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Barcelona: os intocáveis de Flick que não eram protagonistas no início da temporada; Confira

Com quase um terço da temporada disputado, os números do Barcelona revelam uma surpresa que poucos previam no início do ano. Após 16 partidas oficiais — sendo 12 pela La Liga e quatro pela UEFA Champions League, apenas dois jogadores participaram de todos os jogos, e, curiosamente, não são os nomes mais óbvios. Enquanto lesões limitaram atletas como Pedri e Joan García, Hansi Flick tem se apoiado em Eric García, que chegou a considerar uma saída no último verão, e em Marcus Rashford, inicialmente a terceira opção do diretor esportivo para o ataque pela esquerda.

Depois de um fim de temporada consistente no Barcelona, Eric García consolidou-se como peça essencial no esquema do treinador alemão. Neste novo ciclo, o defensor formado em Martorell ganhou ainda mais protagonismo, sendo utilizado em todas as partidas e desempenhando funções diversas na linha defensiva. Já atuou nas duas posições de zagueiro, cobriu Koundé na lateral direita e até fechou pela esquerda nos minutos finais de confrontos contra Real Sociedad e Newcastle. No total, soma 13 jogos como titular, 1.211 minutos em campo, um gol marcado e nenhum cartão amarelo recebido.

Com Raphinha afastado desde 25 de setembro, após se machucar diante do Oviedo no estádio Carlos Tartière, Marcus Rashford tornou-se o grande beneficiado no Barcelona. O atacante inglês aproveitou não só a ausência do brasileiro, mas também as lesões de Lamine, Ferran Torres e Lewandowski, para firmar-se como o jogador mais produtivo do elenco. Hoje, lidera o ranking de assistências da La Liga com sete passes decisivos — um a mais que Luis Milla, do Getafe — e soma outras duas na Champions League, tornando-se o atleta com mais assistências na Europa nesta temporada.

E sua contribuição não para por aí: além das nove assistências, Rashford balançou as redes seis vezes — duas pela La Liga e quatro na UEFA Champions League —, participando diretamente de 15 gols da equipe. O atacante também reencontrou sua melhor forma no Barcelona nesta temporada, após um período conturbado no Manchester United marcado por desentendimentos com o técnico Rúben Amorim, e um empréstimo ao Aston Villa, onde recuperou confiança e desempenho.

Foto: Getty Images

Eric García e Marcus Rashford: os intocáveis de Hansi Flick no Barcelona

Poucos apostariam, no início da temporada, que Eric García e Marcus Rashford se tornariam indispensáveis para Hansi Flick. Meses depois, ambos simbolizam a transformação técnica e mental do Barcelona. A dupla é a única a participar de todas as 16 partidas até o momento — 12 pela La Liga e 4 pela Champions — e vem justificando plenamente a confiança do treinador com consistência e entrega.

Eric García: da dúvida à consolidação

Eric García começou a temporada envolto em incertezas sobre seu futuro. Cotado para sair, convenceu Flick de que poderia ser útil em diferentes papéis defensivos. Hoje, é um dos jogadores mais utilizados do elenco, com mais de 1.200 minutos em campo. O zagueiro catalão foi titular em 13 jogos e demonstrou solidez e maturidade tanto no miolo de zaga quanto pelo lado direito. Essa evolução tática representa um salto notável para quem, meses atrás, lutava por espaço.

Sua versatilidade tornou-se um trunfo estratégico no modelo de Flick, que valoriza a saída de bola qualificada e a adaptação constante. García tem respondido à altura, firmando-se como uma das revelações mais positivas da temporada blaugrana.

Marcus Rashford: o novo protagonista ofensivo

A trajetória de Marcus Rashford também traduz uma reviravolta impressionante. Contratado para reforçar o setor ofensivo, o inglês iniciou como reserva de Raphinha, mas ganhou espaço após a lesão do brasileiro. Desde então, virou peça-chave na engrenagem de ataque do Barcelona, sob o comando de Hansi Flick.

