O Australian Open Juvenil divulgou a lista de inscritos para a disputa no masculino e feminino. O Brasil terá três representantes na competição, com Guto Miguel, Leonardo Storck e Victoria Barros. Já Naná Silva, mesmo com ranking para entrar no primeiro Grand Slam do ano, não estará presente.
Segundo com a assessoria de imprensa, se trata de uma decisão técnica. A jovem de 15 anos tem tomado um caminho diferente para a transição ao profissional e deve participar de competições Pro no início de 2026. Sua escolha não tem sido incomum, já que fez o mesmo nessas últimas semanas de 2025.
E é por isso que, no ranking da WTA, é a segunda mais jovem no top 1000. Jana Kovacková é a 550ª, com 15 anos e cinco meses, enquanto Naná é a 648ª, com 15 anos e sete meses. Focando no profissional, a brasileira vem subindo no ranking de forma natural e a expectativa em 2026 é de resultados ainda melhores.
Mas ainda há o fator dos gastos. Para uma brasileira ir para o Australian Open Juvenil os custos são maiores do que nos outros Grand Slams. Considerando que está apenas no início de sua carreira, a maior promessa do tênis feminino ainda não tem muitos patrocínios. Dessa forma, ficar na América do Sul e focar em torneios adultos se torna um ótimo caminho.

E os brasileiros no Australian Open Juvenil?
Com a lista divulgada, Gutão e Victoria Barros estão confirmados no Australian Open Juvenil. O que já era esperado, pois ambos seguem por um caminho diferente de Naná Silva. Focados em buscar bons resultados no ranking juniors da ITF, ambos querem ter bom ranking primeiro no juvenil.
Isso vai ajudar na participação em competições profissionais em 2026. Quanto mais alto seu ranking no juvenil, mais convites pode receber em torneios Pro do ano seguinte. Dessa forma, nenhum dos dois irá depender de um bom ranking na ATP ou WTA para conseguir uma vaga.
Guto Miguel é o 9º, enquanto Victoria está na 12ª posição, ambos entrando direto na chave principal. Na lista publicada, ambos estão em posições melhores, pois foram retirados os tenistas que se aposentam do juvenil e não podem mais jogar nas competições sub-18.
Já Leonardo Storck aparece por ter vencido torneio sul-americano, que dava direito a uma vaga na disputa. Com 16 anos, nascido em 2009, o tenista já pontuou na ATP, mas ainda está com pouco pontos. Além disso, apesar de ser considerado uma promessa, não teve a mesma precocidade que Gutão, Naná e Victoria.
Até agora, o jovem ainda não participou de nenhum Grand Slam na carreira, sendo a sua primeira oportunidade. No ranking da ITF, está atrás de João Pedro Didoni Bonini, de 2007, e Pedro Henrique Chabalgolty, de 2008. Entre os dois, apenas João Pedro não poderá mais disputar o juvenil em 2026.

Fotos: André Gemmer/CBT