, mas a torcida lotou o estádio e resgatou o grito de guerra que já havia funcionado em 2013: “Eu Acredito”.

O primeiro tempo terminou sem gols, aumentando a tensão. Mas o segundo tempo foi uma avalanche preta e branca. Carlos abriu o placar e acendeu a faísca. Em seguida, Maicosuel empatou o confronto agregado, e Dátolo virou. Luan ainda marcou o quarto, fechando uma atuação impressionante em menos de 25 minutos. O Flamengo ficou atônito e não conseguiu reagir.

A virada foi construída com raça, inteligência e apoio incondicional da torcida. A equipe demonstrou organização tática e confiança, sem se desesperar em momento algum. Foi uma aula de como transformar pressão em energia positiva. Mais uma vez, o Mineirão foi palco de uma reviravolta histórica comandada por Cuca.

Esse jogo consolidou o espírito de superação que passou a ser associado ao Atlético nos anos seguintes. Foi mais do que uma simples vitória: foi uma afirmação de identidade. A classificação para a final seria coroada com o título inédito diante do rival Cruzeiro, tornando aquela campanha ainda mais significativa.

3. Atlético Mineiro 1×0 Botafogo – Final do Campeonato Brasileiro de 1971

Dadá Maravilha fez o gol que deu o primeiro título do Brasileirão para o Atlético Mineiro
Dadá Maravilha fez o gol que deu o primeiro título do Brasileirão para o Atlético Mineiro (Imagem: Arquivo Atlético)

Em 19 de dezembro de 1971, o Atlético Mineiro fez história ao vencer o Botafogo no Maracanã e conquistar o primeiro Campeonato Brasileiro unificado da história. O time mineiro, comandado por Telê Santana, vinha de uma campanha sólida e encarava o favoritismo carioca com coragem. O confronto marcava o duelo entre estilos diferentes: a velocidade e organização do Galo contra a técnica refinada do time de Jairzinho.

O jogo foi nervoso, com chances de ambos os lados, mas o Atlético mostrou maturidade. O gol do título saiu aos 16 minutos do segundo tempo: Humberto cruzou pela direita, e Dario, o lendário Dadá Maravilha, cabeceou com firmeza para o fundo do gol. O artilheiro não decepcionou e selou a vitória em um dos lances mais celebrados da história do clube.

O time manteve o controle emocional até o final da partida, mesmo com a pressão do adversário e a atmosfera do Maracanã. A disciplina foi uma marca daquele time: a campanha foi quase impecável em fair play, com apenas dois cartões amarelos em todo o campeonato. Telê Santana começava ali uma trajetória que o levaria à Seleção Brasileira.

Esse título foi o primeiro grande passo do Atlético em direção à sua consolidação como um dos gigantes do futebol nacional. Foi o troféu que deu orgulho a uma geração e que, mesmo décadas depois, ainda é lembrado com reverência. A estrela de 1971 brilha no escudo e no coração da torcida até hoje.

2. Atlético Mineiro 3×2 Bahia – Campeonato Brasileiro de 2021

Hulk faz um dos gols da vitória do Galo diante do Bahia que deu o segundo título do Brasileirão ao Atlético Mineiro
Hulk faz um dos gols da vitória do Galo diante do Bahia que deu o segundo título do Brasileirão ao Atlético Mineiro (Imagem: Getty Images)

O Atlético chegou à reta final do Brasileirão de 2021 muito próximo de encerrar um jejum de 50 anos. No dia 2 de dezembro, contra o Bahia, fora de casa, a vitória garantiria matematicamente o título. Mas o roteiro não seria fácil: após um primeiro tempo equilibrado, o Bahia abriu 2 a 0 no início da etapa final, com gols de Luiz Otávio e Gilberto, e silenciou temporariamente a empolgação dos atleticanos.

No entanto, como tantas vezes na história do clube, a reação foi épica. Aos 28 minutos, Hulk converteu pênalti e deu início à virada. Três minutos depois, Keno empatou com um golaço, e logo em seguida, aos 32, o mesmo Keno acertou outro chute indefensável, virando o placar em apenas cinco minutos. Era o símbolo de um time determinado, técnico e mentalmente forte.

Com o apito final, o Galo conquistou seu segundo título brasileiro e pôs fim à mais longa espera da torcida. Cuca, criticado por parte dos atleticanos ao longo da campanha, foi consagrado como herói. Hulk, autor de uma temporada brilhante, assumiu a liderança técnica e emocional da equipe, tornando-se ídolo instantâneo.

Aquela vitória não foi apenas a conquista de um campeonato, foi a libertação de uma geração. Os 50 anos de espera deram lugar a lágrimas de alegria e uma celebração inigualável em Belo Horizonte. O Galo renascia como potência nacional, agora com um elenco estrelado e o apoio de milhões que jamais deixaram de acreditar.

1. Atlético Mineiro 2×0 Olimpia – Final da Copa Libertadores de 2013

Victor é o herói da conquista da Libertadores
Victor é o herói da conquista da Libertadores (Imagem: Evaristo Sá/AFP)

A noite de 24 de julho de 2013 é, até hoje, a mais marcante da história do Atlético Mineiro. Após perder por 2 a 0 no jogo de ida, em Assunção, o Galo precisava de um milagre diante do Olimpia no Mineirão. A missão parecia quase impossível, mas a torcida acreditava, e essa crença virou mantra. Os gritos de “Eu Acredito” ecoaram das arquibancadas com força, embalando um time que já havia realizado reviravoltas incríveis ao longo daquela campanha.

O jogo começou tenso, mas o Atlético tomou a iniciativa. No segundo tempo, logo aos 2 minutos, Jô aproveitou uma falha da zaga e marcou, incendiando o estádio. A pressão aumentou até que, aos 41, Leonardo Silva subiu mais alto que todos e marcou o segundo gol de cabeça, igualando o placar agregado e levando a decisão para a prorrogação. Mesmo com um jogador a mais, o Galo não conseguiu marcar o terceiro, e a decisão foi para os pênaltis.

Na disputa de penalidades, brilhou mais uma vez a estrela do goleiro Victor, que defendeu a primeira cobrança do Olimpia. O Atlético converteu quatro de suas cinco cobranças, e quando o paraguaio Giménez isolou a última bola, o Mineirão explodiu em comemoração. Era a primeira conquista continental do clube, coroando uma trajetória heroica.

Mais do que um título, aquela vitória selou um novo capítulo na história do clube. Ronaldinho, Victor, Jô, Bernard e Cuca tornaram-se ídolos eternos. A Libertadores de 2013 não foi apenas uma taça: foi a consagração da alma atleticana, aguerrida, sofrida, apaixonada e absolutamente inesquecível.

(Imagem de capa: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)