Com sete assistências na La Liga e duas na Champions League, além de seis gols nas duas competições, Rashford é o atleta mais decisivo do elenco em participações diretas. Sua velocidade, leitura de espaços e precisão nas finalizações se encaixaram perfeitamente na proposta de transição rápida e verticalidade de Flick.

Símbolos do novo ciclo de Flick

O crescimento de Eric García e Rashford representa o impacto imediato de Hansi Flick em seu primeiro projeto no futebol espanhol. O treinador adota uma filosofia baseada em meritocracia e intensidade, premiando quem mantém desempenho constante — mesmo que não figure entre os “intocáveis” da diretoria.

Ambos simbolizam a competitividade que Flick quer instaurar no vestiário blaugrana. Se mantiverem o ritmo, não apenas continuarão como titulares, mas poderão consolidar-se como pilares do Barcelona em reconstrução — um time que começa a reencontrar sua identidade sob o comando do técnico alemão.

Foto: Getty Images

Com Eric García e Rashford em alta, o Barcelona busca consistência

O Barcelona de Flick tenta recuperar o equilíbrio que marcou o bom início de temporada, e dois nomes despontam como fundamentais nesse processo: Eric García e Marcus Rashford. A dupla se transformou em alicerce de uma equipe que ainda oscila entre grandes atuações e quedas inesperadas.

Flick aposta na continuidade

Diante de um calendário intenso entre La Liga e Champions League, Flick tem priorizado a manutenção de uma base sólida que ofereça confiança e estabilidade. Eric García, titular em 13 das 16 partidas até aqui, é um dos atletas mais acionados do elenco. Sua polivalência — atuando tanto como zagueiro central quanto lateral direito — tem sido determinante para equilibrar um sistema defensivo que iniciou a temporada com falhas.

Antes questionado, García agora simboliza a mentalidade exigida por Flick: foco, inteligência tática e constância. Sob o comando do alemão, o defensor tornou-se referência em segurança, boa saída de bola e personalidade para iniciar jogadas desde o campo defensivo — um atributo essencial na filosofia do treinador.

Rashford dá novo fôlego ao ataque

No ataque, Marcus Rashford assumiu o papel de protagonista. Com a ausência de Raphinha, o inglês ganhou liberdade para explorar os espaços e decidir partidas. Suas sete assistências e seis gols somados o colocam como o jogador mais participativo do elenco em ações diretas de gol.

Sua aceleração, dribles curtos e finalizações precisas têm sido vitais para manter o Barcelona competitivo, mesmo em jogos complicados. Para Flick, Rashford representa o atacante moderno ideal: versátil, disciplinado e com impacto imediato no terço final.

Um time em busca de estabilidade

Apesar das boas atuações individuais, o desafio do Barcelona ainda é coletivo. A equipe alterna exibições dominantes e momentos de instabilidade que já custaram pontos importantes. Para recuperar a regularidade, Flick sabe que precisa transformar a boa fase de García e Rashford em base estrutural — uma espinha dorsal que una solidez defensiva e eficiência ofensiva.

A constância dos dois tem sido um sinal de amadurecimento dentro de um elenco em transição. Enquanto Eric García oferece segurança e qualidade na saída de bola, Rashford acrescenta profundidade e imprevisibilidade ao ataque. Juntos, eles representam o equilíbrio que Flick tanto busca: disciplina e talento, controle e velocidade.

O desafio do próximo passo

Com compromissos decisivos no horizonte, o Barcelona aposta na continuidade e na força de seu novo núcleo titular para recuperar consistência e seguir competitivo nas duas frentes. A ascensão de Eric García e Marcus Rashford vai além do mérito individual: é o reflexo de um trabalho que começa a adquirir identidade — e que pode recolocar o clube catalão no caminho das grandes conquistas.

(Foto: Getty Images)