O Bahia confirmou o favoritismo e venceu a Chapecoense por 2 a 0, na Arena Fonte Nova, em partida atrasada da quarta rodada do Brasileirão. Superior desde os primeiros minutos, o Tricolor construiu a vantagem ainda no primeiro tempo com gols de Rodrigo Nestor, em cobrança de pênalti, e Román Gómez, e administrou o resultado na etapa final para conquistar mais três pontos.
Com a vitória, a equipe baiana chegou aos 29 pontos e permaneceu na quinta colocação da tabela, mantendo-se próxima do grupo que disputa as primeiras posições. A Chapecoense, por sua vez, segue em situação delicada. O time catarinense permaneceu na lanterna da competição, com apenas nove pontos, e ampliou para 17 partidas a sequência sem vencer.
O Bahia começou a partida pressionando e assumiu o controle da posse de bola desde o apito inicial. A primeira oportunidade surgiu logo aos três minutos, quando Román Gómez aproveitou uma sobra dentro da área e finalizou pela rede do lado de fora.
A pressão logo se transformou em vantagem. Aos 10 minutos, Erick Pulga foi derrubado dentro da área. Após revisão do VAR, o árbitro confirmou a penalidade. Dois minutos depois, Rodrigo Nestor cobrou com firmeza, deslocando o goleiro Matheus Aurélio para abrir o placar.
Mesmo à frente, o Bahia manteve o domínio territorial e circulou a bola com tranquilidade, impedindo qualquer reação da Chapecoense. Com mais de 80% de posse durante boa parte da primeira etapa, a equipe comandada por Rogério Ceni acumulou cruzamentos e finalizações, embora sem criar muitas oportunidades claras.
O segundo gol saiu aos 34 minutos. Rodrigo Nestor cobrou escanteio na segunda trave, David Duarte escorou de cabeça e Román Gómez apareceu livre para completar para as redes, ampliando a vantagem tricolor.
A Chapecoense só conseguiu finalizar pela primeira vez nos acréscimos do primeiro tempo. Bolasie arriscou de fora da área, mas Ronaldo fez a defesa sem dificuldades.
Na volta do intervalo, a equipe catarinense promoveu alterações para tentar mudar o panorama da partida, mas continuou encontrando dificuldades para competir com o controle exercido pelo Bahia.
Sem necessidade de acelerar o ritmo, o Tricolor administrou a posse de bola e reduziu a intensidade ofensiva. Ainda assim, continuou chegando com frequência ao campo de ataque, embora pecasse no último passe e nas conclusões.
A melhor oportunidade da Chapecoense aconteceu aos 22 minutos. Após cobrança de falta, Doma desviou na segunda trave e Bolasie, livre na pequena área, finalizou por cima do gol, desperdiçando a principal chance da equipe visitante. Pouco depois, Neto Pessoa arriscou de longa distância e obrigou Ronaldo a fazer boa defesa.
Nos minutos finais, o Bahia voltou a criar algumas oportunidades em contra-ataques, mas manteve a postura de controlar o jogo sem se expor. A Chapecoense ainda assustou em um escanteio, quando Rafael Thyere desviou com perigo, mas a bola saiu rente à trave.
Sem sofrer grandes riscos durante toda a partida, o Bahia confirmou a vitória por 2 a 0 e somou mais três pontos diante de sua torcida.
Bahia faz o necessário, controla o jogo e confirma um triunfo sem grandes dificuldades
O Bahia conquistou uma vitória segura, mas que também mostrou uma equipe ainda distante de sua melhor versão ofensiva. Contra a lanterna do Campeonato Brasileiro, o time de Rogério Ceni praticamente não foi ameaçado, dominou a posse de bola do início ao fim e resolveu a partida ainda no primeiro tempo. Depois disso, optou por administrar o resultado em vez de transformar a superioridade em goleada.
A estratégia funcionou porque a Chapecoense pouco conseguiu produzir. O Bahia pressionou alto desde os primeiros minutos, recuperou rapidamente a bola após as perdas e ocupou constantemente o campo ofensivo. A movimentação dos homens de frente abriu espaços para Erick Pulga e Ademir atacarem pelos lados, enquanto Rodrigo Nestor comandava a circulação da bola pelo meio.
O pênalti convertido por Nestor logo no início deu tranquilidade ao Tricolor, que passou a controlar completamente o ritmo da partida. A equipe chegou a ultrapassar 80% de posse de bola durante boa parte da primeira etapa, sufocando a saída adversária e impedindo qualquer tentativa de construção da Chapecoense.
Apesar do amplo domínio territorial, o Bahia nem sempre conseguiu transformar posse em chances claras. Houve excesso de cruzamentos e muitas finalizações de média distância, reflexo da dificuldade para encontrar espaços em um adversário que passou praticamente todo o jogo defendendo próximo da própria área.
O segundo gol, em jogada de bola parada, premiou justamente uma equipe que insistia em ocupar a área adversária. Rodrigo Nestor fez boa cobrança de escanteio, David Duarte desviou e Román Gómez apareceu para concluir, ampliando a vantagem antes do intervalo e praticamente encerrando qualquer possibilidade de reação catarinense.
No segundo tempo, o cenário mudou mais pelo comportamento do Bahia do que por mérito da Chapecoense. O time baiano diminuiu a intensidade, passou a valorizar ainda mais a posse e evitou correr riscos desnecessários. A equipe seguiu superior, mas deixou de acelerar as jogadas e reduziu o número de oportunidades criadas.
Esse controle, embora eficiente, também evidenciou uma característica recorrente do Bahia em alguns jogos da temporada: a dificuldade para manter o mesmo nível de agressividade durante os 90 minutos. Mesmo encontrando espaços nos contra-ataques, o time desperdiçou decisões simples no último passe e deixou escapar a oportunidade de construir um placar mais elástico.
A Chapecoense só conseguiu ameaçar de forma mais consistente em lances isolados. Bolasie desperdiçou uma boa oportunidade dentro da pequena área, enquanto Neto Pessoa obrigou Ronaldo a fazer uma boa defesa em chute de longa distância. Foram momentos pontuais que não chegaram a alterar o controle exercido pelo Bahia.
Individualmente, Rodrigo Nestor foi um dos destaques da partida. Além do gol de pênalti, participou diretamente do segundo gol com a cobrança de escanteio e distribuiu bem o jogo durante toda a partida. Román Gómez também teve boa atuação, aparecendo constantemente no ataque e sendo premiado com um gol.
Na defesa, o Bahia praticamente não sofreu. David Duarte e os demais defensores venceram a maior parte dos duelos, enquanto Ronaldo teve uma atuação segura quando foi exigido.
No fim, o triunfo foi construído de maneira protocolar. O Bahia fez o suficiente para vencer, controlou completamente o adversário e confirmou um resultado que era esperado diante da diferença técnica entre as equipes. Ainda há margem para evoluir ofensivamente, especialmente na criação de chances contra defesas fechadas, mas a equipe mostrou organização, maturidade para administrar a vantagem e eficiência para garantir três pontos importantes na luta pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro.
(Foto: Rafael Rodrigues/Bahia)



